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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Discopatia Degenerativa


A Discopatia Degenerativa não é propriamente uma doença, mas um termo empregado para descrever alterações normais que ocorrem nos discos intervertebrais que ocorrem com o envelhecimento.
Em alguns casos, a Discopatia Degenerativa pode se manifestar com sintomas bastante similares aos de uma Espondilite Anquilosante. As alterações que ocorrem nos discos podem resultar em dores no pescoço ou nas costas, além de osteoartrite e hénias de disco.


Qual a causa da discopatia degenerativa?

A medida em que envelhecemos, os discos localizados entre as vértebras também sofrem um processo de desgaste.
Eles perdem uma quantidade significativa do conteúdo líquido, perdendo um pouco de sua capacidade amortecedora. A perda de líquidos também diminui a espessura dos discos e a distância entre as vértebras.
A diminuição na distância entre as vértebras e, conseqüentemente, da estabilidade da coluna vertebral, tende a ser compensado pelo organismo através da formação de pontes ósseas entre uma vértebra e a seguinte. Estas pontes, chamadas Osteófitos, podem pressionar as raízes nervosas ou a própria medula, causando dor e comprometimento da função do nervo afetado.
Com o tempo, o material gelatinoso dentro do disco pode ser forçado para fora através de minúsculas rupturas, resultando em hérnias de disco.
Todas estas alterações são mais freqüentes em pessoas que fumam e aquelas que executam trabalhos pesados com sobrecarga de peso. Pessoas obesas também apresentam um risco maior para sintomas de discopatia degenerativa.
Uma lesão aguda (por exemplo: uma queda), resultando em hérnia de disco, também pode dar início a um processo de discopatia degenerativa.

Quais são os sintomas?
Dores nas costas e na região do pescoço são as manifestações mais comuns da doença. Contudo, os sintomas variam de pessoa para pessoa e de acordo com o local da coluna vertebral afetado.
Muitas pessoas não sentem coisa alguma, ao passo que outras com lesões semelhantes se queixam de dormências ou dores severas e incapacitantes.
Se o disco afetado estiver na região do pescoço, os sintomas podem incluir dores cervicais ou no braço. Na coluna inferior, os sintomas incluem dores lombares, nas nádegas ou nas pernas.
Em todos os casos, a dor tende a piorar com os movimentos de extensão da coluna. Por exemplo: ao se abaixar para amarrar um cadarço ou ao se esticar para alcançar algo em uma prateleira mais alta.

Como a discopatia degenerativa é diagnosticada?
Através da sua história e do exame do clínico, o medico é capaz de ter uma boa idéia do problema. Porém, alguns testes serão necessários para identificar a extensão da discopatia degenerativa.
Os principais exames solicitados incluem radiografias, tomografias computadorizadas e ressonância nuclear magnética da coluna vertebral.

Como é feito o tratamento?
O uso de compressas frias ou quentes, e comprimidos ou injeções de antiinflamatórios ajudam aliviar o desconforto, mas só devem ser utilizados sob orientação medica.
Dependendo da extensão da doença e da associação com problemas como osteoartrite, hérnia de disco ou estenose vertebral, seu médico poderá recomendar outros tratamentos, como fisioterapia, alongamentos ou mesmo cirurgia.

Fonte: Bibliomed

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Nanotecnologia aciona nervos e move membros paralisados

Controlando os nervos

Cientistas da Universidade Case Western, nos Estados Unidos, conseguiram controlar os músculos de um paciente com paralisia total, em estado inconsciente, enviando pulsos de eletricidade diretamente para seus nervos.

Matthew Schiefer e seus colegas conseguiram um nível de precisão sem precedentes ao atuar diretamente sobre as células dos nervos, sem precisar atuar diretamente no cérebro.


Lesão na Medula

O experimento pode marcar o início de uma técnica que, no futuro, poderá permitir que pacientes paralisados, mesmo os tetraplégicos, recuperem a capacidade de controlar seus músculos, podendo sentar-se na cama ou até mesmo voltar a andar.

Quando uma lesão na medula quebra a conexão que traz os comandos de movimentação do cérebro, através dos nervos, até os músculos, os nervos situados depois do ferimento ficam inertes, como fios elétricos sem energia.

O que os cientistas estão fazendo é conectar minúsculos fios diretamente a esses nervos desenergizados, permitindo o envio de comandos de forma artificial para movimentar os músculos.

Fios conectados aos nervos

O desenvolvimento da nanotecnologia está permitindo a fabricação de fios cada vez mais finos e sua conexão de forma precisa, permitindo selecionar músculos individuais para serem ativados através de comandos artificiais gerados por computador.

Nesta pesquisa, os cientistas demonstraram a possibilidade de controle preciso dos quatro músculos necessários para que uma pessoa possa ficar de pé, o que por si só seria um avanço sem precedentes para um paciente hoje totalmente paralisado sobre uma cama.

Eletrodos planos

O segredo do sucesso do experimento é um novo tipo de eletrodo, chamado FINE () Flat Interface Nerve Electrode - eletrodo plano de interface com os nervos, em tradução livre.

Esses novos eletrodos permitem uma melhor conexão com as fibras nervosas ao comprimi-las, sem qualquer dano ao nervo, evitando o mal contato típico das conexões entre equipamentos eletrônicos e tecidos biológicos.

Até agora havia duas abordagens para conectar os eletrodos aos nervos. A primeira utiliza minúsculas agulhas que perfuram os nervos. Esta técnica garante uma boa conexão, mas danifica os nervos.

A segunda técnica consiste em um anel que prende as fibras nervosas. Apesar de não danificar os nervos, o anel atinge apenas as fibras nervosas que entram em contato com ele. Ao não alcançar as fibras internas, a conexão é ruim.

Os eletrodos planos apresentaram o melhor resultado, não danificando os nervos e, ao comprimir os nervos, transformando-os em uma espécie de fita, consegue conexão com um grande número de fibras nervosas, obtendo uma conexão ainda melhor do que as as nanoagulhas.

Andar artificial

Em um outro conjunto de experiências, os eletrodos foram implantados temporariamente sobre os nervos de sete pacientes submetidos a uma cirurgia de rotina na coxa.

Pulsos elétricos com apenas 250 microssegundos de duração foram utilizados para ativar os músculos que estendem o joelho e flexionam a articulação do quadril quando uma pessoa se levanta. Cada músculo foi ativado de forma seletiva e independente.

Os pulsos não foram suficientes para dobrar as articulações, mas os resultados sugerem que pulsos mais longos deverão estimular os músculos para fornecer força suficiente para suportar o peso do corpo.

Teste clínico

Agora os cientistas estão solicitando autorização às autoridades de saúde para fazer um teste em larga escala da nova técnica, envolvendo um maior número de pacientes e objetivando o controle muscular mais preciso.

Os resultados desses experimentos promissores foram publicados no último exemplar do Journal of Neural Engineering.

FitMed Saúde Corporativa Fisioterapia

Neurocirurgia usa técnica parecida com GPS

GPS da neurocirurgia

O Instituto de Psiquiatria (IPq) da USP (FMUSP) realizou pela primeira vez um procedimento considerado o "GPS da neurocirurgia", para ressecção de um tumor cerebral.

A técnica de Ressonância Magnética Intraoperatória (RMI) permite monitorar em tempo real o processo cirúrgico, mostrando com exatidão as estruturas cerebrais relacionadas com a lesão.

Ressonância Magnética Intraoperatória

A primeira cirurgia com o uso da RMI, uma retirada de tumor de hipófise, foi realizada com sucesso no último mês de março.

Com as imagens, feitas por um equipamento de ressonância magnética instalado dentro do centro cirúrgico, é possível saber a extensão do tumor, a proporção removida e quanto falta para concluir a cirurgia.

Com o método tradicional, cerca de 30% dos pacientes saem da cirurgia com restos do tumor no organismo e chances de recidiva.

Neurocirurgia

A neurocirurgia com uso de RMI é considerada um grande avanço para tratamento de tumores cerebrais, especialmente de gliomas encefálicos - que abrangem 40% dos tumores em geral (na maioria das vezes são malignos) -, e tumores de hipófise - que representam cerca de 15% dos tumores (geralmente benignos).

A técnica possibilita realização de intervenções cirúrgicas menores e mais econômicas, otimizando os procedimentos cirúrgicos.

Ao mesmo tempo, o método proporciona rápido diagnóstico de complicações, que poderão ser tratadas de imediato. Também é possível prevenir danos neurológicos e obter maior grau de ressecção com menor grau de manipulação, sem lesão do tecido sadio.

Mapeamento do interior do corpo

Até agora, o único recurso para mapear tumores neurológicos era a ressonância tradicional, feita antes da cirurgia, cujo efeito era como o de um mapa desatualizado.

Com o exame intraoperatório, é como se o médico tivesse nas mãos um GPS. No caso do glioma, por exemplo, que é um tumor que pode mudar de lugar depois que o crânio é aberto, a RMI mostra-se altamente eficaz.

A cirurgia foi realizada pelo neurocirurgião Valter Cescato, juntamente com os especialistas Rodrigo de La Cortina (otorrinolaringologista), Nina Musolino (neuroendocrinologista), Edson Amaro Jr. (neuroradiologista) e Manoel Jacobsen Teixeira (neurocirurgião e professor do Departamento de Neurologia da FMUSP). O procedimento teve a colaboração da equipe de enfermagem, coordenada pela enfermeira Sandra Soares e dos técnicos das empresas Brain Lab, Siemens e Equipamentos Procópio.

Microcirurgias

Ainda em março, foram realizados mais dois procedimentos com a técnica de RMI, que consistiram de microcirurgia para ressecção de neoplasia, feitos pelos Neurocirurgiões Manoel Jacobsen Teixeira e Hector Cabrera Navarro, sob supervisão de Neurorradiologista.

Todas as cirurgias tiveram sucesso e os pacientes passam bem. Para a aquisição do equipamento, montagem e adequação do centro cirúrgico, foram investidos R$ 3 milhões pelo governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Saúde.

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