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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Salto Alto e a Panturrilha - Uma relação complicada.


Pesquisadores britânicos afirmam ter descoberto por que as mulheres que têm o hábito de usar salto alto podem achar doloroso caminhar sem salto, segundo uma reportagem do site da "BBC News". O estudo foi publicado The Journal of Experimental Biology.
O professor que liderou o estudo, Marco Narici, da Manchester Metropolitan University, disse que na década de 1950, secretárias que usavam salto alto reclamavam que era difícil andar com os pés no chão quando tiravam seus sapatos.
Mas ninguém notou o que estava realmente acontecendo no músculo.
De um grupo de 80 mulheres, a equipe selecionou 11 voluntárias que haviam usado regularmente saltos de 5 cm por dois anos ou mais, e que se sentiam desconfortáveis ao andar descalças.
A ressonância magnética mostrou que não houve diferença no tamanho dos músculos da panturrilha entre as mulheres que usavam salto e as que não usavam.
Mas uma ultrassonografia revelou que as fibras musculares eram realmente menores naquelas que usavam salto.
Na parte final do estudo, os pesquisadores descobriram que os tendões das usuárias de salto alto "eram muito mais grossos e rígidos".
"Isso causa desconforto ao andar sem salto, porque o tendão não pode esticar o suficiente", disse Narici.
No entanto, ele não acha que as mulheres devem desistir do salto alto.
"A moda é destinada a ser desconfortável e nenhuma das mulheres do estudo planeja abandonar o salto", disse o professor.
"Queremos dar conselhos práticos e eu recomendaria apenas fazer exercícios de alongamento para neutralizar algumas dessas mudanças."
Uma dica útil para usuárias de salto alto é ficar na ponta dos pés sobre um degrau e, usando um corrimão para equilíbrio, abaixar o salto o máximo que puder antes de elevá-lo novamente, ensinou Narici.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Postura, colchões e travesseiros corretos na hora de dormir evitam dores no corpo



  • Não basta escolher o colchão e os travesseiros ideais, a postura correta também é importante

    Os médicos alertam, a mídia traz o assunto à tona, e o corpo também ‘fala’ ao apresentar sintomas como cansaço, estresse, falta de memória. Mesmo assim, as pessoas dão pouca importância à saúde do sono – e não são raras as que sofrem sistematicamente de insônia, sem jamais procurar ajuda.

    Algumas vezes basta apenas trocar o colchão ou os travesseiros e o problema desaparece. Isso porque estes dois itens tão essenciais também têm um tempo de vida útil e, quando usados como sua “validade” vencida, pode causar dores e desconfortos. Porém, uma boa noite de sono depende também de outros fatores.

    “As pessoas estão cada vez mais conectadas e estressadas. É fundamental preparar o ambiente, deixando-o escuro e silencioso, fazer uma alimentação leve no jantar pelo menos 90 minutos antes de deitar e evitar aparelhos eletrônicos – TV, computador, celular, iPad, iPhone – uma hora antes. E, claro, não usá-los na cama”, diz Rogério Vidal de Lima, especialista em coluna pelo Hospital das Clínicas de São Paulo, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e da American Academy of Orthopaedic Surgeons, dos Estados Unidos.

    “O sono representa importância vital para o organismo, assim como os cuidados ao se alimentar bem e praticar exercícios físicos”, salienta Carolina Elena Carmona de Oliveira, fisioterapeuta do sono da Duoflex, formada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com especialização em Reorganização Postural Global (RPG). Um repouso de qualidade, ela explica, é aquele que passa por todas as fases necessárias para que o organismo recupere as energias.

    Além de fatores como refeições leves à noite, ginástica regular e ambiente propício ao descanso – que têm influência direta na qualidade desse período de inatividade –, a postura é um dos itens que mais deve ser levado em conta para, de fato, garantir uma noite livre da contagem de carneirinhos. Por isso, é importante aprender qual a melhor posição e a atenção que se deve ter com itens como colchão e travesseiro.

    Nada de pular etapas

    Em condições normais, todo seu organismo se prepara para esse ‘desligamento’. Na primeira fase, o hormônio melatonina é liberado para relaxar o corpo e induzir o sono. Na segunda, diminuem os ritmos cardíacos e respiratórios, os músculos ficam menos tensos e diminui a temperatura corporal, de forma que o indivíduo entre no sono leve. Na terceira e quarta fases, há liberação de mais três hormônios, do crescimento (GH), leptina e cortisol, que levam ao sono profundo.

    Na última fase, conhecida como sono REM – siga em inglês para movimento rápido dos olhos, Rapid Eye Movement –, acontece o pico da atividade cerebral, daí ocorrerem os sonhos. “O relaxamento muscular atinge seu ponto máximo e voltam a aumentar as frequências cardíacas e respiratórias”, explica Carolina Oliveira, acrescentando que as noites mal dormidas surgem quando essas etapas não se desenvolvem adequadamente.

    Além disso, pense na iluminação. Apenas um pormenor, certo? Errado. Recomendar um quarto escuro não é bobagem, pois a claridade interfere na produção de melatonina, o tal hormônio que avisa ao cérebro que já é hora de dormir.

    Em relação às refeições, ingerir itens que aumentam os níveis de insulina, como açúcar refinado, doces e farinha branca, aciona o metabolismo – e aí, adeus àquela providencial preguiça. Álcool e fumo, por sua vez, estão associados a distúrbios como ronco e apneia, desordem caracterizada pela suspensão da respiração. Quer dizer, são muitos ‘detalhes’ que você precisa considerar – e isso sem falar nos aspectos relacionados à postura, nosso tema central. Acompanhe, agora, algumas dicas para saber quais as melhores posições na hora de dormir:


    Aqui, ilustração com o primeiro exemplo de posição certa e errada


    Aqui, ilustração com o segundo exemplo de posição certa e errada


    Aqui, ilustração com o terceiro exemplo de posição certa e errada

    DICAS PARA ADQUIRIR COLCHÃO E TRAVESSEIRO

    Escolha um colchão firme, porém macio. As lojas em geral dispõem de uma tabela para orientar a densidade – resistência do produto – de acordo com o peso. No caso de casais, o certo é comprar no nível compatível com a pessoa mais pesada. Preste atenção no conforto e bem-estar: se a peça é muito mole, entorta a coluna e causa dores nas costas; se rígida demais, cansa a musculatura e provoca problemas em ombros, quadris e juntas. Em relação ao tipo, o mercado hoje dispõe de uma gama enorme, alguns bem high tech – dos tradicionais de espuma e mola ao de molas ensacadas, látex, viscoelástico, com tecnologia desenvolvida a partir de pesquisas espaciais. O ortopedista Rogério Vidal recomenda o de mola, “por ter uma durabilidade maior e ser maleável e firme ao mesmo tempo, a um preço razoável”
    Troque o colchão. “Para saber se ainda tem vida útil, observe se, ao levantar da cama, forma-se uma depressão na superfície. Em caso positivo, é hora de mudar”, enfatiza o ortopedista. A durabilidade varia, em média, de dois (os mais simples de espuma) a até dez anos (mola, látex e viscoelástico, dependendo do modelo)
    Escolha um travesseiro macio, de forma que a cabeça repouse bem. Isso fará com que a postura de descanso favoreça a anatomia fisiológica da coluna, permitindo que a pessoa se levante bem disposta e sem dores no corpo no dia seguinte
    Preste atenção à altura do travesseiro. Na hora de dormir, perdemos o controle da musculatura da cabeça. Por isso, o ideal é utilizar um travesseiro que complete exatamente o espaço entre o crânio e o colchão – formando um ângulo de 90 graus no pescoço e alinhando, assim, toda a coluna com o tronco. “Tal disposição facilita a circulação sanguínea e permite que os estímulos elétricos sejam perfeitamente enviados pelo cérebro aos órgãos do corpo”, destaca a fisioterapeuta Carolina Oliveira.
    Troque de travesseiro. Pouca gente se dá conta, mas eles têm prazo de validade. A vida útil é, em média, de cinco anos. Mas, para passar longe da contaminação por microorganismos, o ideal é comprar um novo a cada dois ou três anos. “Para saber se ‘venceu’, analise se perdeu a firmeza e deixa o pescoço cair”, observa Vidal, acrescentando que os de viscoelástico são confortáveis e acomodam bem a cabeça – o material distribui a pressão uniformemente e permite que a coluna vertebral se mantenha reta e bem acomodada

    NA HORA DE DECIDIR SOBRE A MELHOR POSTURA:
    • Durma preferencialmente de lado. Esta é a posição mais adequada, e tanto faz se do lado direito ou esquerdo. “Neste caso, o encaixe rigoroso do travesseiro entre a cabeça e o colchão se torna mais importante”, diz a fisioterapeuta. Atenção: dormir de lado não significa na posição de feto, que leva a uma flexão exacerbada da coluna vertebral
    • Use dois travesseiros. Ou um travesseiro e um rolinho. “A segunda peça será posicionada entre os joelhos, que estarão semiflexionados, com você deitado de lado”, orienta Rogério Vidal
    • Se gosta de dormir de barriga para cima, utilize um travesseiro baixo ou médio. Ele deve apenas apoiar a cabeça, preenchendo o espaço entre a cervical e a nuca para evitar a hiperflexão do pescoço. “Coloque uma segunda peça – rolinho, por exemplo – embaixo dos joelhos, que ficarão semiflexionados e ‘descansados”, diz o ortopedista. Ele aconselha, também, que a pessoa observe se a cabeça não está muito dobrada para frente ou estendida demais para trás. Nestes casos, a altura do travesseiro está errada
    • Evite, na medida do possível, a posição de bruços. Se não conseguir, utilize dois travesseiros bem baixos, um para apoio da cabeça e outro embaixo do abdômen, na altura da curvatura da cintura
    • Observe como acorda no dia seguinte. Caso sinta dores nas costas, no pescoço ou pelo corpo, significa que algo está errado. “Nestes casos é preciso atenção, pois com dor o indivíduo tente a assumir mais ainda posturas inadequadas que comprometem outras regiões do corpo, agravando o quadro e formando um círculo vicioso. Se for necessário, procure um especialista”, recomenda Rogério Vidal
    FitMed;Postura;Colchão;Dormir;Travesseiro

    sexta-feira, 24 de agosto de 2012

    Colchão duro ou macio – o que é o melhor para a dor lombar?



    Pesquisadores da Dinamarca buscaram a resposta para a pergunta: o que é melhor para a coluna, um colchão mais macio ou mais duro?

    Na pesquisa, foram selecionados 160 pacientes portadores de dores na porção inferior das costas, que receberam em suas casas 3 tipos de colchões: um colchão duro futon, um colchão d’água, ou um colchão de espuma (que acompanhava o contorno do corpo).

    Infelizmente, muitos dos pacientes atribuídos ao colchão de água nunca iniciaram o estudo – eles simplesmente não aceitaram dormir em um colchão deste tipo. E muitos dos pacientes atribuídos ao futon abandonaram o estudo em suas fases iniciais. Assim, o grande número de abandonos – e o fracasso para estratificar os pacientes de acordo com a causa de sua dor nas costas - tornou difícil interpretar o estudo.
    Entre os doentes que terminaram o estudo, houve uma preferência ligeiramente maior pelo colchão de água ou pelo colchão de espuma que acompanhava o contorno do corpo, ao invés do futon duro. Mesmo assim, houve pacientes que disseram se sentir melhor depois adormecer sobre o colchão duro, bem como pacientes que disseram que se sentiram piores depois adormecer sobre os colchões macios.
    Os resultados, portanto, foram conflitantes: os autores não conseguiram compreender por que razão alguns pacientes responderam melhor aos colchões duros e alguns aos colchões moles.
    Então, qual é a recomendação do estudo? Exatamente o método mais antigo de todos: tentativa e erro, para encontrar o colchão mais adequado para cada caso.

    O estudo foi publicado na revista Spine em seu número de abril de 2008.

    Fonte: Spine, April 1, 2008; vol 33: pp 703-708.

    Acupuntura é alternativa para cirurgia de artrose no joelho


    Osteoartrite
    Pesquisadores da Clínica St. Albans (Reino Unido) constataram que a acupuntura é uma alternativa eficaz às cirurgias para tratamento da artrose ou osteoartrite do joelho.
    A artrose, ou osteoartrite, do joelho é uma doença degenerativa das articulações, muito debilitante, que acomete sobretudo idosos.
    A cirurgia funciona bem, mas não é recomendável para todos os pacientes, além do que uma porcentagem significativa daqueles que passam pela cirurgia continua sofrendo dores anos após o procedimento.
    Tratamento alternativo voluntário
    Em um oferecimento totalmente voluntário, os pesquisadores relatam que 90 dentre 114 pacientes aceitaram o tratamento de acupuntura para combater as dores no joelho.
    A idade média dos pacientes era de 71 anos, todos apresentando sintomas severos, como dor forte e incapacidade para andar longas distâncias, e todos elegíveis para a cirurgia.
    Nesse grupo, 50 afirmaram estar preparados para a cirurgia, 29 não queriam a cirurgia e quatro disseram que só iriam para a cirurgia em último caso.
    O tratamento alternativo consistiu em uma sessão de acupuntura por semana no primeiro mês, reduzida para uma sessão a cada seis semanas nos meses subsequentes.
    Acupuntura para artrose
    Depois de um ano, 41 dos pacientes continuavam frequentando as sessões, e 31 continuavam assíduos ao final do estudo, dois anos depois.
    Mas, logo ao final do primeiro mês, os resultados mostraram "melhorias clinicamente significativas nos níveis de dor, flexibilidade e capacidade funcional", relata o estudo, publicado no British Medical Journal.
    Além de evitar os riscos da cirurgia, mais elevados sobretudo pela maior idade dos pacientes, os pesquisadores ressaltam a economia de custos para o sistema de saúde, evitando-se uma cirurgia cara, substituída por um procedimento já regulamentado e muito barato.
    No Brasil, a espera na fila do SUS para uma cirurgia para artrose no joelho pode levar vários anos - o tratamento de acupuntura produziu resultados em um mês.

    quinta-feira, 23 de agosto de 2012

    Azeite pode ajudar a fortalecer os ossos


    Um estudo mostrou que o azeite pode ajudar a fortalecer os ossos.
    Evidências deste efeito vêm de um estudo com homens com uma dieta mediterrânea rica em azeite.
    Eles apresentavam níveis elevados de osteocalcina, um marcador de formação óssea saudável.
    Estudos laboratoriais prévios sugeriram que o azeite pode proteger contra a osteoporose.
    A incidência da osteoporose também é sabidamente menor nos países mediterrâneos que no resto da Europa.
    “Este é o primeiro estudo randomizado a demonstrar que o azeite preserva o osso em humanos, pelo menos conforme inferido pelos marcadores ósseos circulantes,” afirmou o líder do estudo Dr. Jose Manuel Fernandez-Real, do Hospital Dr. Josep Trueta em Girona, Espanha.
    Os participantes do estudo foram 127 homens com idade entre 55 e 80 anos, todos os quais tinham pelo menos três fatores de risco cardiovascular ou o diagnóstico de diabetes tipo 2.
    Eles passaram a ter uma de três dietas por dois anos: uma dieta mediterrânea com oleoginosas sortidas, uma dieta mediterrânea com azeite de oliva virgem e uma dieta regular com poucas gorduras.
    Foram feitas medidas de osteocalcina, glicose sérica e colesterol.
    Os cientistas observaram que apenas a dieta mediterrânea com azeite esteve associada a um aumento significante nos níveis de osteocalcina e de outros marcadores de formação óssea.
    Os resultados estão para ser publicados no Endocrine Society's Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism.
    A osteocalcina esteve associada com secreção preservada de insulina em homens que consumiam azeite, o que pode ajudar a prevenir o diabetes.

    segunda-feira, 20 de agosto de 2012

    Acidentes de Trabalho


    De acordo com o artigo 19 da lei 8.213, publicada em 24 de julho de 1991, a definição de acidente de trabalho é: "acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, ou pelo exercício do trabalho do segurado especial, provocando lesão corporal ou perturbação funcional, de caráter temporário ou permanente". Essa lesão pode provocar a morte, perda ou redução da capacidade para o trabalho. A lesão pode ser caracterizada apenas pela redução da função de determinado órgão ou segmento do organismo, como os membros.
    Além disso, considera-se como acidente de trabalho:
    • Acidente que ocorre durante o trajeto entre a residência do trabalhador e o local de trabalho;
    • Doença profissional que é produzida ou desencadeada pelo exercício de determinado trabalho;
    • Doença do trabalho, a qual é adquirida ou desencadeada pelas condições em que a função é exercida.
    Importante ressaltar, que os acidentes sofridos pelos trabalhadores, no horário e local de trabalho, devidos a agressões, sabotagens ou atos de terrorismo praticados por terceiros ou colegas de trabalho, também são considerados acidentes de trabalho. Também aqueles acidentes sofridos fora do local e horário de trabalho, desde que o trabalhador esteja executando ordens ou serviços sob a autoridade da empresa. Outra situação seria o acidente que ocorre durante viagens a serviço, mesmo que seja com fins de estudo, desde que financiada pela empresa.
    Os acidentes de trabalho são caracterizados em dois tipos:
    1. Acidente Típico: é aquele decorrente da característica da atividade profissional que o indivíduo exerce.
    2. Acidente de Trajeto: aquele que ocorre no trajeto entre a residência do trabalhador e o local de trabalho, e vice-versa.
    3. Doença Profissional ou do Trabalho: doença que é produzida ou desencadeada pelo exercício de determinada função, característica de um emprego específico.

    De acordo com dados do governo, os acidentes típicos são responsáveis por cerca de 84% dos acidentes de trabalho, sendo que os de trajeto e as doenças profissionais ou do trabalho perfazem os demais 16%. Ao analisarmos o número de acidentes de trabalho registrados ao longo dos anos, especialmente no período entre 1997 e 2002, observamos uma tendência à queda, porém o número de acidentes ainda é considerado elevado. Quanto ao ramo de atividade, os setores de transformação e de serviços são os que mais registram casos de acidentes de trabalho.
    Para que o acidente seja considerado como "acidente de trabalho", é essencial que um perito estabeleça uma relação entre o acidente e a lesão provocada. Nessa situação, o médico perito decidirá se o indivíduo pode voltar ao exercício de sua função ou se necessitará de afastamento permanente ou temporário do emprego.
    A empresa contratante tem o dever de fazer uma comunicação do acidente de trabalho até o primeiro dia útil após o acontecimento, independentemente se o trabalhador foi ou não afastado do trabalho. Em caso de morte, essa comunicação deve ser imediata. O não cumprimento dessas determinações pode levar à punição da empresa mediante o pagamento de multa.
    A comunicação que a empresa deve realizar é feita mediante a emissão de um documento especial, chamado de ‘"Comunicação de Acidentes de Trabalho", mais conhecido pela sigla CAT. Esse documento é encaminhado aos órgãos competentes.
    O auxílio-acidente é um benefício concedido pelo Ministério da Previdência Social, ao trabalhador que sofreu um acidente de trabalho e ficou com seqüelas que reduzem a sua capacidade para o trabalho. Os trabalhadores que têm direito a esse benefício são: (1) o trabalhador empregado; (2) o trabalhador avulso; e (3) o segurado especial. Não têm direito a esse benefício o empregado doméstico, o contribuinte individual (autônomo) e o contribuinte facultativo.
    Esse benefício é concedido aos trabalhadores que estavam recebendo o auxílio-doença, o qual é pago aos trabalhadores que estão impossibilitados de exercer sua função trabalhista por período superior a 15 dias. Os primeiros 15 dias de afastamento são remunerados pela empresa, e a partir daí é pago pelo Ministério da Previdência. Quando o trabalhador tem condições de exercer suas funções, mesmo doente, o benefício não é concedido. A concessão desse benefício não exige que o trabalhador tenha um período mínimo de contribuição, e o mesmo deixa de ser pago quando o trabalhador recupera a capacidade e retorna ao trabalho, ou então quando o paciente solicita aposentadoria por invalidez, fazendo-se a troca de benefícios.
    O auxílio-acidente é concedido ao trabalhador (pertencente aos grupos já citados) que apresenta instalação definitiva de lesões, decorrentes de acidente de trabalho, que o impedem de voltar a trabalhar. Esse benefício é de caráter indenizatório, podendo ser acumulado com outros benefícios que não a aposentadoria. Quando o trabalhador se aposenta, o benefício deixa de ser pago. O pagamento do auxílio-acidente é iniciado logo que o auxílio doença deixa de ser fornecido, e seu valor é equivalente a 50% do salário utilizado no cálculo do auxílio-doença, corrigido até o mês anterior ao do início do pagamento do auxílio-acidente.
    Na maioria das vezes, os acidentes de trabalho são evitáveis com a prática de medidas simples, como o uso de equipamentos de proteção individual, os quais devem ser fornecidos pelas empresas. Infelizmente, observamos que grande parte dos trabalhadores não faz uso desses equipamentos, especialmente no ramo da construção civil, no qual são registrados grande número de acidentes.

    sexta-feira, 22 de outubro de 2010

    Quase metade dos idosos nos EUA toma remédio para colesterol

    Se você está tomando medicamentos sob prescrição e tem mais de 60 anos, o remédio provavelmente é um redutor de colesterol. Se você tem entre 20 e 59 anos, as chances pendem para um antidepressivo.

    Essas são apenas duas descobertas de um recente relatório do Centro Nacional de Estatísticas de Saúde sobre o aumento no uso de medicamentos sob prescrição entre 1999 e 2008.

    Entre pessoas com mais de 60 anos, segundo os pesquisadores, cerca de 88% estavam usando pelo menos um remédio, e mais de dois terços usavam cinco ou mais.

    “As pessoas podem estar tomando remédios demais – isso é uma grande preocupação na terceira idade”, afirmou o Dr. Qiuping Gu, o epidemiologista que conduziu a pesquisa. “Quando vemos um percentual tão alto tomando cinco ou mais medicamentos, os efeitos colaterais e a segurança se tornam questões muito sérias”.

    Atualmente, quase 45% das pessoas com mais de 60 anos tomam medicamentos sob prescrição para redução de colesterol, mais do que o dobro em 1999.

    Mesmo entre crianças abaixo dos 12 anos, mais de 22% estavam usando pelo menos um medicamento receitado (mais comumente para asma), assim como 30% dos adolescentes.

    Entre adolescentes, os medicamentos usados com maior frequência eram para o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, e condições relacionadas – 6% em 2008, vindo de 3% em 1999. “Essa é uma tendência significativa”, disse Gu.

    No grupo abaixo dos 12 anos, o uso de antibióticos caiu, e não houve alterações estatisticamente significativas no uso de outros medicamentos.

    O uso também varia por sexo, raça e etnia. As mulheres foram usuárias mais frequentes que os homens, e os brancos usaram mais medicamentos prescritos do que os negros não-hispânicos ou os mexicano-americanos.

    Ter um plano de saúde, e especialmente cobertura para medicamentos sob prescrição, surtiu um efeito previsível: aqueles com seguro-saúde mostraram probabilidades quase duas vezes maiores de usar remédios do que as pessoas sem seguro.

    Os dados vieram da Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição, conduzida pelo governo e conhecida nos EUA como NHANES. O estudo examina uma amostra nacionalmente representativa com cerca de 5 mil crianças e adultos a cada ano. Diferentemente de outras pesquisas similares, esta combina entrevistas e exames físicos.

    O relatório também cita dados mostrando que os gastos com medicamentos prescritos mais do que dobrou nesta década, mesmo depois de contabilizar a inflação. Com o dólar constante, os americanos gastaram mais de US$234 bilhões em medicamentos sob prescrição em 2008, sendo que em 1999 foram US$104,6 bilhões.

    sexta-feira, 13 de agosto de 2010

    Fisioterapeuta do São Paulo está entre os melhores do mundo

    O REFFIS, centro de excelência na recuperação de atletas, foi mais uma vez notícia no mundo. De acordo com a divulgação do site espanhol "Lo Mejor del Mundo",o fisioterapeuta Ricardo Sasaki foi eleito um dos dez melhores profissionais da área em todo o mundo.

    Formado em Educação Física e Fisioterapia, além de uma especialização em fisioterapia esportiva, Sasaki está no São Paulo há 15 anos. Mesmo com a eleição individual, ele faz questão de dividir os méritos com todos os profissionais que trabalham no REFFIS.

    "Quem está recebendo este prêmio é o REFFIS. Não trato os jogadores sozinho. Essas premiações acontecem pela estrutura que tem o São Paulo. Tem o Rosan que é um cara muito experiente, além do Betinho, Alê, Cilmara... Este prêmio não é uma coisa só minha. Não teria conquistado se não fosse o suporte de todos", ressaltou são-paulino.

    A publicação espanhola destaque ao acompanhamento que Ricardo Sasaki faz ao meia brasileiro Kaká, do Real Madrid, da Espanha. Eles trabalharam juntos no São Paulo e desde então mantêm uma bola relação pessoal e profissional.

    Parabéns Ricardo, é de profissionais assim que necessitamos para engrandecer a nossa profissão.

    Equipe FitMed

    quinta-feira, 24 de junho de 2010

    Notícia.


    13 de outubro poderá ser data nacional

    Projeto de Lei da Deputada Gorete Pereira (PR/CE) de Nº 5.464/2009, encontra-se na Comissão de Educação e Cultura (CEC) da Câmara dos Deputados e já recebeu parecer favorável do Relator de Projeto, Deputado Alcení Guerra (DEM/PR). Trata-se de PL que estabelece o dia 13 de outubro como Dia Nacional do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional; nada mais justo, por demonstrar o reconhecimento do Poder Legislativo ao trabalho desenvolvido por esses profissionais, prevenindo ou minorando o sofrimento humano.

    O diferencial desse PL está na autora, uma deputada que é Fisioterapeuta, e também pelo fato da dependência da categoria até hoje, de parlamentares sensiveis à importância da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional para a saúde da população. Temos muitos exemplos de apoio nas horas mais difíceis, destacando-se os Deputados Federais Élcio Álvares, Gonzaga Vasconcelos, João Roma e Thales Ramalho, além do Senador José Esteves. A iniciativa da Deputada Gorete Pereira possibilita ter a categoria o seu DIA NACIONAL incluido no calendário oficial das comemorações brasileiras.

    Diga-se de antemão que, desde o início dos anos 1970 a data é lembrada para festejar o dia da promulgação do Decreto-Lei Nº 938/69, quando da realização de eventos científico-culturais que acorrem no mês de outubro. Quem possui conhecimentos mínimos em Direito e Ciência Política sabe: do uso e do costume da sociedade nascem as leis. E a futura lei do nosso DIA NACIONAL, tem essa sustentação do uso e do costume como prática geralmente observada, com farta documentação nos anais dos eventos científico-culturais relizados até hoje.

    Vi lá no Blog 14-F. Muita qualidade e serviço para a Fisioterapia.

    segunda-feira, 31 de maio de 2010

    21 exercícios de neuróbica que deixam o cérebro afiado

    21 exercícios de neuróbica que deixam o cérebro afiado

    Evitar fazer tudo no automático ajuda a turbinar a memória e a concentração


    Quem foi que disse que o cérebro não precisa de exercícios para se manter ativo? Se o nosso corpo necessita de malhação para ficar sempre em ordem e cheio de disposição, por que com a mente seria diferente?

    O cérebro também vai perdendo sua capacidade produtiva ao longo dos anos e, se não for treinado com exercícios, pode falhar. O neurocientista norte-americano, Larry Katz, autor do livro Mantenha seu Cérebro Vivo, criou o que é chamado de neuróbica, ou seja, uma ginástica específica para o cérebro.

    A teoria de Katz é baseada no argumento de que, tal como o corpo, para se desenvolver de forma equilibrada e plena, a mente também precisa ser treinada, estimulada e desenvolvida. É comum não prestamos atenção naquilo que fazemos de forma mecânica, por isso costumamos esquecer das ações que executamos pouco tempo depois.

    "O objetivo da neuróbica é estimular os cinco sentidos por meio de exercícios, fazendo com que você preste mais atenção nas suas ações e então, melhore seu poder deconcentração e a sua memória", explica a psicóloga especialista em análise comportamental e cognitiva, Mariuza Pregnolato. "Não se trata de acrescentar novas atividades à sua rotina, mas de fazer de forma diferente o que é realizado diariamente".

    Para o neurologista da Unifesp Ivan Okamoto, tais exercícios ajudam a desenvolver habilidades motoras e mentais que não costumamos ter em nosso dia a dia, porém, tais habilidades em nada se relacionam com a memória.

    "Se você é destro e começa a escrever com a mão esquerda, desenvolverá sua coordenação motora de modo a conseguir escrever com as duas mãos e caso um dia, tenha algum problema que limite a escrita com a mão direita, terá a esquerda bem capacitada para isso. Mas o fato de praticar este tipo de exercício não significa que você se verá livre de problemas como esquecer de pagar as contas, tomar o remédio, ou algo do gênero", explica o especialista.

    Como funciona a neuróbica?
    A neuróbica consiste na inversão da ordem de alguns movimentos comuns em nosso dia a dia, alterando nossa forma de percepção, sem, contudo, ter que modificar nossa rotina. O objetivo é executar de forma consciente as ações que levam à reações emocionais e cerebrais. São exercícios que vão desde ler ao contrário até conversar com o vizinho que nunca dá bom dia, mas que mexem com aspectos físicos, emocionais e mentais do nosso corpo. "São esses hábitos que ajudam a estimular a produção de nutrientes no cérebro desenvolvendo suas células e deixando-o mais saudável", explica Mariuza Pregnolato.

    Quanto mais o cérebro é treinado, mais afiado ele ficará, mas para isso não precisa se matar nos testes de QI ou nas palavras cruzadas para ter resultados satisfatórios. "Estas atividades funcionam, mas a neuróbica é ainda mais simples. Em vez de se inscrever em um super desafio de matemática e ficar decorando fórmulas, que tal vestir-se de olhos fechados ou andar de trás para frente?", sugere a especialista. A proposta da neuróbica é mudar o comportamento rotineiro para "forçar" a memória. Por isso, é recomendável virar fotos de cabeça para baixo para concentrar a atenção ou usar um novo caminho para ir ao trabalho.

    O papel dos sentidos
    O programa de exercícios da neuróbica oferece ao cérebro experiências fora da rotina, usando várias combinações de seus sentidos - visão, olfato, tato, paladar e audição, além dos "sentidos" de cunho emocional e social.

    "Os exercícios usam os cinco sentidos para estimular a tendência natural do cérebro de formar associações entre diferentes tipos de informações, assim, quando você veste uma roupa no escuro, coloca seus sentidos em sinal de alerta para a nova situação. Se a visão foi dificultada, e é isso que faz com que você sinta o efeito dos exercícios, outros sentidos serão aguçados como compensação", explica Mariuza.

    Para estimular o paladar, uma dica bacana é fazer combinações gastronômicas inusitadas. Já pensou em misturar doce com salgado? Maionese com leite condensado?

    Corpinho de 40 e mente de 20!
    A neuróbica não vai lhe devolver o cérebro dos vinte anos, mas pode ajudá-lo a acessar o seu arquivo de memórias. "Não dá para aumentar nossa capacidade cerebral, o que acontece é que com os exercícios você consegue ativar áreas do seu cérebro que deixou de usar por falta de treino", explica Mariuza.

    "Você só estimula o cérebro se o exercita, por isso quem sempre esteve atento a esta questão terá menos problemas de saúde cerebral, como demência e doenças cognitivas, como Alzheimer".

    21 dicas para você montar seu treino
    O desafio da neuróbica é fazer tudo aquilo que contraria ações automáticas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional, por isso:

    1-Use o relógio de pulso no braço direito;

    2-Ande pela casa de trás para frente;

    3-Vista-se de olhos fechados;

    4-Estimule o paladar, coma comidas diferentes;

    5-Leia ou veja fotos de cabeça para baixo concentrando-se em pormenores nos quais nunca tinha reparado;

    6-Veja as horas num espelho;

    7-Troque o mouse do computador de lado;

    8-Escreva ou escove os dentes utilizando a mão esquerda - ou a direita, se for canhoto;

    9-Quando for trabalhar, utilize um percurso diferente do habitual;

    10-Introduza pequenas mudanças nos seus hábitos cotidianos, transformando-os em desafios para o seu cérebro;

    11-Folheie uma revista e procure uma fotografia que lhe chame a atenção. Agora pense 25 adjetivos que ache que a descrevem a imagem ou o tema fotografado;

    12-Quando for a um restaurante, tente identificar os ingredientes que compõem o prato que escolheu e concentre-se nos sabores mais subtis. No final, tire a prova dos nove junto ao garçom ou chef;

    13-Ao entrar numa sala onde esteja muita gente, tente determinar quantas pessoas estão do lado esquerdo e do lado direito. Identifique os objetos que decoram a sala, feche os olhos e enumere-os;

    14-Selecione uma frase de um livro e tente formar uma frase diferente utilizando as mesmas palavras;

    15-Experimente jogar qualquer jogo ou praticar qualquer atividade que nunca tenha tentado antes.

    16-Compre um quebra cabeças e tente encaixar as peças corretas o mais rapidamente que conseguir, cronometrando o tempo. Repita a operação e veja se progrediu;

    17-Experimente memorizar aquilo que precisa comprar no supermercado, em vez de elaborar uma lista. Utilize técnicas de memorização ou separe mentalmente o tipo de produtos que precisa. Desde que funcionem, todos os métodos são válidos;

    18-Recorrendo a um dicionário, aprenda uma palavra nova todos os dias e tente introduzi-la (adequadamente!) nas conversas que tiver;

    19-Ouça as notícias na rádio ou na televisão quando acordar. Durante o dia escreva os pontos principais de que se lembrar;

    20-Ao ler uma palavra pense em outras cinco que começam com a mesma letra;

    21-A proposta é mudar o comportamento rotineiro. Tente, faça alguma atividade diferente com seu outro lado do corpo e estimule o seu cérebro. Se você é destro, que tal escrever com a outra mão?


    quinta-feira, 27 de maio de 2010

    Uma a cada três mulheres desenvolve osteoporose, alertam especialistas

    A osteoporose é uma doença caracterizada pelo enfraquecimento progressivo dos ossos e que ocorre principalmente entre as mulheres, normalmente após a menopausa, quando os níveis de estrógeno – hormônio feminino responsável também pela saúde dos ossos – caem bruscamente.

    De acordo com a endocrinologista Victoria Borba, uma em cada três mulheres no mundo desenvolve a doença. E pesquisas mundiais indicam que o risco ao longo da vida de ter fratura por osteoporose é de 30% a 50%.

    Além disso, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de diversos estudos médicos indicam que a osteoporose está atrás apenas das doenças cardiovasculares como problema de saúde mundial, e que a possibilidade de morte por fratura de quadril em mulheres de 50 anos é similar à de morte por câncer de mama.

    A osteoporose não apresenta nenhum tipo de sintoma, por isso, muitas vezes, é descoberta depois que o paciente começa a ter fraturas nos punhos, coluna e quadris. “Quanto maior o número de lesões, maior também é o impacto na qualidade de vida. A dor e a impossibilidade de realizar tarefas do dia-a-dia são os principais fatores que afetam a rotina dos pacientes”, disse Borba.

    Prevenção e controle

    Como a osteoporose não apresenta sintomas específicos, a endocrinologista recomenda a prevenção desde cedo e o controle após o início da menopausa para a descoberta do problema no início. “Nessa fase (menopausa), quando a possibilidade de haver osteoporose é muito importante, que seja feito um controle por meio da densitometria óssea, um exame simples e indolor que detecta a perda óssea”, destacou.

    Além disso, a especialista sugere que medidas simples, como manter uma dieta rica em cálcio, tomar sol periodicamente e fazer atividades físicas, além de evitar cigarro em álcool em excesso, podem prevenir a osteoporose.

    Embora não tenha cura, o problema é tratável, e as fraturas podem ser evitadas com a combinação de mudanças no estilo de vida e tratamentos médicos que, segundo a especialista, têm evoluído consideravelmente.

    Fonte: Bibliomed

    quarta-feira, 26 de maio de 2010

    Cientistas criam músculo artificial quase natural

    Músculos artificiais

    Pesquisadores da Universidade de British Columbia, no Canadá, transformaram proteínas artificiais em um novo biomaterial sólido que imita muito a elasticidade dos músculos humanos.

    A técnica, detalhada na última edição da revista Nature, abre novos caminhos para a fabricação de biomateriais sintéticos com aplicações medicinais, na chamada engenharia de tecidos, e em ciências dos materiais.

    "Há evidentes implicações de longo prazo para os engenheiros de tecidos," afirma Hongbin Li, químico e coautor da pesquisa. "Mas em um nível fundamental, verificamos que as propriedades mecânicas das proteínas individuais que compõem este biomaterial podem ser traduzidas em propriedades mecânicas úteis em escala macro."


    Titina

    Li e seu colega John Gosline sintetizaram proteínas artificiais para imitar a estrutura molecular da titina.

    A titina - também conhecida como conectina - é uma proteína gigante que desempenha um papel vital na elasticidade passiva dos músculos.

    A versão sintética, que se assemelha a um colar de pérolas, é aproximadamente 100 vezes menor do que a titina. O material resultante, semelhante à borracha, apresenta alta resiliência sob baixa tensão e alta resistência sob alta tensão - características que compõem as propriedades elásticas dos músculos.

    Propriedade dos músculos

    "A marca registrada dessas proteínas parecidas com a titina é que elas se desdobram sob a ação de uma força de alongamento, para dissipar a energia e evitar danos aos tecidos por excesso de alongamento," aplica Gosline. "Nós fomos capazes de replicar uma das características mais exclusivas apresentadas pelos tecidos musculares, mas não todas elas."

    As propriedades mecânicas desses biomateriais podem ser ajustadas, permitindo o desenvolvimento de biomateriais que apresentam uma grande variedade de propriedades úteis - inclusive simulando diferentes tipos de músculos.

    O material também é totalmente hidratado e biodegradável.

    Estudo aponta que ceramistas costumam sentir dores em suas atividades


    Em artigo publicado na revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) analisaram as condições de trabalho de 235 ceramistas de nove indústrias de cerâmicas localizadas no município de Pedreira em São Paulo, também conhecido como "a capital da porcelana" no Brasil. A pesquisa apontou uma prevalência 38,5% de dor física durante a prática de suas atividades e que mais da metade dos trabalhadores (52,5%) sofre há mais de um ano.

    Para a pesquisa, os ceramistas responderam um questionário abordava aspectos organizacionais, biomecânicos, psicossociais e individuais do trabalho. Os dados mostraram que o tempo médio de trabalho em indústrias de cerâmica é de quase 17 anos e que as atividades são essencialmente manuais e realizado com base em linhas de produção. Além disso, 47,5% dos trabalhadores consideraram o ritmo das atividades muito rápido e 90%, repetitivo.

    “A divisão do trabalho era baseada em diferentes tarefas separadas por aqueles que planejam e aqueles que executam, levando em consideração o tipo de atividade efetuadas por homens e mulheres”, explicam os pesquisadores. Homens eram alocados em atividades mais ‘pesadas’, como a moldagem do material; As mulheres, em setores considerados ‘leves’ ou mais ‘delicados’, como a decoração das peças.

    No que se refere a fatores biomecânicos, 84% dos entrevistados relataram que realizam suas tarefas em pé durante toda a jornada de trabalho diária e que as atividades não permitem mudanças em suas posturas. A pesquisa ainda revelou que os ceramistas trabalham em média 8 horas e 48 minutos por dia, sem descansos, e 52% deles estendem o tempo de trabalho diariamente por uma ou duas horas. Os pesquisadores ainda indicam que as condições do ambiente de trabalho não auxiliam melhorias na saúde dos trabalhadores. “O chão era irregular e descoberto, o que propicia o acumulo de poeira e eleva o risco de acidentes”, comentam no artigo.

    Quanto às atividades que mais originaram reclamações, 52,5% dos trabalhadores declararam que a de acabamento das peças é a mais dolorosa, seguida por moldagem manual (39,5%), empacotamento (25%) e pintura (23,5%). Com relação às regiões do corpo em que mais sentiram dores, 35% os ceramistas disseram que era nas pernas, 33% nas costas, 9% no pescoço, 3,5% no cotovelo e 1,5% na região torácica.

    No que diz respeito a frequência de episódios de dores, 48% dos ceramistas admitiram senti-las todos os dias, 20% toda semana, mas não todo dia, e 32% raramente. Dentre os que relataram os sintomas, 41% precisaram de medicação para o alívio da dor e 49% procuraram ajuda médica. “É possível que um número alto de trabalhadores conviva com a dor criando entre eles um ‘efeito de sobrevivência’, o que faz com que eles subestimem os fatores de risco existentes”, alertam os pesquisadores. “As pessoas trabalham com a dor. O auxílio médico é adiado até quando o limite individual é atingido. A medicação torna-se a única alternativa encontrada para os ceramistas continuarem com suas responsabilidades”.

    Fonte: Agência Fiocruz de Notícias

    Publicado em: 21/05/2010

    terça-feira, 25 de maio de 2010

    Conheça a doença celíaca, que proíbe o uso do Glúten


    O tal do glúten

    EM MAIO COMEMORA-SE O DIA INTERNACIONAL DA DOENÇA CELÍACA. ENTENDA O QUE É A DOENÇA, QUANDO ELA SE DESENVOLVE E COMO TRATÁ-LA


    Dia 16 de maio é comemorado o Dia Internacional dos Celíacos. Se você nunca ouviu falar da doença celíaca, certamente deve ter visto rótulos de produtos com os dizeres: “Contém glúten”, ou “não contém glúten”. Para quem sofre da doença, essa informação é valiosa, pois o fato de um alimento conter glúten significa que ele estará totalmente vetado da dieta. Sim, é uma doença complicada, porque o tratamento consiste numa mudança radical do hábito alimentar. Para as crianças é mais difícil ainda, pois elas nem sempre conseguem entender por que não podem consumir determinado alimento, sendo que o amiguinho pode... Por outro lado, quando tratada corretamente, a criança e o adulto terão muito mais qualidade de vida. Entenda o que é a doença celíaca, quais os sintomas e fique de olho: muitas vezes ela é confundida com outros problemas e o diagnóstico acaba passando batido.

    >>ACELBRA promove caminhada para conscientização sobre doença celíaca

    O que é
    A doença celíaca é uma intolerância ao glúten, que é uma proteína presente no trigo, centeio, e cevada e seu subproduto, o malte. Quem possui esse tipo de doença deve se acostumar com a rotina da dieta sem glúten. Se a pessoa tem predisposição genética para a doença celíaca e consome alimentos com glúten, pode ser que, em algum momento da vida, ao consumir a proteína, a doença se desenvolva. Não existe uma idade certa para se manifestar. Pode ser com um ano, dois, cinco e até mesmo na adolescência ou na idade adulta. Como o leite materno não contém glúten, assim como fórmulas especiais, mesmo que possuam a predisposição genética à doença, ela só vai dar sinais de existência depois que a criança começa a consumir o glúten através de outros alimentos. Quem sofre da doença apresenta uma espécie de atrofiamento no intestino, que impede a absorção normal dos nutrientes da dieta, como os carboidratos, proteínas e gordura, assim como ferro e cálcio. Também danifica a mucosa intestinal. Essa alteração imunológica que ocorre no intestino faz com que haja a liberação de substâncias químicas que reagem no próprio intestino e em outros órgãos. Por isso o incômodo...

    Sintomas
    O sintoma mais clássico é a diarréia. Em geral, além deste sintoma podem ocorrer emagrecimento, barriga inchada e glúteo atrofiado. Como os sintomas levam um tempo para aparecer, é comum que as pessoas levem em consideração outros tipos de doença. Outros sinais da doença são: anemia por falta de ferro, que não melhora com o tratamento correto com ferro, baixa estatura, retardo do púbere, osteoporose precoce, manifestações neurológicas / psiquiátricas, como depressão e até mesmo o autismo - é claro que essas podem ter outros fatores causadores, mas essas manifestações podem ser decorrentes da doença celíaca. A doença não possui variações de menor e maior grau, os sintomas podem variar, mas a causa é a mesma: o consumo de glúten.

    Diagnóstico
    Antes de se pensar em tratamento é necessário que seja feito o diagnóstico. Quando há suspeita clínica, o médico, de preferência um especialista em gastroentorologia pediátrica ou clínica, deve pedir um exame de sangue específico para a doença celíaca. Se o resultado for positivo é necessária uma biópsia do intestino. Uma dica muito importante é não retirar o glúten da dieta antes do diagnóstico, isso apenas atrasa o diagnóstico.

    Tratamento
    Não tem jeito: o tratamento é a retirada total do glúten na dieta. Portanto, não é permitido consumir alimentos preparados com trigo, centeio e cevada. A aveia também deve ser excluída da dieta porque em geral ela está contaminada com o trigo. Essa adaptação nem sempre é fácil, mas extremamente necessária para a qualidade de vida da criança e do adulto. Quando os sintomas aparecem na criança pequena e logo é feito o diagnóstico, é mais tranquilo o ajustamento da dieta específica. Quando o diagnóstico é feito em pacientes maiores o processo é mais complicado. Principalmente se ela estiver acostumada a comer com frequência alimentos como macarrão, pão, bolacha, pizza, pastel... É preciso uma readaptação intensiva, claro, mas há uma lista enooorme de alimentos que são livres de glúten. Milho, fubá, mandioca, polvilho azedo e doce, tapioca, fécula de batata, farinha de arroz são alguns deles. Vários alimentos industrializados também são liberados. O importante é sempre verificar a embalagem para garantir.

    Dicas para alimentação dos celíacos:

    **Os alimentos que contêm trigo, aveia, centeio, cevada e malte em sua composição devem ser excluídos da alimentação;
    **Alimentos a base de arroz, quinua, soja e milho são boas opções para incluir na dieta;
    As farinhas de trigo e centeio podem ser substituídas por farinha de arroz, fécula de batata, fécula de mandioca, farinha de banana ou farinha de quinua;
    **Para ter certeza de que pode consumir o alimento, é fundamental criar o hábito de ler os rótulos dos produtos. Os produtos alimentícios, por lei, devem incluir a informação sobre a presença de glúten;
    **É de extrema importância incluir frutas, verduras e legumes, de preferência orgânicos na alimentação, pois estes alimentos fornecem fibras, vitaminas e minerais;
    **As gorduras poliinsaturadas também devem fazer parte de uma alimentação equilibrada, já que contribuem para o controle do colesterol sangüíneo. Por isso, não deixar de incluir em nas refeições: óleos vegetais (linhaça, gergelim, coco), azeite de oliva extravirgem e sementes oleaginosas (abóbora, linhaça, girassol, castanhas, amêndoas, avelãs e nozes);
    **É fundamental se alimentar a cada 3 horas. São opções de lanches rápidos e saudáveis: frutas secas (liofilizadas ou desidratadas), mix de sementes oleaginosas, frutas in natura (maçã, pêra, banana, entre outras), biscoitos integrais e barras de cereais - mas apenas aqueles que informam na embalagem que não contém glúten;
    **Realizar as refeições em lugares calmos e tranqüilos, mastigando bem os alimentos e evitar a ingestão de líquidos em excesso durante as refeições auxilia o processo de digestão.


    CONSULTORIA: *VERA LUCIA SDEPANIAN, FILHA DE MARIA E ALBERTO, PROFESSORA E CHEFE DE DISCIPLINA DE GASTROENTOROLOGIA PEDIÁTRICA DA UNIFESP. TEL.: (11) 5572.6751; ACELBRA - Associação dos Celíacos do Brasil, www.acelbra.org.br

     
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