
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Discopatia Degenerativa

quinta-feira, 22 de abril de 2010
Nanotecnologia aciona nervos e move membros paralisados
Controlando os nervos Cientistas da Universidade Case Western, nos Estados Unidos, conseguiram controlar os músculos de um paciente com paralisia total, em estado inconsciente, enviando pulsos de eletricidade diretamente para seus nervos.
Matthew Schiefer e seus colegas conseguiram um nível de precisão sem precedentes ao atuar diretamente sobre as células dos nervos, sem precisar atuar diretamente no cérebro.
Lesão na Medula
O experimento pode marcar o início de uma técnica que, no futuro, poderá permitir que pacientes paralisados, mesmo os tetraplégicos, recuperem a capacidade de controlar seus músculos, podendo sentar-se na cama ou até mesmo voltar a andar.
Quando uma lesão na medula quebra a conexão que traz os comandos de movimentação do cérebro, através dos nervos, até os músculos, os nervos situados depois do ferimento ficam inertes, como fios elétricos sem energia.
O que os cientistas estão fazendo é conectar minúsculos fios diretamente a esses nervos desenergizados, permitindo o envio de comandos de forma artificial para movimentar os músculos.
Fios conectados aos nervos
O desenvolvimento da nanotecnologia está permitindo a fabricação de fios cada vez mais finos e sua conexão de forma precisa, permitindo selecionar músculos individuais para serem ativados através de comandos artificiais gerados por computador.
Nesta pesquisa, os cientistas demonstraram a possibilidade de controle preciso dos quatro músculos necessários para que uma pessoa possa ficar de pé, o que por si só seria um avanço sem precedentes para um paciente hoje totalmente paralisado sobre uma cama.
Eletrodos planos
O segredo do sucesso do experimento é um novo tipo de eletrodo, chamado FINE () Flat Interface Nerve Electrode - eletrodo plano de interface com os nervos, em tradução livre.
Esses novos eletrodos permitem uma melhor conexão com as fibras nervosas ao comprimi-las, sem qualquer dano ao nervo, evitando o mal contato típico das conexões entre equipamentos eletrônicos e tecidos biológicos.
Até agora havia duas abordagens para conectar os eletrodos aos nervos. A primeira utiliza minúsculas agulhas que perfuram os nervos. Esta técnica garante uma boa conexão, mas danifica os nervos.
A segunda técnica consiste em um anel que prende as fibras nervosas. Apesar de não danificar os nervos, o anel atinge apenas as fibras nervosas que entram em contato com ele. Ao não alcançar as fibras internas, a conexão é ruim.
Os eletrodos planos apresentaram o melhor resultado, não danificando os nervos e, ao comprimir os nervos, transformando-os em uma espécie de fita, consegue conexão com um grande número de fibras nervosas, obtendo uma conexão ainda melhor do que as as nanoagulhas.
Andar artificial
Em um outro conjunto de experiências, os eletrodos foram implantados temporariamente sobre os nervos de sete pacientes submetidos a uma cirurgia de rotina na coxa.
Pulsos elétricos com apenas 250 microssegundos de duração foram utilizados para ativar os músculos que estendem o joelho e flexionam a articulação do quadril quando uma pessoa se levanta. Cada músculo foi ativado de forma seletiva e independente.
Os pulsos não foram suficientes para dobrar as articulações, mas os resultados sugerem que pulsos mais longos deverão estimular os músculos para fornecer força suficiente para suportar o peso do corpo.
Teste clínico
Agora os cientistas estão solicitando autorização às autoridades de saúde para fazer um teste em larga escala da nova técnica, envolvendo um maior número de pacientes e objetivando o controle muscular mais preciso.
Os resultados desses experimentos promissores foram publicados no último exemplar do Journal of Neural Engineering.
FitMed Saúde Corporativa FisioterapiaNeurocirurgia usa técnica parecida com GPS
GPS da neurocirurgia
O Instituto de Psiquiatria (IPq) da USP (FMUSP) realizou pela primeira vez um procedimento considerado o "GPS da neurocirurgia", para ressecção de um tumor cerebral.
A técnica de Ressonância Magnética Intraoperatória (RMI) permite monitorar em tempo real o processo cirúrgico, mostrando com exatidão as estruturas cerebrais relacionadas com a lesão.
Ressonância Magnética Intraoperatória
A primeira cirurgia com o uso da RMI, uma retirada de tumor de hipófise, foi realizada com sucesso no último mês de março.
Com as imagens, feitas por um equipamento de ressonância magnética instalado dentro do centro cirúrgico, é possível saber a extensão do tumor, a proporção removida e quanto falta para concluir a cirurgia.
Com o método tradicional, cerca de 30% dos pacientes saem da cirurgia com restos do tumor no organismo e chances de recidiva.
Neurocirurgia
A neurocirurgia com uso de RMI é considerada um grande avanço para tratamento de tumores cerebrais, especialmente de gliomas encefálicos - que abrangem 40% dos tumores em geral (na maioria das vezes são malignos) -, e tumores de hipófise - que representam cerca de 15% dos tumores (geralmente benignos).
A técnica possibilita realização de intervenções cirúrgicas menores e mais econômicas, otimizando os procedimentos cirúrgicos.
Ao mesmo tempo, o método proporciona rápido diagnóstico de complicações, que poderão ser tratadas de imediato. Também é possível prevenir danos neurológicos e obter maior grau de ressecção com menor grau de manipulação, sem lesão do tecido sadio.
Mapeamento do interior do corpo
Até agora, o único recurso para mapear tumores neurológicos era a ressonância tradicional, feita antes da cirurgia, cujo efeito era como o de um mapa desatualizado.
Com o exame intraoperatório, é como se o médico tivesse nas mãos um GPS. No caso do glioma, por exemplo, que é um tumor que pode mudar de lugar depois que o crânio é aberto, a RMI mostra-se altamente eficaz.
A cirurgia foi realizada pelo neurocirurgião Valter Cescato, juntamente com os especialistas Rodrigo de La Cortina (otorrinolaringologista), Nina Musolino (neuroendocrinologista), Edson Amaro Jr. (neuroradiologista) e Manoel Jacobsen Teixeira (neurocirurgião e professor do Departamento de Neurologia da FMUSP). O procedimento teve a colaboração da equipe de enfermagem, coordenada pela enfermeira Sandra Soares e dos técnicos das empresas Brain Lab, Siemens e Equipamentos Procópio.
Microcirurgias
Ainda em março, foram realizados mais dois procedimentos com a técnica de RMI, que consistiram de microcirurgia para ressecção de neoplasia, feitos pelos Neurocirurgiões Manoel Jacobsen Teixeira e Hector Cabrera Navarro, sob supervisão de Neurorradiologista.
Todas as cirurgias tiveram sucesso e os pacientes passam bem. Para a aquisição do equipamento, montagem e adequação do centro cirúrgico, foram investidos R$ 3 milhões pelo governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Saúde.
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