terça-feira, 21 de agosto de 2012

Obesidade: Tudo que você deveria saber


O que é Obesidade?

Denomina-se obesidade uma enfermidade caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, associada a problemas de saúde, ou seja, que traz prejuízos à saúde do indivíduo.

Como se desenvolve ou se adquire?
Nas diversas etapas do seu desenvolvimento, o organismo humano é o resultado de diferentes interações entre o seu patrimônio genético (herdado de seus pais e familiares), o ambiente sócioeconômico, cultural e educativo e o seu ambiente individual e familiar. Assim, uma determinada pessoa apresenta diversas características peculiares que a distinguem, especialmente em sua saúde e nutrição.

A obesidade é o resultado de diversas dessas interações, nas quais chamam a atenção os aspectos genéticos, ambientais e comportamentais. Assim, filhos com ambos os pais obesos apresentam alto risco de obesidade, bem como determinadas mudanças sociais estimulam o aumento de peso em todo um grupo de pessoas. 

Recentemente, vem se acrescentando uma série de conhecimentos científicos referentes aos diversos mecanismos pelos quais se ganha peso, demonstrando cada vez mais que essa situação se associa, na maioria das vezes, com diversos fatores.
Independente da importância dessas diversas causas, o ganho de peso está sempre associado a um aumento da ingesta alimentar e a uma redução do gasto energético correspondente a essa ingesta. O aumento da ingesta pode ser decorrente da quantidade de alimentos ingeridos ou de modificações de sua qualidade, resultando numa ingesta calórica total aumentada. O gasto energético, por sua vez, pode estar associado a características genéticas ou ser dependente de uma série de fatores clínicos e endócrinos, incluindo doenças nas quais a obesidade é decorrente de distúrbios hormonais.
O que se sente?
O excesso de gordura corporal não provoca sinais e sintomas diretos, salvo quando atinge valores extremos. Independente da severidade, o paciente apresenta importantes limitações estéticas, acentuadas pelo padrão atual de beleza, que exige um peso corporal até menor do que o aceitável como normal.
Pacientes obesos apresentam limitações de movimento, tendem a ser contaminados com fungos e outras infecções de pele em suas dobras de gordura, com diversas complicações, podendo ser algumas vezes graves. Além disso, sobrecarregam sua coluna e membros inferiores, apresentando a longo prazo degenerações (artroses) de articulações da coluna, quadril, joelhos e tornozelos, além de doença varicosa superficial e profunda (varizes) com úlceras de repetição e erisipela.
A obesidade é fator de risco para uma série de doenças ou distúrbios que podem ser:

DoençasDistúrbios
 · Hipertensão arterial · Distúrbios lipídicos
 · Doenças cardiovasculares · Hipercolesterolemia
 · Doenças cérebro-vasculares · Diminuição de HDL ("colesterol bom")
 · Diabetes Mellitus tipo II · Aumento da insulina
 · Câncer · Intolerância à glicose
 · Osteoartrite · Distúrbios menstruais/Infertilidade
 · Coledocolitíase · Apnéia do sono

Assim, pacientes obesos apresentam severo risco para uma série de doenças e distúrbios, o que faz com que tenham uma diminuição muito importante da sua expectativa de vida, principalmente quando são portadores de obesidade mórbida.
Como o médico faz o diagnóstico?
A forma mais amplamente recomendada para avaliação do peso corporal em adultos é o IMC (índice de massa corporal), recomendado inclusive pela Organização Mundial da Saúde. Esse índice é calculado dividindo-se o peso do paciente em kilogramas (Kg) pela sua altura em metros elevada ao quadrado (quadrado de sua altura).O valor assim obtido estabelece o diagnóstico da obesidade e caracteriza também os riscos associados conforme apresentado a seguir: 


IMC ( kg/m2)

Grau de Risco

Tipo de obesidade
18 a 24,9 
Peso saudável
Ausente
25 a 29,9 
Moderado
Sobrepeso ( Pré-Obesidade )
30 a 34,9 
Alto 
Obesidade Grau I
35 a 39,9
Muito Alto
Obesidade Grau II
40 ou mais
Extremo 
Obesidade Grau III ("Mórbida")


A obesidade apresenta ainda algumas características que são importantes para a repercussão de seus riscos, dependendo do segmento corporal no qual há predominância da deposição gordurosa, sendo classificada em:
Obesidade Difusa ou Generalizada
Obesidade Andróide ou Troncular (ou Centrípeta), na qual o paciente apresenta uma forma corporal tendendo a maçã. Está associada com maior deposição de gordura visceral e se relaciona intensamente com alto risco de doenças metabólicas e cardiovasculares (Síndrome Plurimetabólica)
Obesidade Ginecóide, na qual a deposição de gordura predomina ao nível do quadril, fazendo com que o paciente apresente uma forma corporal semelhante a uma pêra. Está associada a um risco maior de artrose e varizes.

Essa classificação, por definir alguns riscos, é muito importante e por esse motivo fez com que se criasse um índice denominado Relação Cintura-Quadril, que é obtido pela divisão da circunferência da cintura abdominal pela circunferência do quadril do paciente. De uma forma geral se aceita que existem riscos metabólicos quando a Relação Cintura-Quadril seja maior do que 0,9 no homem e 0,8 na mulher. A simples medida da circunferência abdominal também já é considerado um indicador do risco de complicações da obesidade, sendo definida de acordo com o sexo do paciente:
Risco AumentadoRisco Muito Aumentado
Homem 
94 cm
102 cm
Mulher 
80 cm
88 cm


A gordura corporal pode ser estimada também a partir da medida de pregas cutâneas, principalmente ao nível do cotovelo, ou a partir de equipamentos como a Bioimpedância, a Tomografia Computadorizada, o Ultrassom e a Ressonância Magnética. Essas técnicas são úteis apenas em alguns casos, nos quais se pretende determinar com mais detalhe a constituição corporal.
Na criança e no adolescente, os critérios diagnósticos dependem da comparação do peso do paciente com curvas padronizadas, em que estão expressos os valores normais de peso e altura para a idade exata do paciente.
De acordo com suas causas, a obesidade pode ainda ser classificada conforme a tabela a seguir. 
Classificação da Obesidade de Acordo com suas Causas:
Obesidade por Distúrbio Nutricional
Dietas ricas em gorduras
Dietas de lancherias

Obesidade por Inatividade Física
Sedentarismo
Incapacidade obrigatória
Idade avançada

Obesidade Secundária a Alterações Endócrinas
Síndromes hipotalâmicas
Síndrome de Cushing
Hipotireoidismo
Ovários Policísticos
Pseudohipaparatireoidismo
Hipogonadismo
Déficit de hormônio de crescimento
Aumento de insulina e tumores pancreáticos produtores de insulina

Obesidades Secundárias
Sedentarismo
Drogas: psicotrópicos, corticóides, antidepressivos tricíclicos, lítio, fenotiazinas, ciproheptadina, medroxiprogesterona
Cirurgia hipotalâmica

Obesidades de Causa Genética
Autossômica recessiva
Ligada ao cromossomo X
Cromossômicas (Prader-Willi)
Síndrome de Lawrence-Moon-Biedl

Cabe salientar ainda que a avaliação médica do paciente obeso deve incluir uma história e um exame clínico detalhados e, de acordo com essa avaliação, o médico irá investigar ou não as diversas causas do distúrbio. Assim, serão necessários exames específicos para cada uma das situações. Se o paciente apresentar "apenas" obesidade, o médico deverá proceder a uma avaliação laboratorial mínima, incluindo hemograma, creatinina, glicemia de jejum, ácido úrico, colesterol total e HDL, triglicerídeos e exame comum de urina.
Na eventual presença de hipertensão arterial ou suspeita de doença cardiovascular associada, poderão ser realizados também exames específicos (Rx de tórax, eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico) que serão úteis principalmente pela perspectiva futura de recomendação de exercício para o paciente.
A partir dessa abordagem inicial, poderá ser identificada também uma situação na qual o excesso de peso apresenta importante componente comportamental, podendo ser necessária a avaliação e o tratamento psiquiátrico.
A partir das diversas considerações acima apresentadas, julgamos importante salientar que um paciente obeso, antes de iniciar qualquer medida de tratamento, deve realizar uma consulta médica no sentido de esclarecer todos os detalhes referentes ao seu diagnóstico e as diversas repercussões do seu distúrbio.
Como se trata?
O tratamento da obesidade envolve necessariamente a reeducação alimentar, o aumento da atividade física e, eventualmente, o uso de algumas medicações auxiliares. Dependendo da situação de cada paciente, pode estar indicado o tratamento comportamental envolvendo o psiquiatra. Nos casos de obesidade secundária a outras doenças, o tratamento deve inicialmente ser dirigido para a causa do distúrbio.
Reeducação Alimentar
Independente do tratamento proposto, a reeducação alimentar é fundamental, uma vez que, através dela, reduziremos a ingesta calórica total e o ganho calórico decorrente. Esse procedimento pode necessitar de suporte emocional ou social, através de tratamentos específicos (psicoterapia individual, em grupo ou familiar). Nessa situação, são amplamente conhecidos grupos de reforço emocional que auxiliam as pessoas na perda de peso.
Independente desse suporte, porém, a orientação dietética é fundamental.
Dentre as diversas formas de orientação dietética, a mais aceita cientificamente é a dieta hipocalórica balanceada, na qual o paciente receberá uma dieta calculada com quantidades calóricas dependentes de sua atividade física, sendo os alimentos distribuídos em 5 a 6 refeições por dia, com aproximadamente 50 a 60% de carboidratos, 25 a 30% de gorduras e 15 a 20% de proteínas.
Não são recomendadas dietas muito restritas (com menos de 800 calorias, por exemplo), uma vez que essas apresentam riscos metabólicos graves, como alterações metabólicas, acidose e arritmias cardíacas.
Dietas somente com alguns alimentos (dieta do abacaxi, por exemplo) ou somente com líquidos (dieta da água) também não são recomendadas, por apresentarem vários problemas. Dietas com excesso de gordura e proteína também são bastante discutíveis, uma vez que pioram as alterações de gordura do paciente além de aumentarem a deposição de gordura no fígado e outros órgãos.
Exercício
É importante considerar que atividade física é qualquer movimento corporal produzido por músculos esqueléticos que resulta em gasto energético e que exercício é uma atividade física planejada e estruturada com o propósito de melhorar ou manter o condicionamento físico. 
O exercício apresenta uma série de benefícios para o paciente obeso, melhorando o rendimento do tratamento com dieta. Entre os diversos efeitos se incluem:
a diminuição do apetite,
o aumento da ação da insulina,
a melhora do perfil de gorduras,
a melhora da sensação de bem-estar e auto-estima.

O paciente deve ser orientado a realizar exercícios regulares, pelo menos de 30 a 40 minutos, ao menos 4 vezes por semana, inicialmente leves e a seguir moderados. Esta atividade, em algumas situações, pode requerer profissional e ambiente especializado, sendo que, na maioria das vezes, a simples recomendação de caminhadas rotineiras já provoca grandes benefícios, estando incluída no que se denomina "mudança do estilo de vida" do paciente.
Drogas
A utilização de medicamentos como auxiliares no tratamento do paciente obeso deve ser realizada com cuidado, não sendo em geral o aspecto mais importante das medidas empregadas. Devem ser preferidos também medicamentos de marca comercial conhecida. Cada medicamento específico, dependendo de sua composição farmacológica, apresenta diversos efeitos colaterais, alguns deles bastante graves como arritmias cardíacas, surtos psicóticos e dependência química. Por essa razão devem ser utilizados apenas em situações especiais de acordo com o julgamento criterioso do médico assistente.
No que se refere ao tratamento medicamentoso da obesidade, é importante salientar que o uso de uma série de substâncias não apresenta respaldo científico. Entre elas se incluem os diuréticos, os laxantes, os estimulantes, os sedativos e uma série de outros produtos freqüentemente recomendados como "fórmulas para emagrecimento". Essa estratégia, além de perigosa, não traz benefícios a longo prazo, fazendo com que o paciente retorne ao peso anterior ou até ganhe mais peso do que o seu inicial.
Como se previne?
Uma dieta saudável deve ser sempre incentivada já na infância, evitando-se que crianças apresentem peso acima do normal. A dieta deve estar incluída em princípios gerais de vida saudável, na qual se incluem a atividade física, o lazer, os relacionamentos afetivos adequados e uma estrutura familiar organizada. No paciente que apresentava obesidade e obteve sucesso na perda de peso, o tratamento de manutenção deve incluir a permanência da atividade física e de uma alimentação saudável a longo prazo. Esses aspectos somente serão alcançados se estiverem acompanhados de uma mudança geral no estilo de vida do paciente.
Mais adiante faremos uma artigo abordando a Cirurgia Bariátrica.
Fonte: abc da Saúde.

Dicas Gerais: Abandono do Tabagismo



Mark Twain disse, “- Parar de fumar é fácil. Eu já fiz isso umas cem vezes”. Pode ser que você tenha tentado parar de fumar muitas vezes também. Por que parar definitivamente é tão difícil para tantas pessoas? A resposta é a nicotina.

Nicotina
A nicotina é altamente viciante – tanto quanto a cocaína. Com o tempo, o corpo torna-se física e psicologicamente dependente da nicotina. Estudos mostraram que os fumantes precisam vencer estes dois vícios para conseguir parar de fumar definitivamente.
A nicotina é rapidamente absorvida pelos pulmões e afeta muitas partes do corpo, incluindo o coração e os vasos sanguíneos, e o cérebro. A nicotina produz sensações agradáveis que fazem o fumante querer fumar mais. Com o tempo, o fumante precisa manter o nível de nicotina constante, o que o obriga a fumar determinado número de cigarros.
Retirada da nicotina
Quando o fumante tenta reduzir o número de cigarros fumados ou parar de fumar, a ausência de nicotina leva a sintomas de retirada.
A retirada produz efeitos físicos e mentais. Fisicamente, o corpo reage à falta de nicotina. Psicologicamente, o fumante é desafiado a abandonar um hábito, que requer uma mudança maior no comportamento. Ambos devem ser avaliados para que o processo de cessação funcione.
Os sintomas de retirada podem incluir os seguintes:
  • Tonturas (que podem durar 1 – 2 dias)
  • Depressão
  • Sensação de frustração e raiva.
  • Irritabilidade
  • Distúrbios do sono, incluindo dificuldade para iniciar e permanecer no sono e mais sonhos ou mesmo pesadelos.
  • Dificuldade de concentração
  • Inquietude
  • Cefaléia
  • Cansaço
  • Apetite aumentado.
Estes sintomas podem levar o fumante a reiniciar o tabagismo para restabelecer os níveis sanguíneos de nicotina de volta a um nível onde não existam mais sintomas. Os sintomas de retirada usualmente começam dentro de algumas poucas horas do último cigarro fumado e atingem um pico 2 a 3 dias mais tarde. Os sintomas de retirada podem durar uns poucos dias até várias semanas.
Por que parar?
O maior bem que você pode fazer à sua saúde é parar de fumar. Metade de todos os fumantes que continuam a fumar irá terminar morrendo de doenças relacionadas ao fumo.
Os fumantes têm risco 10 vezes maior de sofrer de câncer de pulmão; 5 vezes maior de sofrer enfarte; 12 vezes maior de sofrer de bronquite crônica e enfisema pulmonar (DPOC); 2 vezes maior de sofrer derrame cerebral. O cigarro também causa envelhecimento prematuro da pele, mau hálito, mau cheiro de roupas e cabelos, e dedos amarelos. Para mulheres, existem riscos únicos. Mulheres acima de 35 anos que fumam e usam anticoncepcionais tem alto risco de sofrer ataques cardíacos, derrame cerebral, e coágulos sanguíneos nas pernas que podem migrar para os pulmões (embolia pulmonar). Mulheres que fumam têm maior probabilidade de ter aborto e recém-nascidos de baixo peso.
Dados do CDC norte-americano mostram que os fumantes perdem, em média, 13 anos de vida, em comparação aos não fumantes. O ganho de vida e de qualidade de vida ocorre em todos os ex-fumantes, não importando quanto tempo você tenha fumado, ou que idade você tem. Pessoas que param de fumar antes dos 50 anos cortam seu risco de morte nos próximos 15 anos à metade.
Os benefícios ao parar de fumar incluem:
  • Vida mais longa
  • Redução no risco de câncer de pulmão, outros tipo de câncer, ataque cardíaco, derrame cerebral, e doença pulmonar crônica.
  • Mulheres que param de fumar antes da gravidez ou durante os 3 ou 4 primeiros meses da gravidez reduzem seu risco de ter bebês de baixo peso.
  • Menor número de infecções de brônquios que complicam gripes e resfriados e pneumonia.
  • Melhor disposição física.
  • Os benefícios de parar de fumar excedem de longe quaisquer riscos associados ao ganho médio de peso de <>
Quando o fumante pára – quais são os benefícios no tempo?
20 minutos após parar de fumar: sua freqüência cardíaca e pressão arterial caem.
12 horas após parar: o nível de monóxido de carbono do sangue cai ao normal.
2 semanas a 3 meses após parar: sua respiração melhora e sua capacidade pulmonar aumenta
1 a 9 meses depois de parar: a tosse e a falta de ar diminuem. Os cílios (estruturas presentes na superfície dos brônquios semelhantes a fios de cabelo que movem o muco para fora dos pulmões) voltam a funcionar, aumentando a capacidade de eliminar o muco, limpando os pulmões, e reduzindo o risco de infecção.
1 ano após parar de fumar: o excesso de risco de doença coronariana cai à metade.
5 anos após parar de fumar: O risco de câncer de pulmão cai à metade. O risco de câncer de boca, garganta, esôfago, bexiga, colo uterino e pâncreas diminui
15 anos após parar de fumar: O risco de doença coronária é igual à de um não fumante

Recompensas visíveis e imediatas de parar de fumar

Sua aparência irá melhorar imediatamente em vários aspectos:
  • Enrugamento prematuro da pele
  • Mau hálito
  • Dentes amarelados
  • Doença de gengiva
  • Mau cheiro nas roupas e cabelos
  • Unhas amarelas
Parar de fumar oferece benefícios que você irá notar imediatamente; outros benefícios surgem gradualmente com o tempo:
  • O paladar melhora
  • O olfato retorna ao normal
  • Atividades ordinárias não deixam você cansado (por exemplo, subir escadas, ou fazer o trabalho de casa).
Outros benefícios
Fumar custa caro. Pense no quanto você irá economizar se deixar de fumar
Além disso, pense nos custos dos tratamentos que podem ser necessários para tratar as diversas doenças relacionadas ao cigarro. Fumar é socialmente menos aceitável hoje do que no passado. Os povos mais desenvolvidos e as pessoas de maior nível social nos países em desenvolvimento fumam cada vez menos.
O fumo prejudica não apenas a sua saúde, mas também a saúde das pessoas que convivem com você. Exposição à fumaça de segunda mão (fumo passivo) inclui a fumaça eliminada pelo fumante bem com aquela proveniente da queima de cigarros.
Estudos mostram que o fumante passivo tem mais risco de morrer de câncer de pulmão e doenças cardíacas. Filhos de mães fumantes têm maior risco de desenvolver asma e tem infecções respiratórias em maior freqüência. Além disso, filhos de pais fumantes têm maior chance de também se tornarem fumantes.

Ajuda é disponível
O vício do tabaco tem um componente psicológico e um componente físico.
Para a maioria das pessoas, a melhor maneira de parar será alguma combinação de medicamentos, um método para mudar os hábitos pessoais, e suporte emocional. Grupos especializados na cessação do tabagismo são disponíveis em algumas clínicas e hospitais. Os programas de cessação são feitos para ajudar os fumantes a reconhecer e lidar com problemas que ocorrem durante a cessação e para dar suporte e encorajamento para se manter sem fumar. Estudos têm mostrado que os melhores programas irão incluir aconselhamento individual ou em grupo. Em geral, quanto mais intenso o programa maior a chance de sucesso.
Cuidado com programas de cessação de tabagismo que prometem e vendem facilidades, muitas vezes de custo elevado.

Dependência física: substituição da nicotina e outros medicamentos.

Terapia de reposição com nicotina.
A nicotina é que leva à dependência física e causa os sintomas de retirada do cigarro. A terapia de reposição de nicotina é disponível com chicletes e adesivos no Brasil. A terapia de reposição de nicotina lida apenas com os aspectos físicos da dependência. É necessário que um programa que ajude a mudar o comportamento seja feito de maneira associada, o que pode duplicar as chances de parar de fumar. A terapia de reposição de nicotina deve ser iniciada imediatamente depois que você jogou fora o último cigarro.
A bupropiona é um anti-depressivo que reduz os sintomas de retirada da nicotina. Este medicamento afeta a química cerebral que se relaciona com a urgência de fumar. Vareniclina é um novo medicamento desenvolvido especificamente para ajudar as pessoas a parar de fumar. Funciona interferindo com os receptores de nicotina no cérebro. Vareniclina pode dobrar as chances de cessação do tabagismo e parece ser mais eficaz do que a bupropiona.

Outros tratamentos
Acupuntura tem sido usada para cessação do tabagismo, mas existe pouca evidência de sua eficácia. De modo semelhante, não há eficácia comprovada do tratamento com laser.
  • Em torno de 5% - 15% das pessoas conseguem parar de fumar por pelo menos 6 meses sem qualquer medicamento. Estas porcentagens se elevam para 25% - 33% com o uso de medicamentos. Tratamentos de suporte e comportamentais podem aumentar estas taxas ainda mais.

Como parar:

Existem 4 fatores cruciais para cessação do tabagismo:
  • Tomar a decisão de parar
  • Marcar uma data e escolher um plano
  • Lidar com os sintomas de retirada
  • Permanecer sem fumar (manutenção).
O fumante terá maior chance de parar se:
  • Acredita que pode ter uma doença relacionada ao tabaco.
  • Acredita que pode fazer uma tentativa honesta para parar.
  • Acreditar que os benefícios de parar superam os benefícios de continuar fumando.
  • Sabe de alguém que teve problemas como resultados do tabagismo.
Responda em que estágio você se encontra em relação à cessação do tabagismo:
  • Não penso seriamente em parar de fumar neste momento.
  • Penso em parar de fumar, mas não estou pronto para fazer uma tentativa seria ainda.
  • Pretendo parar de fumar no próximo mês.
  • Parei de fumar há menos de 6 meses.
  • Parei de fumar há mais de 6 meses.
Marcando a data:
Marque um dia específico no próximo mês, com o “dia da parada”. Se disponível, estabeleça uma data com significado especial, como o dia de aniversário.
É melhor usar o método do “banho turco” - parar de repente, do que gradualmente.
  • Marque a data na sua agenda.
  • Diga aos amigos e familiares a respeito desta data.
  • Livre-se de todos os cigarros e cinzeiros em sua casa, carro e local de trabalho.
  • Arranje substitutos orais – goma sem açúcar, barra de cenoura, ou balas.
  • Decida-se por um plano – terapia de reposição de nicotina ou outros medicamentos. Irá freqüentar grupos?
  • Pratique dizendo, “obrigado, eu não fumo”.
  • Peça às pessoas que não fumem perto de você ou deixem cigarros ao seu alcance.
  • Pense nas suas tentativas passadas para cessar de fumar. Tente analisar o que funcionou e o que não funcionou.
No dia da parada, siga estas sugestões:
  • Não fume. Isto significa – nem uma tragada.
  • Mantenha-se ativo – tente caminhar, exercitar-se, ou fazer outras atividades ou hobbies.
  • Beba bastante água e sucos.
  • Comece a usar a nicotina se esta foi prescrita por seu médico.
  • Compareça a classes de cessação ou comece um plano de auto-ajuda.
  • Evite situações onde a urgência de fumar é forte.
  • Reduza ou evite o álcool.
  • Pense em mudar sua rotina. Use um caminho diferente para o trabalho.
  • Beba chá ao invés de café. Tome o café da manhã em um lugar diferente ou coma alimentos diferentes.
A retirada da nicotina tem 2 partes – físico e psicológico. Os sintomas físicos, enquanto chateiam, não colocam a vida em risco. A substituição da nicotina pode reduzir muito destes sintomas físicos. Mas para a maioria dos usuários o maior desafio é a parte mental de parar. Quem fuma após certo tempo, acaba associando o cigarro com quase tudo que faz – acordar de manhã, ler, assistir TV, e beber café, por exemplo.
Irá levar tempo para descolar o fumo destas atividades. Isto é porque, mesmo se você estiver usando um substituto de nicotina, você ainda pode ter vontade de fumar..
Uma maneira de lidar com a necessidade ou fissura de fumar, é reconhecer racionalizações à medida que elas ocorrem. Uma racionalização é uma crença equivocada que parece fazer sentido, mas que não se baseia em fatos. Se você tentou parar de fumar antes, você irá provavelmente reconhecer muitas destas racionalizações comuns:
  • Eu irei usar para...
  • Hoje não é um bom dia, irei parar amanhã.
  • É meu único vício
  • Será que fumar é mesmo ruim?
  • Conheço pessoas que fumaram a vida toda e viveram mais de 90 anos.
  • Você irá morrer de alguma coisa, de qualquer maneira.
  • A vida não tem graça sem o cigarro.
A lista pode ser maior. À medida que os dias passam, várias destas idéias podem surgir. Anote-as e reconheça o que elas representam: mensagens que podem te fazer voltar a fumar.

Use as idéias abaixo para ajudar você a ficar sem fumar.
Evite pessoas e lugares onde você pode sentir-se tentado a fumar. Mais tarde você será capaz de manejar isto com mais confiança.
Altere seus hábitos. Mude para sucos ou água ao invés de álcool ou café. Tome um caminho diferente para o trabalho. Faça uma caminhada rápida ao invés de tomar um cafezinho.
Alternativas – use substitutos orais tais como chicletes sem açúcar ou balas, vegetais crus como cenouras.
Atividades – Faça algo para reduzir seu stress. Faça exercícios ou hobbies que mantenham suas mãos ocupadas, tais como trabalhos manuais, que podem distrair você da vontade de fumar. Tome um banho quente, faça exercício, leia um livro. Respiração profunda. Quando você fumava, você respirava profundamente para inalar a fumaça. Quando surgir a necessidade de fumar, respire profundamente e imagine seus pulmões se enchendo de ar fresco e limpo. Lembre-se de suas razões para parar de fumar e dos benefícios que você irá ganhar como um ex-fumante.
Retarde. Se você achar que vai acender o cigarro, retarde. Diga a você mesmo que você irá esperar pelo menos 10 minutos. Freqüentemente este truque simples fará passar a vontade de fumar.
Se você está preocupado com o ganho de peso, faça uma dieta mais saudável, ou aproveite o dinheiro economizado e passe a freqüentar uma academia. Lembre sempre que não existe tal coisa como “fumar só um cigarrinho”, ou mesmo uma tragada.
Mas, e se você fumar? Não se sinta desencorajado. Poucas pessoas conseguem parar na primeira tentativa. De fato, várias tentativas são necessárias para que as pessoas parem definitivamente. O que é importante é observar o que te ajudou a parar e o que atrapalhou. Você pode então usar esta informação para fazer uma tentativa mais forte de parar na próxima vez.

Preocupações especiais
Ganho de peso – Muitos fumantes ganham algum peso quando param de fumar, mas mesmo sem dieta ou exercício este ganho é menor do que 5 kg. É muito mais perigoso continuar a fumar do que ganhar um pouco de peso. É melhor se preocupar primeiro em deixar de fumar, e mais tarde com a perda de peso. É mais difícil fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Beba bastante água, durma bem e faça atividade física regular. Dormir mal aumenta o ganho de peso.
Caminhar é uma grande maneira de permanecer fisicamente ativo e aumenta suas chances de ficar sem fumar. Caminhar pode ajudar você por:
  • Redução do stress
  • Queimando calorias e fortalecendo os músculos
  • Oferecer algo para fazer ao invés de pensar no cigarro.
Nenhum equipamento especial ou roupa é necessário para caminhar, além de um par de tênis. E você pode fazer isto em qualquer hora ou lugar. Tente o seguinte.
  • Caminhar em um shopping (de maneira rápida)
  • Saltando do ônibus uma parada antes do que você normalmente faz.
  • Encontrando um colega para caminhar durante o horário de almoço.
  • Tomar as escadas ao invés do elevador.
  • Caminhar com um amigo, familiar, ou vizinho após o jantar.
  • Levando o cachorro para passear, ou empurrando o carrinho com seu bebê.
Tente fazer pelo menos 30 minutos de atividade física 5 ou mais vezes por semana. Se você não faz exercícios regulares, veja com seu médico antes de iniciar um programa de exercícios.

Stress
Os fumantes freqüentemente mencionam o stress como uma das razões para voltar a fumar. O stress é parte de nossas vidas, sejamos fumantes ou não. A diferença é que os fumantes usam a nicotina para lidar com o stress. Quando parar de fumar, você deve aprender novas maneiras de lidar com o stress. A terapia de reposição com nicotina pode ajudar, mas para o sucesso em longo prazo, outras estratégias são necessárias. Como dito acima, atividade física é um bom redutor do stress. Ela também pode ajudar com a sensação temporária de depressão que alguns fumantes experimentam quando param de fumar. Práticas espirituais tais como meditação pode ajudar.

Qualidade de Vida em Empresas

QUALIDADE DE VIDA EM EMPRESAS

O termo Qualidade de Vida foi definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como “a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”.

Portanto, Qualidade de vida é ométodo usado para medir as condições da vida de um ser humano. Envolve o bem físico, mental, psicológico e emocional, além de relacionamentos sociais, como família e amigos, saúde e trabalho.

QUALIDADE DE VIDA – UM ALIADO PARA SUA VIDA

Qualidade de vida é palavra de ordem atualmente na sociedade. Tanto no meio empresarial como em qualquer outro segmento de nossa vida, saúde física, mental e espiritual sempre se fazem necessárias.

Buscar o equilíbrio entre as esferas da vida para viver em harmonia consigo mesmo, com as pessoas e o mundo é o grande desafio do ser humano.

Para alcançarmos esse equilíbrio, é necessário cultivarmos a paz interior, o amor, a fé, a amizade entre tantos outros valores, alicerçados na família, na religião, na educação e no trabalho.

Tudo isso associado à um estilo de vida saudável, com boa alimentação, repouso, exercícios físicos corretamente orientados e uma boa dose de lazer...

A receita parece simples, mas sabemos que não é fácil. Os compromissos do dia a dia, a necessidade de cumprirmos nossos papéis perante nossas obrigações sociais, somados à falta de cuidados pessoais, têm resultado em pessoas estressadas, obesas e deprimidas diante das frustrações e ansiedades geradas. Isso tem se refletido no ambiente empresarial e motivado as empresas a investirem em programas de qualidade de vida que possam colaborar para a melhoria dessa realidade.

PROGRAMA DE QUALIDADE DE VIDA NA EMPRESA

PROGRAMA DE PROMOÇÃO DA SAÚDE E MELHORIA DA QUALIDADE DE VIDA NA EMPRESA
1. A Qualidade de Vida do Homem constitui o paradigma maior da década;

2. A melhoria da qualidade de vida da população é uma responsabilidade de todos os que fazem a Empresa, a Cidade, o Estado e a Nação;

3. A Empresa se torna mais produtiva e lucrativa na medida em que melhores condições de qualidade de vida oferece aos seus funcionários, familiares e dirigentes;

4. A Vida Melhor passou a ser um dos direitos maiores do homem moderno e a Vida Mais Longa com Qualidade está se tornando uma constante cada vez mais presente em todos os países do mundo;

5. Muitos programas de Qualidade de vida desenvolvidos por Empresas e Instituições públicas, sofrem dificuldades de continuidade em suas operacionalizações necessitando de Programas complementares dirigidos para a melhoria da qualidade de vida dos dirigentes, gerentes e funcionários;

6. A importância para as Empresas em alcançar níveis mínimos de riscos de enfermidades entre os seus integrantes;

7. A necessidade, cada vez maior, de estimular os membros das organizações na prática de condutas e hábitos que gerem uma melhor qualidade de vida para eles e seus familiares;

8. Os estresses químicos, físicos e infecciosos constituem elementos cada vez mais presentes na vida do homem moderno associados ao estresse psicológico e que podem se agravar quando as pessoas são submetidas a ambientes não saudáveis;

9. “Qualidade de Vida é uma condição que se alcança através da mobilização de diferentes dimensões, que se compensam e harmonizam entre si, na nossa própria interpretação de vida”

10. “Promoção da Saúde é um processo que significa a reunião articulada das ações básicas de saúde, prevenção das enfermidades, proteção contra os fatores de riscos, estilos de vida saudáveis, comunicação social e educação para a vida”.


Autor: Dr. Marcus Mazzuia. Gestor do programa de Medicina Preventiva do Plano Hospital Samaritano.
E-mail: medicinapreventiva@samaritanosaude.com.br

Dor Lateral no Joelho em Atletas

Ressonância magnética faz o diagnóstico diferencialA dor lateral no joelho em atletas é relativamente comum em esportistas e pode ocorrer em ciclistas, corredores e triatletas, entre outros. Existem várias lesões diferentes que podem causar a dor lateral no joelho.

As lesões mais comuns que causam dor lateral no joelho em atletas são:


  • Síndrome do trato ílio-tibial:

Síndrome do trato ílio-tibial, em corredor de 55 anos, com dor lateral no joelho há 10 dias, em treinamento para maratona.

  • Lesão do menisco lateral
Menisco lateral discóide com ruptura em paciente do sexo feminino, de 40 anos, praticante de caminhada, com dor no joelho há 5 meses.

  • Tenossinovite do poplíteo, osteoartrose fêmuro-tibial lateral e lesões na cartilagem articular:
Lesão osteocondral no côndilo femural lateral em paciente do sexo masculino, de 50 anos, tenista (pratica 3 vezes por semana), com dor no joelho há 2 anos.

Cada uma destas lesões tem aspectos clínicos, e portanto, tratamentos completamente diferentes. Dessa forma é fundamental obter o diagnóstico definitivo do atleta.

Após uma consulta médica e exame físico, geralmente o ortopedista ou médico do esporte tem informações suficientes para diagnosticar o problema. Porém, como a dor lateral no joelho pode ser proveniente de estruturas anatômicas bem diferentes, freqüentemente é solicitado ao atleta um exame complementar de imagem (radiografias, ultra-sonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética) para fazer o diagnóstico diferencial.

Após as radiografias iniciais, o melhor exame para fazer este diagnóstico diferencial em casos de dor lateral no joelho é a ressonância magnética. É o exame que possui a melhor diferenciação entre as estruturas e tecidos do joelho e que permite uma análise global desta articulação, ou seja, com apenas um exame é feita uma avaliação excelente de ossos, cartilagem, meniscos, tendões, ligamentos, etc.

Dentre as lesões acima descritas, destaca-se a síndrome do trato ílio-tibial por ser diagnosticada mais freqüentemente em atletas e praticantes de atividade física do que em não-atletas. Esta lesão é causada por um atrito do trato ílio-tibial (ou banda ílio-tibial) na saliência óssea lateral do fêmur, chamada de epicôndilo lateral. Isso ocorre ao se estender completamente o joelho. Quando uma determinada modalidade esportiva exige extensões totais repetitivas do joelho, com o tempo, surge uma inflamação adjacente às fibras do trato ílio-tibial, e consequentemente dor lateral.

A corrida é uma destas modalidades. Variações anatômicas do esportista, tipos de pisada ou mesmo de terreno (terrrenos desnivelados, como o asfalto das ruas, perto da guia) também são fatores que podem contribuir para ocorrer a síndrome do trato ílio-tibial. Ciclistas que tem o pedal e/ou o selim incorretamente ajustados, de forma que os joelhos "esticam" totalmente a cada pedalada também podem apresentar esta lesão.

O exame de ressonância magnética diagnostica claramente a síndrome da banda ílio-tibial e dá informações essenciais ao médico do atleta.

Recomenda-se a esportistas com dor no joelho que procurem um médico especialista. Os métodos de diagnóstico por imagem, especialmente a ressonância magnética, são excelentes aliados para um diagnóstico preciso, que é o ponto de partida para um tratamento adequado.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Acidentes de Trabalho


De acordo com o artigo 19 da lei 8.213, publicada em 24 de julho de 1991, a definição de acidente de trabalho é: "acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, ou pelo exercício do trabalho do segurado especial, provocando lesão corporal ou perturbação funcional, de caráter temporário ou permanente". Essa lesão pode provocar a morte, perda ou redução da capacidade para o trabalho. A lesão pode ser caracterizada apenas pela redução da função de determinado órgão ou segmento do organismo, como os membros.
Além disso, considera-se como acidente de trabalho:
  • Acidente que ocorre durante o trajeto entre a residência do trabalhador e o local de trabalho;
  • Doença profissional que é produzida ou desencadeada pelo exercício de determinado trabalho;
  • Doença do trabalho, a qual é adquirida ou desencadeada pelas condições em que a função é exercida.
Importante ressaltar, que os acidentes sofridos pelos trabalhadores, no horário e local de trabalho, devidos a agressões, sabotagens ou atos de terrorismo praticados por terceiros ou colegas de trabalho, também são considerados acidentes de trabalho. Também aqueles acidentes sofridos fora do local e horário de trabalho, desde que o trabalhador esteja executando ordens ou serviços sob a autoridade da empresa. Outra situação seria o acidente que ocorre durante viagens a serviço, mesmo que seja com fins de estudo, desde que financiada pela empresa.
Os acidentes de trabalho são caracterizados em dois tipos:
  1. Acidente Típico: é aquele decorrente da característica da atividade profissional que o indivíduo exerce.
  2. Acidente de Trajeto: aquele que ocorre no trajeto entre a residência do trabalhador e o local de trabalho, e vice-versa.
  3. Doença Profissional ou do Trabalho: doença que é produzida ou desencadeada pelo exercício de determinada função, característica de um emprego específico.

De acordo com dados do governo, os acidentes típicos são responsáveis por cerca de 84% dos acidentes de trabalho, sendo que os de trajeto e as doenças profissionais ou do trabalho perfazem os demais 16%. Ao analisarmos o número de acidentes de trabalho registrados ao longo dos anos, especialmente no período entre 1997 e 2002, observamos uma tendência à queda, porém o número de acidentes ainda é considerado elevado. Quanto ao ramo de atividade, os setores de transformação e de serviços são os que mais registram casos de acidentes de trabalho.
Para que o acidente seja considerado como "acidente de trabalho", é essencial que um perito estabeleça uma relação entre o acidente e a lesão provocada. Nessa situação, o médico perito decidirá se o indivíduo pode voltar ao exercício de sua função ou se necessitará de afastamento permanente ou temporário do emprego.
A empresa contratante tem o dever de fazer uma comunicação do acidente de trabalho até o primeiro dia útil após o acontecimento, independentemente se o trabalhador foi ou não afastado do trabalho. Em caso de morte, essa comunicação deve ser imediata. O não cumprimento dessas determinações pode levar à punição da empresa mediante o pagamento de multa.
A comunicação que a empresa deve realizar é feita mediante a emissão de um documento especial, chamado de ‘"Comunicação de Acidentes de Trabalho", mais conhecido pela sigla CAT. Esse documento é encaminhado aos órgãos competentes.
O auxílio-acidente é um benefício concedido pelo Ministério da Previdência Social, ao trabalhador que sofreu um acidente de trabalho e ficou com seqüelas que reduzem a sua capacidade para o trabalho. Os trabalhadores que têm direito a esse benefício são: (1) o trabalhador empregado; (2) o trabalhador avulso; e (3) o segurado especial. Não têm direito a esse benefício o empregado doméstico, o contribuinte individual (autônomo) e o contribuinte facultativo.
Esse benefício é concedido aos trabalhadores que estavam recebendo o auxílio-doença, o qual é pago aos trabalhadores que estão impossibilitados de exercer sua função trabalhista por período superior a 15 dias. Os primeiros 15 dias de afastamento são remunerados pela empresa, e a partir daí é pago pelo Ministério da Previdência. Quando o trabalhador tem condições de exercer suas funções, mesmo doente, o benefício não é concedido. A concessão desse benefício não exige que o trabalhador tenha um período mínimo de contribuição, e o mesmo deixa de ser pago quando o trabalhador recupera a capacidade e retorna ao trabalho, ou então quando o paciente solicita aposentadoria por invalidez, fazendo-se a troca de benefícios.
O auxílio-acidente é concedido ao trabalhador (pertencente aos grupos já citados) que apresenta instalação definitiva de lesões, decorrentes de acidente de trabalho, que o impedem de voltar a trabalhar. Esse benefício é de caráter indenizatório, podendo ser acumulado com outros benefícios que não a aposentadoria. Quando o trabalhador se aposenta, o benefício deixa de ser pago. O pagamento do auxílio-acidente é iniciado logo que o auxílio doença deixa de ser fornecido, e seu valor é equivalente a 50% do salário utilizado no cálculo do auxílio-doença, corrigido até o mês anterior ao do início do pagamento do auxílio-acidente.
Na maioria das vezes, os acidentes de trabalho são evitáveis com a prática de medidas simples, como o uso de equipamentos de proteção individual, os quais devem ser fornecidos pelas empresas. Infelizmente, observamos que grande parte dos trabalhadores não faz uso desses equipamentos, especialmente no ramo da construção civil, no qual são registrados grande número de acidentes.

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Iniciamos as nossas atividades em 08/04/2010, e já obtemos esta marca.

Muito Obrigado.
Equipe FitMed.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Ginástica Laboral

DEFINIÇÃO DE GINÁSTICA LABORAL

É a combinação de atividades físicas que tem como características comuns, melhorar, sob aspecto fisiológico a condição física do indivíduo para o seu trabalho, objetivando promover a saúde e a socialização dos trabalhadores, atuando na prevenção e terapêutica das possíveis doenças osteomusculares e ligamentares.

OBJETIVOS

A Ginástica Laboral tem como principal objetivo, prevenir o aparecimento de lesões músculo esqueléticas e/ou ligamentares devido a situações de stress; diminuição dos acidentes de trabalho; aumento da produtividade e a melhora do bem-estar geral.

A cada R$ 1,00 investido em programas de qualidade de vida na empresa, ocorre uma economia de R$ 4,00 em despesas de saúde.

METODOLOGIA

Existem vários formatos de Programa de Ginástica Laboral e ao se escolher um determinado tipo de programa dever ser levado em consideração a realidade de cada empresa , elaborando um plano de ação adaptado as condições disponíveis.

Todo programa de Ginástica Laboral dever ser desenvolvido após avaliação criteriosa de todos fatores do ambiente de trabalho e individual dos trabalhadores.

APLICAÇÃO DO PROGRAMA

O Programa de Ginástica Laboral poderá ser aplicado em toda a empresa, iniciando nas áreas críticas de trabalho através de programa piloto.

Os exercícios serão elaborados e aplicados de acordo com as exigências físicas laborais sobre as várias estruturas osteo-musculo-ligamentares dos trabalhadores.
Formas de aplicação:

  • Aquecimento - antes do início das atividades de trabalho, aquecendo o corpo e preparando-o para exercer a atividade laboral
  • Distensionamento - durante a jornada de trabalho, com o objetivo de distensionar e compensar a musculatura sobrecarregada pelo trabalho
  • Relaxamento - após a jornada de trabalho, com o objetivo de relaxar a musculatura e diminuir as tensões musculares provocadas pelo trabalho.
  • Micro pausas - Quando a carga de trabalho ultrapassa as tolerâncias do ser humano (trabalhador) as pausas ou micropausas passam a ser um mecanismo fisiológico de compensação e de prevenção da fadiga crônica, sendo importante a conscientização dos tipos de posturas compensatórias a serem exercitadas durantes esses períodos.

FREQUÊNCIA DAS ATIVIDADES

As atividades físicas laborais devem ser aplicadas todos os dias da semana, para o condicionamento ao hábito de compensar as posturas e esforços musculares e, para que os trabalhadores não sintam-se desmotivados por atividades em dias alternados.

MEDIÇÃO DOS RESULTADOS

Realizada a cada BIMESTRE sendo de vital importância para a administração, correções necessárias e sucesso do Programa de Ginástica Laboral.

Maiores informações:

www.fitmed.com.br

Cafeína: Tudo que você queria saber


A cafeína pode ser considerada uma das substâncias psicoativas mais consumidas no mundo. Ainda existe, no meio científico, muita discussão sobre seus potenciais benefícios e riscos para a saúde. Uma substância também utilizada em remédios, a cafeína pode até mesmo atuar de forma terapêutica, quando adequadamente prescrita por um médico."
A cafeína pertence ao grupo de compostos das metilxantinas, em que se inclui também o chá. São substâncias que, se tomadas em grandes quantidades e com freqüência, estimulam o sistema nervoso, produzindo estado de alerta de curta duração. Em medicina, a cafeína tem sido usada emergencialmente para excitar padrões deprimidos de respiração e até como terapêutica auxiliar no tratamento de dores de cabeça.
A cafeína é também encontrada, em menores proporções, em outras bebidas além do café, como as bebidas contendo cacau, cola, chocolate, além do chá e de alguns remédios do tipo analgésico ou contra gripes.
Existem evidências de que a cafeína possa funcionar como droga de adição, causando dependência em seus consumidores. Não existem relatos, entretanto, de pessoas que tenham cometido atos desmedidos por estarem sob o efeito da substância. Para os especialistas, a explicação para isto está na quantidade de droga ingerida: caso fosse possível isolar a cafeína, seus efeitos seriam bastante potentes, semelhantes aos da cocaína, por exemplo. Existem, no entanto, aspectos psicológicos inerentes ao uso da cafeína, estipulados culturalmente através dos séculos. Tradicionalmente ela é usada como um estimulante leve, aceito em todas as famílias. Há também o efeito de sugestão, muito presente no uso da cafeína: a pessoa toma duas ou três xícaras de cafezinho, por exemplo, e fica a noite inteira sem dormir. O que está ocorrendo é muito mais o fato de a pessoa acreditar que esta dose lhe tira o sono do que o efeito da droga ingerida, propriamente dito.
A cafeína talvez seja a substância estimulante de maior consumo em todo mundo. Somente nos Estados Unidos, os dados epidemiológicos indicam que a ingestão diária é superior a 150mg, o equivalente a 3,5 kg de café por ano. Os países latinos têm tradicionalmente o hábito de tomar café mais concentrado, com maior teor de cafeína, enquanto que os americanos preferem o café bem mais diluído, de preferência descafeinado. Isto porque a bebida não é tão popular nos Estados Unidos como é no Brasil e em Cuba, os maiores produtores de café. O café coado tem menos teor de cafeína que o café sírio, por exemplo, que não é filtrado, ficando o pó assentado no fundo do recipiente. Este último é o que tem maior proporção de cafeína, que produz um certo estado “energético” (o valor calórico da cafeína é desprezível) e que, em altas doses, pode provocar uma dependência moderada.
Há ainda outros ingredientes no café que podem elevar o nível de colesterol, além de estimular a acidez no estômago. Algumas pessoas apresentam sintomas de azia com o uso exagerado da bebida. Os pacientes portadores de gastrite e outras doenças gástricas costumam receber a indicação de que não devem tomar café, em especial se estiverem com o estômago vazio.
Estudos recentes mostraram alguma evidência de que beber duas ou três xícaras de café pode elevar a pressão e aumentar o cortisol, hormônio do estresse.
Existe de fato a possibilidade de que a cafeína aumente o estresse: basta se lembrar das pessoas que fumam, pois elas formam um círculo vicioso - tomam café para fumar, ou fumam para justificar a ingestão de café. Isto, porém, não é um dado alarmante, apenas algo que as pessoas devem preferencialmente evitar.
Alguns estudos também apontam a cafeína como um dos responsáveis por aumentar o poder de hipertensão de alguns remédios, o que significa que o mais adequado é não fazer uso da cafeína combinada com tratamentos médicos que exijam uso de medicamentos. Esses estudos mostraram ainda que bebidas cafeinadas, tomadas sob estresse antes de exames, provocavam pressão sistólica sanguínea aumentada em mais de 14mmHg. O efeito combinado sobre a pressão sanguínea é tão intenso que as pessoas com tendência à hipertensão devem evitar bebidas cafeinadas, dizem os relatórios dos estudos. Além disso, pessoas que vão medir a pressão sanguínea devem evitar tomar cafeína antes.
Alguns estudos, no entanto, indicam que a cafeína também pode ser utilizada para controlar uma série de doenças. Entre eles, destacamos a pesquisa realizada por pesquisadores da Mayo Clinic em Rochester, Minnesota, que indica que beber café pode reduzir o risco da doença de Parkinson. O Dr. Demetrius M Maraganore, que coordenou a pesquisa, identificou, com sua equipe, 196 pessoas que desenvolveram a doença entre 1976 e 1995. Os casos foram distribuídos estatisticamente, por idade, sexo e comparados à indivíduos da população em geral, que não desenvolveram a doença.
O artigo, publicado na revista Neurology, aponta que o uso de café foi significativamente mais comum em indivíduos controles do que nos casos que desenvolveram a doença. O motivo para esta associação não é conhecido, e os pesquisadores advertem que este resultado não significa, ainda, que tomar café tem um efeito protetor contra a doença de Parkinson, embora o estudo traga a observação de que há uma tendência de risco progressivamente mais baixo, relacionado ao número de xícaras de café ingeridas por dia. Para completar, os pacientes que tomavam café apresentaram um início mais tardio da doença, quando comparado aos que não tomavam.
Um outro estudo, chefiado por Seymour Diamond, da Diamond Headache Clinic (Clínica para Dor de Cabeça Diamond), em Chicago (Illinois), e publicado na revista Clinical Pharmacology and Therapeutics(Farmacologia Clínica e Terapêutica) envolveu 301 pessoas que sofrem de dor de cabeça com freqüência. A investigação mostrou que uma dose de cafeína também pode ajudar a tratar a cefaléia comum associada à tensão e atingir resultados ainda melhores se combinada com ibuprofeno. Da população pesquisada, 80% dos que tomaram a combinação da droga e da cafeína verificaram que a dor melhorou significativamente em seis horas, comparados a 67% que tomaram somente a droga e 61% que tomaram somente cafeína. Também observaram melhora neste prazo em 56% dos pesquisados que tomaram apenas placebo, substância inócua.
Os pacientes que receberam ibuprofeno associado à cafeína tiveram um alívio da dor quase uma hora antes dos pacientes que tomaram apenas ibuprofeno. Cabe ressaltar que os pacientes pesquisados apresentavam dores de cabeça associadas à tensão conhecidas como cefaléias episódicas por tensão, de 3 a 15 vezes por mês e que pessoas com dor de cabeça crônica devem evitar a cafeína, pois, nestes casos, a substância pode acentuar os sintomas.
De acordo com a pesquisa, a combinação de cafeína e ibuprofeno também pode auxiliar no alívio das cólicas menstruais e certos tipos de dores pós-cirúrgicas. Acredita-se que a cafeína, por ter a propriedade de contrair os vasos sangüíneos, compensa a dilatação dos vasos da cabeça, que causam a dor. Para os especialistas, a cafeína parece potencializar os efeitos analgésicos do ibuprofeno, pois a metade dos pacientes que só tomaram cafeína relataram inicialmente um alívio da dor semelhante aos pacientes no grupo do ibuprofeno ou no grupo da combinação, mas a dor de cabeça voltou logo depois.
Um grupo de pesquisadores americanos, dirigidos por Dr. Mark A . Klebanoff, vinculado ao National Institute of Health, analisou medições seriais de paraxantina, o principal agente da cafeína, em 487 mulheres com aborto espontâneo ocorrido antes da 20ª semana de gestação, participantes do estudoCollaborative Perinatal Project, entre 1959 e 1966. Elas foram comparadas com 2.087 pacientes cuja gravidez teve curso normal. Os dados estatísticos mostraram que as concentrações de paraxantina foram maiores no grupo que sofreu aborto (725 ng/dl), em comparação com o grupo de controle (583 ng/dl)>
Ainda que não seja possível estabelecer de forma precisa a relação entre o nível de paraxantina e o consumo de cafeína, os autores afirmam que, extrapolando os dados de um estudo piloto prévio, cifras superiores a 1845 ng/dl corresponderiam a seis taças diárias de café, ou 600 mg de cafeína, em uma mulher de 60kg não fumante e 11 taças ao dia (1100 mg de cafeína) em uma fumante. Desta maneira, conclui-se que só o consumo elevado de cafeína está associado com um risco aumentado de aborto espontâneo.
No editoral que acompanha o estudo, a Dra. Brenda Eskenazi, vinculada a University of California School of Public Health, assinala que as evidências recentes sugerem que um consumo diário de cafeína superior a 150 mg, ou duas xícaras de café, incrementa o risco de peso baixo ao nascer e aborto espontâneo.
Vale a pena ressaltar que desde 1981, a FDA recomenda que as mulheres grávidas evitem a ingestão de bebidas ou medicamentos que contenham cafeína ou que o consumam apenas esporadicamente, uma vez que a cafeína comprovadamente atravessa a barreira placentária e atinge o feto. As grávidas não devem se alarmar nesse sentido nem chegar a extremos de abolir totalmente o café, quando ele já faz parte da sua mesa: o ideal, com tudo, é a moderação.
A cafeína contém vitaminas ou proteínas?
Não. A cafeína não apresenta nenhum valor nutricional, sendo considerada simplesmente uma bebida estimulante. Como ela provoca uma dependência leve, é comum que as pessoas sofram de dores de cabeça quando retiram subitamente a cafeína de sua dieta, sintoma que desaparece em alguns dias.
A cafeína provoca insônia, ou sono de baixa qualidade?
Esta é uma noção popular, embora não se tenha também quaisquer dados significativos a respeito. O que se sabe é que o estado de alerta buscado na cafeína pode ser obtido através de uma caminhada ou de exercícios, os quais facilitam um bom sono e conseqüente melhor estado de alerta na manhã seguinte.
É muito arriscado ingerir cafeína em estado de estresse?
Igualmente não existem diretrizes para isso. Mas os estudos sugerem que é melhor evitar seus excessos, pois o efeito na pressão sanguínea é suficiente para reduzir os efeitos de medicamentos ou de outras mudanças benéficas no estilo de vida.
As mulheres têm mais sensibilidade à cafeína?
Pesquisadores de Oklahoma constataram que não, que as mulheres têm respostas semelhantes aos homens, embora os mecanismos do aumento de pressão sanguínea tendam a diferir.
Está comprovado que a cafeína faz mal às crianças?
Os estudos não encontraram nenhum indício sobre isto, embora quase todos os médicos recomendem que o ideal é a criança não fazer uso demasiado de café, bebidas com cola ou refrigerantes, bem como chocolates, preferindo a isto frutas e bebidas tipo suco.
O nível de cortisol (hormônio associado ao estresse) aumenta com a ingestão de cafeína?
Estudos mostraram que sim, porém esse aumento está também ligado a situações de estresse e não exclusivamente ao uso de cafeína. Nesses casos, convém também substituir a bebida por sucos.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

7 SINAIS DE ALERTA NA DOR LOMBAR

Do original da North American Spine Society – Seven Back Pain Warning Sigs, em http://www.spine.org/articles/7warningsigns.cfm
Se você responder sim a qualquer uma destas questões, você deve procurar um especialista em coluna.
1. A dor está se irradiando para a perna?Se, além disso, a dor é persistente e severa, é sinal de que algo está comprimindo uma raiz nervosa que emerge na coluna e distribui-se na perna.
2. A dor na perna piora se você tentar erguer o joelho até o tórax ou girar a cintura?Se isso acontece, há uma boa chance de você ter uma hérnia de disco.
3. Você teve dor forte nas costas após uma queda ou traumatismo recente?Uma queda pode lesionar sua coluna. As chances de lesão aumentam se você sofrer de osteoporose.
4. Você teve dor significativa nas costas com duração maior que 3 semanas?Muitas vezes a dor desaparece com tratamentos simples, entretanto, se a dor persistir, você deve procurar um especialista em coluna.
5. A dor nas costas piora quando você se deita ou lhe faz acordar durante a noite?Isto pode ser sinal de uma infecção ou outro problema, principalmente se, além disso, você tiver febre.
6. Você está com problemas para urinar ou evacuar que já duram algum tempo?Esse tipo de problema pode ter várias causas, mas algumas doenças da coluna podem provocar estas sintomas.
7. Você tem dormências ou fraqueza nas pernas quando caminha?Isso pode ser causado por um estreitamento do canal onde passam os nervos. Isso chama-se estenose espinhal.
Você pode fazer algumas coisas para manter suas costas sadias:
Deixe de fumar
Mantenha-se em um peso adequado
Exercite-se pelo menos 3 vezes por semana.
Se você tem dor nas costas, ou quer saber mais sobre como evitá-la, consulte um especialista.

 
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