segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Cirurgia Bariátrica e Metabólica


A CIRURGIA

A cirurgia bariátrica e metabólica – também conhecida como cirurgia da obesidade, ou, popularmente, redução de estômago – reúne técnicas com respaldo científico destinadas ao tratamento da obesidade e das doenças associadas ao excesso de gordura corporal ou agravadas por ele. O conceito metabólico foi incorporado há cerca de seis anos pela importância que a cirurgia adquiriu no tratamento de doenças causadas, agravadas ou cujo tratamento/controle é dificultado pelo excesso de peso ou facilitado pela perda de peso – como o diabetes e a hipertensão –, também chamadas de comorbidades.

TÉCNICAS CIRÚRGICAS

São aprovadas no Brasil quatro modalidades diferentes de cirurgia bariátrica e metabólica (além do balão intragástrico, que não é considerado cirúrgico):
 Bypass gástrico (gastroplastia com desvio intestinal em “Y de Roux”)

Estudado desde a década de 60, o bypass gástrico é a técnica bariátrica mais praticada no Brasil, correspondendo a 75% das cirurgias realizadas, devido a sua segurança e, principalmente, sua eficácia. O paciente submetido à cirurgia perde de 40% a 45% do peso inicial.
Nesse procedimento misto, é feito o grampeamento de parte do estômago, que reduz o espaço para o alimento, e um desvio do intestino inicial, que promove o aumento de hormônios que dão saciedade e diminuem a fome. Essa somatória entre menor ingestão de alimentos e aumento da saciedade é o que leva ao emagrecimento, além de controlar o diabetes e outras doenças, como a hipertensão arterial.
Uma curiosidade: a costura do intestino que foi desviado fica com formato parecido com a letra Y, daí a origem do nome. Roux é o sobrenome do cirurgião que criou a técnica.
• Banda gástrica ajustável

Criada em 1984 e trazida ao Brasil em 1996, a banda gástrica ajustável representa 5% dos procedimentos realizados no País. Apesar de não promover mudanças na produção de hormônios como o bypass, essa técnica é bastante segura e eficaz na redução de peso (20% a 30% do peso inicial), o que também ajuda no tratamento do diabetes. Instala-se anel de silicone inflável ajustável ao redor do estômago, que aperta mais ou menos o órgão, tornando possível controlar o esvaziamento do estômago.
• Gastrectomia vertical 

Nesse procedimento, o estômago é transformado em um tubo, com capacidade de 80 a 100 mililitros (ml). Essa intervenção provoca boa perda de peso, comparável à do bypass gástrico e maior que a proporcionada pela banda gástrica ajustável.  É um procedimento relativamente novo, praticado desde o início dos anos 2000. Tem boa eficácia sobre o controle da hipertensão e de doenças dos lípides (colesterol e triglicérides).
 Duodenal Switch

É a associação entre gastrectomia vertical e desvio intestinal. Nessa cirurgia, 85% do estômago são retirados, porém a anatomia básica do órgão e sua fisiologia de esvaziamento são mantidas. O desvio intestinal reduz a absorção dos nutrientes, levando ao emagrecimento. Criada em 1978, a técnica corresponde a 5% dos procedimentos e leva à perda de 40% a 50% do peso inicial.


 Terapia auxiliar - Balão intragástrico
Reconhecido como terapia auxiliar para preparo pré-operatório, trata-se de um procedimento não cirúrgico, realizado por endoscopia para o implante de prótese de silicone, visando diminuir a capacidade gástrica e provocar saciedade. O balão é preenchido com 500 ml do líquido azul de metileno, que, em caso de vazamento ou rompimento, será expelido na cor azul pela urina.
O paciente fica com o balão por um período médio de seis meses. É indicado para pacientes com sobrepeso ou no pré-operatório de pacientes com superobesidade (IMC acima de 50 kg/m2).

TIPOS DE CIRURGIA

As cirurgias diferenciam-se pelo mecanismo de funcionamento. Existem três procedimentos básicos da cirurgia bariátrica e metabólica, que podem ser feitos por abordagem aberta ou por videolaparoscopia (menos invasiva e mais confortável ao paciente):
• restritivos – que diminuem a quantidade de alimentos que o estômago é capaz de comportar.
• disabsortivos – que reduzem a capacidade de absorção do intestino.
• técnicas mistas – com pequeno grau de restrição e desvio curto do intestino com discreta má absorção de alimentos. 

POR QUE FAZER



Os benefícios da cirurgia bariátrica e metabólica são perda de peso, remissão das doenças associadas à obesidade (como diabetes e hipertensão), diminuição do risco de mortalidade, aumento da longevidade e melhoria na qualidade de vida. Os riscos são os mesmos de outras cirurgias abdominais. Por essa razão, deve ser feita em hospital com estrutura adequada e por médicos associados à SBCBM que pratiquem os procedimentos regulamentados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

QUANDO FAZER

A primeira recomendação para o tratamento da obesidade é a adoção de hábitos saudáveis, como dieta leve e exercícios físicos regulares. Em seguida, tenta-se controlar a doença por meio de remédios, os conhecidos emagrecedores. Quando o médico e o paciente se convencem de que se esgotou a tentativa de tratar a obesidade exclusivamente pela mudança do estilo de vida, uma das alternativas mais eficazes é recorrer à cirurgia bariátrica e metabólica.

QUEM PODE FAZER

Conforme os preceitos médicos, a indicação cirúrgica deve ser decidida sob a análise de três critérios: IMC, idade e tempo da doença.
Em relação ao índice de massa corpórea (IMC)
•  IMC acima de 40 kg/m² , independentemente da presença de comorbidades.
•  IMC entre 35 e 40 kg/m² na presença de comorbidades.
• IMC entre 30 e 35 kg/m² na presença de comorbidades que tenham obrigatoriamente a classificação “grave” por um médico especialista na respectiva área da doença. É também obrigatória a constatação de “intratabilidade clínica da obesidade” por um endocrinologista.

Em relação à idade
•  Abaixo de 16 anos: exceto em caso de síndrome genética, quando a indicação é unânime, o Consenso Bariátrico recomenda que, nessa faixa etária, os riscos sejam avaliados por cirurgião e equipe multidisciplinar.  A operação deve ser consentida pela família ou responsável legal e estes devem acompanhar o paciente no período de recuperação.
•  Entre 16 e 18 anos: sempre que houver indicação e consenso entre a família ou o responsável pelo paciente e a equipe multidisciplinar.
•  Entre 18 e 65 anos: sem restrições quanto à idade.
•  Acima de 65 anos: avaliação individual pela equipe multidisciplinar, considerando risco cirúrgico, presença de comorbidades, expectativa de vida e benefícios do emagrecimento.

Em relação ao tempo da doença

Apresentar IMC e comorbidades em faixa de risco há pelo menos dois anos e ter realizado tratamentos convencionais prévios. Além disso, ter tido insucesso ou recidiva do peso, verificados por meio de dados colhidos do histórico clínico do paciente.

CONTRAINDICAÇÕES

As situações abaixo configuram condições adversas à realização de procedimentos cirúrgicos para o controle da obesidade:
• limitação intelectual significativa em pacientes sem suporte familiar adequado;
• quadro de transtorno psiquiátrico não controlado, incluindo uso de álcool ou drogas ilícitas; no entanto, quadros psiquiátricos graves sob controle não são contraindicativos à cirurgia;
• doenças genéticas.

PRÉ-OPERATÓRIO

• O preparo pré-operatório otimiza a segurança e os resultados da cirurgia bariátrica e metabólica. Solicita-se ao paciente que se esforce para perder um pouco de peso antes da cirurgia, pois alguns quilos a menos podem oferecer melhores condições à anestesia geral e à operação.
• Nessa fase, também é obrigatório o preenchimento do documento Consentimento Informado, no qual o paciente reconhece estar devidamente informado sobre os benefícios e riscos da cirurgia.
• No pré-operatório, o paciente deve realizar uma série de exames, como endoscopia digestiva, ultrassom abdominal e exames laboratoriais, além de passar em consulta com os profissionais obrigatórios: cirurgião, cardiologista, psiquiatra, fisioterapeuta,psicólogo e nutricionista.

PÓS-OPERATÓRIO

•  O paciente deve fazer consultas e exames laboratoriais periódicos no pós-operatório, conforme o tipo de cirurgia e as rotinas estabelecidas pela equipe responsável. Em caso de comorbidades, elas devem ser acompanhadas por profissionais especialistas nessas doenças.
•  No pós-operatório, recomenda-se ao paciente atividade física e complemento vitamínico. E, nas operações abertas, recomenda-se ainda o uso da faixa abdominal.
• Embora muito raramente, a cirurgia pode gerar complicações, como infecções, tromboembolismo (entupimento de vasos sanguíneos), deiscências (separações) de suturas, fístulas (desprendimento de grampos), obstrução intestinal, hérnia no local do corte, abscessos (infecções internas) e pneumonia. Além disso, sintomas gastrointestinais podem aparecer após a refeição. Os pacientes predispostos a esses efeitos colaterais devem observar certos cuidados, como reduzir o consumo de carboidratos, comer mais vezes ao dia – pequenas quantidades –, e evitar a ingestão de líquidos durante as refeições. 
•  Pacientes submetidos à cirurgia de duodenal switch podem apresentar reações no pós-operatório, como desnutrição, fezes de forte odor e diarreias, pois essa é uma operação que privilegia a má absorção de alimentos.

MITOS E VERDADES

Em um ano de pós-operatório, o paciente normalmente engorda.
Mito.
Na maioria dos casos, o ganho de peso ocorre quando o paciente não assume hábitos saudáveis, como a adoção de dieta menos calórica e mais nutritiva e a prática de exercícios físicos regulares.

Perde-se mais peso nos primeiros seis meses.
Verdade.
A perda mais significativa de peso ocorre nos primeiros seis meses. Daí a importância de o paciente seguir com disciplina as recomendações médicas nessa primeira etapa do pós-operatório.

Quem faz a cirurgia bariátrica fica propenso a alcoolismo, uso de drogas ou comportamento compulsivo para compras.
Mito.
Não existe nenhuma evidência científica de que, no pós-operatório, o paciente comece a ter tendência ao alcoolismo ou ao uso de drogas. Quanto à compulsão por compras, pode-se evitar um comportamento desse tipo por meio de acompanhamento psicológico. A evolução histórica das cirurgias mostra que o paciente, ao perder peso, resgata a autoestima e por isso passa a ter prazer em adquirir roupas e outros produtos de uso pessoal.

A mulher pode engravidar no pós-operatório.Verdade.
A paciente é liberada para engravidar sem riscos após 15 meses de pós-operatório. Durante esse período, recomenda-se a anticoncepção. No entanto, os anticoncepcionais orais (pílulas) devem ser evitados.

Sempre é possível fazer a cirurgia videolaparoscópica.Verdade.
Somente em situações especiais não é possível realizar esse tipo de cirurgia. É o caso, por exemplo, de pessoas submetidas a cirurgias abdominais prévias.

A depressão é uma consequência comum para quem faz a cirurgia.Mito.
Não existe uma tendência. Se o paciente ficar deprimido, isso pode ocorrer devido a fatores desconhecidos, que devem ser investigados por psicólogo ou psiquiatra.

Há tendência à anemia no pós-operatório.Verdade.
De fato isso ocorre. Entre os pacientes, as mulheres têm maior tendência à anemia, por causa da menstruação, perda de ferro e pouca presença de carne vermelha na dieta. Essa situação pode ser minimizada com a ingestão de alimentos ricos em ferro, ou, se necessário, com a utilização de suplementos vitamínicos.

Depois da operação, é comum a intolerância a leite. Mito.
Normalmente não há reações adversas ao consumo de leite e derivados. Esses alimentos são, inclusive, recomendados, sobretudo para as mulheres, como fontes de cálcio.

O apoio da família e à família é indispensável. Verdade.
Deve-se prestar toda a assistência e orientação à família do paciente, oferecendo o máximo de informações solicitadas e, quando necessário, também consulta psicológica. Os novos hábitos a serem adotados pelo paciente devem ser compartilhados e estimulados por todos que convivem com ele.

A cirurgia causa problemas renais. Mito.
Não foi observada tendência a problemas renais.

O paciente sente muitas dores no primeiro mês do pós-operatório. Mito.
Normalmente, as dores se manifestam somente no primeiro dia do pós-operatório. Isso acontece porque o abdômen precisa ser inflado com gás carbônico na cirurgia por videolaparoscopia, para possibilitar a melhor manipulação dos órgãos internos. 

O paciente que sofre de gastrite pode ser operado. Verdade.
Não há restrição cirúrgica para paciente com gastrite.

Depois da cirurgia bariátrica, o paciente deve fazer cirurgia plástica corretiva. Mito.
Nem sempre é necessário fazer cirurgia plástica após o procedimento bariátrico. Cada caso deve ser avaliado criteriosamente pela equipe multidisciplinar responsável pelo tratamento.

Durante a videolaparoscopia, há situações em que é preciso converter a cirurgia em procedimento aberto. Verdade.
Algumas situações exigem que o cirurgião converta a videolaparoscopia em procedimento aberto. Essa decisão é baseada em critérios de segurança e só pode ser tomada durante o ato operatório.

Trombose Venosa Profunda - TVP

O que é Trombose?

A trombose venosa profunda é a formação de um coágulo sanguíneo em uma veia localizada no interior de uma parte do corpo, geralmente nas pernas.

Causas

A trombose venosa profunda (TVP) afeta principalmente as veias grandes no segmento inferior das pernas e das coxas. O coágulo pode bloquear o fluxo sanguíneo e causar inchaço e dor. Quando um coágulo se desprende e se movimenta na corrente sanguínea, é chamado de embolia. Uma embolia pode ficar presa no cérebro, nos pulmões, no coração ou em outra área, levando a lesões graves.
Os coágulos de sangue podem se formar quando algo retarda ou altera o fluxo de sangue nas veias. Os fatores de risco incluem:
  • Após um cateter de marcapasso ter sido passado através da veia na virilha
  • Repouso absoluto
  • Hábito de fumar
  • Histórico familiar de coágulos sanguíneos
  • Fraturas na pélvis ou nas pernas
  • Parto nos últimos 6 meses
  • Insuficiência cardíaca
  • Obesidade
  • Cirurgia recente (especialmente cirurgia de quadril, joelho ou cirurgia pélvica feminina)
  • Glóbulos sanguíneos em excesso sendo produzidos pela medula óssea (policitemia vera), tornando o sangue mais denso e lento do que o normal
Você também tem mais probabilidade de desenvolver TVP se você tiver alguma das seguintes condições:
  • Sangue que tem mais propensão de coagular (hipercoagulabilidade)
  • Câncer
  • Tomar estrogênios ou pílulas anticoncepcionais. Este risco é ainda maior se você fumar.
As TVPs são mais comuns em adultos com mais de 60 anos, mas podem ocorrer em qualquer idade.
Ficar sentado por períodos longos ao viajar pode aumentar o risco de TVPs. É mais provável quando um ou mais dos fatores de risco listados acima também estejam presentes.

Exames


AdamTrombose venosa profunda
Seu médico realizará um exame físico. O exame pode mostrar uma perna vermelha, inchada ou sensível.
Os seguintes testes podem ser feitos:
  • Exame de sangue de dímeroD
  • Exame de ultrassom Doppler das pernas
  • Pletismografia (medição do fluxo sanguíneo) das pernas
  • Raio X para mostrar as veias na área afetada (venografia)
Exames de sangue podem ser feitos para verificar se há mais chance de coagulação de sangue (hipercoagulabilidade). Esses testes incluem:
  • Resistência à proteína C ativada (verifica se há a mutação do fator V de Leiden)
  • Níveis de antitrombina III
  • Anticorpos antifosfolipídeos
  • Teste genético para procurar mutações que tornem você mais suscetível a desenvolver coágulos sanguíneos, como a mutação G20210A da protrombina
  • Anticoagulantes de lúpus ou Níveis de proteína C e S
  • Triagem para coagulação intravascular disseminada (CIVD)

Sintomas de Trombose

  • Alterações na cor da pele (vermelhidão) em uma perna
  • Aumento de calor em uma perna
  • Dor em uma perna
  • Sensibilidade em uma perna
  • Pele que parece quente ao toque
  • Inchaço (edema) em uma perna

Buscando ajuda médica

Consulte um profissional da área da saúde se tiver sintomas de TVP.
Vá para o pronto-socorro ou ligue para o número de emergência local (como 192) se você tiver TVP ou apresentar dor no peito, dificuldade para respirar, tosse com sangue, desmaio, perda de consciência ou outros sintomas graves.

Tratamento de Trombose

Seu médico receitará um medicamento para afinar seu sangue (chamado anticoagulante). Isso evitará que se formem mais coágulos ou que os antigos fiquem maiores. Essas drogas não podem dissolver coágulos existentes.
A heparina é geralmente a primeira droga ministrada.
  • Se a heparina for ministrada por via intravenosa (IV), você deverá ficar no hospital.
  • Formas mais novas de heparina podem ser ministradas por injeção uma ou duas vezes por dia. É possível que você não precise ser hospitalizado, ou tenha de ficar pouco tempo, se for prescrita esta forma mais nova de heparina.
Uma droga chamada varfarina (Coumadin) geralmente é iniciada junto com a heparina.
  • A ingestão de varfarina é via oral. Ela leva alguns dias para fazer efeito total.
  • A heparina não deve ser interrompida até a varfarina ter sido ministrada na dose correta por, pelo menos, 2 dias.
  • Você provavelmente tomará varfarina por, pelo menos, 3 meses. Algumas pessoas devem tomá-la pelo resto de suas vidas, dependendo do risco de ter outro coágulo.
Quando estiver tomando varfarina, você terá mais propensão à hemorragia, mesmo em atividades com as quais esteja acostumado.
Alterar o modo de tomar a varfarina, tomar determinados medicamentos e ingerir certos alimentos podem alterar o modo como a varfarina funciona em seu corpo. Se isso ocorrer, você poderá ter mais propensão a ter formação de coágulo ou problemas de hemorragia. Nunca interrompa a medicação nem altere a dose sem consultar o seu médico.
Se você estiver tomando varfarina:
  • Tome o medicamento da maneira prescrita por seu médico
  • Consulte o médico para saber o que fazer se você esquecer-se de tomar uma dose
  • Você precisará fazer exames de sangue com frequência para se certificar de que está tomando a dose certa
O médico prescreverá meias de compressão para usar em ambas as pernas ou em uma delas. As meias de compressão melhoram o fluxo sanguíneo das pernas e reduzem o risco de ter coágulos sanguíneos. É importante usá-las todos os dias.
Em casos raros, pode ser necessária uma cirurgia se os medicamentos não funcionarem. A cirurgia pode envolver:
  • Colocação de um filtro na maior veia do corpo para impedir que coágulos sanguíneos se desloquem para os pulmões
  • Remoção de um coágulo sanguíneo grande da veia ou injeção de medicamentos trombolíticos

  • Expectativas

    Muitas TVPs desaparecem sem nenhum problema, mas elas podem retornar. Algumas pessoas podem ter dor e inchaço por longo tempo nas pernas, conhecido como síndrome pós-flebítica. Usar meias apertadas (compressão) durante e após a TVP pode ajudar a prevenir este problema.
    Há mais probabilidade de que os coágulos sanguíneos se desprendam e causem embolia pulmonar (EP) do que se formem na parte inferior das pernas ou em outras partes do corpo.

    Complicações possíveis

    Um coágulo sanguíneo pode desprender-se da perna e deslocar-se para os pulmões (embolia pulmonar) ou para qualquer outro local do corpo, podendo colocar sua vida em risco. O tratamento rápido de TVP ajuda a prevenir esse problema.
    A síndrome pós-flebítica se refere a inchaço de longo tempo (edema) na perna que teve a trombose venosa profunda. Alterações na cor da pele e dor também podem estar presentes. Esses sintomas podem ser notados imediatamente ou não se desenvolver por um ou mais anos depois disso. Este problema é chamado síndrome pós-trombótica.

    Prevenção

    Use as meias de compressão que seu médico prescreveu. Elas melhorarão o fluxo sanguíneo em suas pernas e reduzirão o risco de ter coágulos sanguíneos.
    Os médicos podem prescrever anticoagulantes para ajudar a prevenir a TVP em pessoas com risco alto ou naquelas que estiverem sendo submetidas a uma cirurgia de alto risco.
    Movimentar suas pernas com frequência durante longas viagens de avião ou automóvel ou em outras situações nas quais você fica sentado ou deitado por longos períodos pode ajudar a prevenir a TVP. As pessoas com alto risco de coágulos sanguíneos podem precisar de injeções de heparina quando estiverem em um voo que dura mais que 4 horas.
    Não fume. Se você fuma, pare. As mulheres que estiverem tomando pílulas anticoncepcionais ou estrogênio devem parar de fumar. 
    Fontes e referências:
    Geerts WH, Berggvist D, Pineo GF, et al. American College of Chest Physicians. Prevention of venous thromboembolism: American College of Chest Physicians Evidence-Based Clinical Practice Guidelines (8th Edition). Chest. 2008;133(6 Suppl):381S-453S.
    Snow V, Qaseem A, Barry P, et al. Management of venous thromboembolism: a clinical practice guideline from the American College of Physicians and the American Academy of Family Physicians. Ann Intern Med. 2007;146(3):204-210.
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Capsulite adesiva do Ombro - Síndrome do ombro congelado

INTRODUÇÃO

A capsulite adesiva, também conhecida como ombro congelado foi descrita pela primeira vez por Duplay em 1872 e nomeada de "ombro congelado" por Codman, em 1934, sendo definida como uma condição idiopática do ombro, caracterizada pelo início espontâneo de dor, e evoluindo com restrição dos movimentos da articulação gleno-umeral. Em outras palavras: Trata-se de um quadro de dor dor e limitação da ADM de ombro tanto ativa quanto passiva. A descrição anatomo-patológica foi realizada por Neviaser em 1945, sendo observada inflamação do revestimento sinovial e da cápsula articular, levando à fibrose intra-articular global.

A capsulite adesiva pode ser dividida em 2 tipos, as quais possuem apresentação clínica similar, diferindo apenas na etiologia:

(1) Capsulite adesiva primária, a qual se refere à forma idiopática de ombro rígido e doloroso.
(2) Capsulite adesiva secundária, a qual refere-se à perda de movimento articular resultante de algum evento desencadeante bem definido, tal como trauma, AVC, lesões do manguito rotador, fratura do membro superior, distrofia simpático-reflexa e imobilização pós cirúrgica.
A história Natural desta patologia é dividida em 3 fases as quais nem sempre são bem delimitadas uma da outra:

Fase congelante e dolorosa (10-36 semanas)
- Existe um aumento gradual da dor no ombro ao repouso, com a presença de dor aguda nos extremos de movimento.

Fase adesiva (4-12 meses)
- A dor começa a ceder, porém inicia-se uma progressiva perda de flexão da gleno-umeral, abdução e rotação interna e externa.

Fase de resolução (12-42 meses)
- É caracterizada por uma melhora progressiva na ADM funcional do ombro.

Apesar das evidências de ser uma patologia auto-limitada com resolução espontânea (isto é, se você considerar espontânea a recupaeração após 4 anos de início do quadro), o tratamento fisioterápico é extremamente necessário para minimizar a dor e as limitações funcionais.

Achados na Avaliação Física


Indivíduos com capsulite adesiva frequentemente queixam-se de dor difusa no ombro, com um ponto sensível à palpação adjacente à inserção do deltóide e ocasionalmente dor irradiada para o cotovelo e, algumas vezes, irradiada para a face lateral de antebraço. A dor geralmente piora com os movimentos de ombro e melhora com o repouso. Ocasionalmente a dor é pior à noite podendo despertar o paciente.
As limitações funcionais incluem dificuldades em atividades que exijam elevação do braço acima da linha dos olhos, como por exemplo alcançar um objeto em uma prateleira ou colocar roupa no varal. Vestir-se também é um problema, particularmente peças de roupa que necessitem que os braços sejam movidos em direção às costas, como por exemplo um casaco ou sutiã.
O exame físico evidencia frequentemente limitação multidirecional dos movimentos ativos e passivos da gleno-umeral. Cyriax descreve que nestes casos as restrições obedecem ao padrão capsular da articulação do ombro - Rotação externa sendo o componente mais restrito, seguido de abdução e a rotação medial sendo o componente menos restrito dos três. Existe na internet um roteiro básico de Avaliação do Ombro que acho útil ser lido.

Tratamento


O objetivo do tratamento é aliviar a dor, recuperar a ADM e minimizar as limitações funcionais. Entre as medidas de tratamento conservador (entenda conservador como não cirúrgico) podemos citar a fisioterapia, uso de anti-inflamatórios e injeções intra-articulares. manipulação sob anestesia, liberação artroscópica e cirurgia aberta são as opções mais agressivas.

Exercícios para ganho e manutenção de ADM

Exercícios para a ADM possuem dois papéis básicos no processo de reabilitação destes pacientes:

(1) Ganho, ou (na pior das hipóteses) manutenção da ADM da articulação.
(2) Minimizam a perda de massa e força muscular no braço afetado.

A importância dos exercícios não deve ser superestimada pelo terapeuta e nem pelo paciente. Eles devem ser orientados e realizados pelo paciente várias vezes ao longo do dia. Explicando: Não se deve esperar um tratamento bem sucedido se os pacientes só realizam os exercícios na sessão de fisioterapia.

Calor


A aplicação de calor no ombro, seja ele por qualquer meio, pode ajudar a manter a mobilidade da articulação e gerar alívio da dor. Sendo bastante útil imediatamente antes da realização dos exercícios terapêuticos.
Na verdade, as abordagens de fisioterapia para o ombro congelado são abundantes na internet.
Segue abaixo alguns links que podem ser úteis.

Tem também uma publicação sobre a base teórica que justifica o uso do conceito Maitland na capsulite adesiva.
Na Revista brasileira de ortopedia um artigo de 1993 sobre o Tratamento multidisciplinar da capsulite adesiva. Embora seja um trabalho antigo, a discussão sobre o papel do médico orotpedista, do clínico de dor e do fisioterapeuta são bastante elucidativos.
Na base PEDro de fisioterapia baseada em evidência, uma revisão sistemática sobre capsulite adesiva revelou que a eficácia é incerta devido à falta de rigor metodológico dos estudos avaliados. Quem quiser pode baixar Physical Therapy for Adhesive capsulitis.pdf
Tem também um trabalho que investigou os efeitos do Ultra-Som na capsulite adesiva e concluiu que o US não oferece benefício adicional ao tratamento: Effectiveness of therapeutic ultrasound in adhesive capsulitis.pdf

E outros 2 interessantes

Retirado do Excelente Blog http://fisioterapiahumberto.blogspot.com/

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Colchão duro ou macio – o que é o melhor para a dor lombar?



Pesquisadores da Dinamarca buscaram a resposta para a pergunta: o que é melhor para a coluna, um colchão mais macio ou mais duro?

Na pesquisa, foram selecionados 160 pacientes portadores de dores na porção inferior das costas, que receberam em suas casas 3 tipos de colchões: um colchão duro futon, um colchão d’água, ou um colchão de espuma (que acompanhava o contorno do corpo).

Infelizmente, muitos dos pacientes atribuídos ao colchão de água nunca iniciaram o estudo – eles simplesmente não aceitaram dormir em um colchão deste tipo. E muitos dos pacientes atribuídos ao futon abandonaram o estudo em suas fases iniciais. Assim, o grande número de abandonos – e o fracasso para estratificar os pacientes de acordo com a causa de sua dor nas costas - tornou difícil interpretar o estudo.
Entre os doentes que terminaram o estudo, houve uma preferência ligeiramente maior pelo colchão de água ou pelo colchão de espuma que acompanhava o contorno do corpo, ao invés do futon duro. Mesmo assim, houve pacientes que disseram se sentir melhor depois adormecer sobre o colchão duro, bem como pacientes que disseram que se sentiram piores depois adormecer sobre os colchões macios.
Os resultados, portanto, foram conflitantes: os autores não conseguiram compreender por que razão alguns pacientes responderam melhor aos colchões duros e alguns aos colchões moles.
Então, qual é a recomendação do estudo? Exatamente o método mais antigo de todos: tentativa e erro, para encontrar o colchão mais adequado para cada caso.

O estudo foi publicado na revista Spine em seu número de abril de 2008.

Fonte: Spine, April 1, 2008; vol 33: pp 703-708.

Acupuntura é alternativa para cirurgia de artrose no joelho


Osteoartrite
Pesquisadores da Clínica St. Albans (Reino Unido) constataram que a acupuntura é uma alternativa eficaz às cirurgias para tratamento da artrose ou osteoartrite do joelho.
A artrose, ou osteoartrite, do joelho é uma doença degenerativa das articulações, muito debilitante, que acomete sobretudo idosos.
A cirurgia funciona bem, mas não é recomendável para todos os pacientes, além do que uma porcentagem significativa daqueles que passam pela cirurgia continua sofrendo dores anos após o procedimento.
Tratamento alternativo voluntário
Em um oferecimento totalmente voluntário, os pesquisadores relatam que 90 dentre 114 pacientes aceitaram o tratamento de acupuntura para combater as dores no joelho.
A idade média dos pacientes era de 71 anos, todos apresentando sintomas severos, como dor forte e incapacidade para andar longas distâncias, e todos elegíveis para a cirurgia.
Nesse grupo, 50 afirmaram estar preparados para a cirurgia, 29 não queriam a cirurgia e quatro disseram que só iriam para a cirurgia em último caso.
O tratamento alternativo consistiu em uma sessão de acupuntura por semana no primeiro mês, reduzida para uma sessão a cada seis semanas nos meses subsequentes.
Acupuntura para artrose
Depois de um ano, 41 dos pacientes continuavam frequentando as sessões, e 31 continuavam assíduos ao final do estudo, dois anos depois.
Mas, logo ao final do primeiro mês, os resultados mostraram "melhorias clinicamente significativas nos níveis de dor, flexibilidade e capacidade funcional", relata o estudo, publicado no British Medical Journal.
Além de evitar os riscos da cirurgia, mais elevados sobretudo pela maior idade dos pacientes, os pesquisadores ressaltam a economia de custos para o sistema de saúde, evitando-se uma cirurgia cara, substituída por um procedimento já regulamentado e muito barato.
No Brasil, a espera na fila do SUS para uma cirurgia para artrose no joelho pode levar vários anos - o tratamento de acupuntura produziu resultados em um mês.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O que você precisa saber sobre dor nas costas

O que você precisa saber sobre dor nas costas


Nos dias de hoje a dor nas costas, chamada tecnicamente de lombalgia, é uma das queixas mais comuns da população, e uma das mais ouvidas queixas de dor em consultórios; a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que aproximadamente 80% dos adultos sofrerão pelo menos uma crise aguda de dor nas costas (lombalgia aguda) durante sua vida, e que 90% dessas pessoas apresentarão mais de um episódio. As crises de dor nas costas são a causa mais comum de faltas ao trabalho nos países desenvolvidos, provocando, além do problema médico, também um problema econômico.
Até 70% das pessoas com mais de 40 anos apresenta algum problema de coluna, e esse número sobe para 80 a 90% na população acima de 50 anos. O número de pessoas com queixa de lombalgia vem acompanhando o aumento na longevidade da população. A expectativa de vida, que ficava em torno de 60 anos, subiu para 75, e as pessoas estão chegando a idades mais altas com a mente e o coração saudáveis. Cada vez é mais importante pensar em prevenir problemas espinhais, abandonando o hábito de só prestar atenção na coluna quando se sente dor.

O QUE É LOMBALGIA?
Lombalgia significa dor nas costas. Não é um diagnóstico, apenas um sintoma que pode ou não estar relacionado com alguma doença. Lombalgia aguda é aquela presente por menos de 4 a 6 semanas, consistindo de um problema médico comum, na maioria dos casos apenas uma crise de dor em uma pessoa que pode ser considerada sadia. Menos de 1% das pessoas que apresentam lombalgia aguda tem uma doença grave, como um tumor ou infecção. A fonte de dor pode estar nas articulações, discos, vértebras, músculos ou ligamentos, que podem sofrer irritação ou inflamações. A causa precisa da lombalgia aguda pode ser identificada em 20% dos casos. Um traumatismo específico ou uma atividade estenuante podem provocar dor, entretanto, 80% das vezes a causa não é óbvia. Também é bastante reconhecido que a dor pode ser muito influenciada por estresses psicológicos, depressão, e outros fatores não orgânicos.

COMO É UMA CRISE DE LOMBALGIA?
A maioria das pessoas sente dor inicialmente na região lombar, que pode espalhar-se (irradiar) para as nádegas, coxas ou joelhos. Muitas pessoas apresentam também espasmos e contraturas musculares. A dor e desconforto geralmente pioram quando se faz flexão das costas ou carrega pesos. Os sintomas são maiores nas costas do que na perna, quando a dor na perna for mais significativa que a dor lombar e irradiar-se até abaixo do joelho, o problema costuma ser uma compressão do nervo.
A dor pode ser forte, muitas vezes a pessoa não consegue sair da cama e piora com os movimentos e sentando, mas geralmente começa a diminuir depois de alguns dias e deve sumir totalmente depois de 4 a 6 semanas.
As características da dor e o exame cuidadoso costumam dar o diagnóstico. Se o quadro de lombalgia aguda for típico, não são necessários exames como radiografias ou tomografia.

QUAL O TRATAMENTO DA CRISE DE LOMBALGIA?
O tratamento mais aceito hoje em dia consiste de repouso limitado, medicação para a dor, e programas de fisioterapia, exercícios e o RPG.
O repouso no leito é recomendado para casos de dor forte com espasmo da musculatura, mas não deve exceder a 2 ou 3 dias, depois disso, o paciente deve começar a se movimentar. A atividade física precoce promove uma recuperação mais rápida. Quando a dor é pequena ou moderada, é melhor tentar manter todas as atividades normais.
A aplicação de gelo e calor de forma alternada pode ajudar a relaxar os músculos e reduzir a inflamação. Geralmente recomendamos aplicação de compressas quentes por 20 minutos, depois gelo por 20 minutos. Se o paciente achar que um ajuda mais que o outro, então pode usar só o que for melhor. Esse tratamento pode ser repetido 2 ou 3 vezes por dia.
Relaxantes musculares, anti-inflamatórios e medicação analgésica podem ser utilizados por alguns dias, e as medicações são diminuídas e retiradas conforme a melhora do paciente.
A pessoa é encorajada a retornar ao trabalho e a iniciar atividades físicas controladas o mais breve possível. Assim que a dor aguda passa, o tratamento fica centrado em prevenir que as crises se tornem repetitivas. Ai entram em ação a fisioterapia e os programas de conscientização postural (RPG) e exercícios.

EXISTEM SINTOMAS QUE PODEM SIGNIFICAR PATOLOGIA MAIS SÉRIA?
Alguns sintomas devem chamar atenção e fazê-lo procurar o médico o mais cedo possível. Veja os 7 SINAIS DE ALERTA NA DOR LOMBAR

QUAL É O PROGNÓSTICO DE UMA LOMBALGIA AGUDA?
O prognóstico costuma ser muito bom. Em 90% dos casos a dor desaparece em até 15 dias, nos outros 10%, os sintomas podem ser mais duradouros, mas a maioria estará bem em até 3 meses. Felizmente, são poucos os casos em que há uma evolução ruim, com cronificação dos sintomas, porém as crises de lombalgia podem se repetir, sendo importante adotar atitudes saudáveis e entrar num programa regular de exercícios para evitar que isso aconteça.

E QUANDO A DOR NÃO PASSA?
Em certos casos a dor não melhora como esperado, ou as crises começam a repetir-se com freqüência, caracterizando uma lombalgia crônica. Pessoas com dores crônicas costumam ter limitações nas atividades do dia a dia, dificuldades no trabalho, alterações no humor e no sono, e quadros psicológicos depressivos.
Os pacientes com problemas crônicos podem apresentar alguma alteração estrutural, como uma espondilolistese, um quadro degenerativo, como uma discopatia dolorosa, ou uma patologia músculo-ligamentar, como a fibromialgia.
Por isso, pacientes com sintomas que não melhoram devem ser encaminhados para investigação mais detalhada.

LOMBALGIA CRÔNICA

O que é?
A dor nas costas pode ser considerada crônica quando está presente por mais de 3 meses.

Como é a dor?
O tipo de dor pode variar muito. A dor pode dar a impressão de se originar nos nervos, ossos, ou como dor muscular. A sensação pode ser de ardência, queimadura, pode ser contínua ou em ferroadas, pode ser bem localizada ou difusa, e pode ter características bem definidas ou ser um incômodo bastante vago.

Qual é a causa da lombalgia crônica?
Como a lombalgia aguda, esta dor pode se originar de alguma lesão, doença ou sobrecarga sobre o corpo. Algumas patologias que podem provocar lombalgia crônica são as espondilolisteses, discopatias dolorosas e outras, mas, muitas vezes, a origem da dor não pode ser claramente definida. De fato, é comum que a condição que iniciou a dor possa estar totalmente curada e esquecida, mas a dor continue. Mesmo que a causa original da dor não seja clara, ou até esteja curada, a dor sentida segue sendo real, e é função do seu médico entender e respeitar sua experiência de dor, independente da causa.

Como se explica esta dor?
Várias teorias tentam explicar a lombalgia crônica, mas o mecanismo exato não é completamente entendido. Em geral se acredita que os nervos que levam a sensação de dor para o cérebro fiquem sensibilizados, ou seja, sofram um aumento de sua sensibilidade para provocar sensações de dor. Assim, a dor sentida fica desproporcional à lesão que realmente existe. Estímulos que normalmente não seriam causadores de dor passam a ser ampliados ou distorcidos, sendo sentidos como dor.

Como se faz o diagnóstico?
Qualquer dor nas costas que dure mais de 3 meses é uma lombalgia crônica. O importante na investigação diagnóstica é ter certeza de pesquisar a possibilidade de existirem doenças ou lesões que ainda podem ser tratadas ou que ainda estejam significando risco.
Embora muitas vezes a dor crônica não tenha um diagnóstico mais específico da causa, deve-se tentar de toda forma buscar este diagnóstico, pois isso poderá fazer muita diferença no tratamento do paciente. Então, devem ser excluídos diagnósticos como hérnias de disco, espondilolisteses, etc., antes de se classificar o paciente como alguém com dor crônica sem causa aparente.

Quais exames são realizados?
O mais importante é a obtenção de um bom histórico e exame físico do paciente. Baseado nisto, podem ser pedidos desde exames de laboratório até exames de imagem, como radiografias ou ressonância magnética.
Como já comentado, algumas vezes estes exames não mostram a causa da dor, mas, mesmo se isto acontecer, eles servem para eliminar a possibilidade de haver alguma doença ativa que não esteja óbvia ao exame físico. Quando a causa da dor pode ser descoberta, pode-se implementar um tratamento específico para a condição diagnosticada.

Qual o tratamento da lombalgia crônica?
Tratamentos para dor crônica podem variar muito, dependendo da situação.
Se uma causa de dor foi identificada, então o tratamento deve ser no sentido de resolver este problema. Quando a causa de dor não pode ser diagnosticada, ou não tem um tratamento específico, o tratamento não é dirigido para a causa, mas sim para os sintomas. O objetivo do tratamento passa a ser reduzir a dor, aumentar funcionalidade, e melhorar a qualidade de vida.
Para isto, os tratamentos incluem vários tipos de fisioterapia, medicações, dicas de comportamento, tratamento psicológico, e mesmo alguns procedimentos, como bloqueios ou infiltrações. Aos poucos, o médico vai desenhar um programa de tratamento específico para cada pessoa.

O RPG também é indicado para o tratamento da lombalgia crônica.

Azeite pode ajudar a fortalecer os ossos


Um estudo mostrou que o azeite pode ajudar a fortalecer os ossos.
Evidências deste efeito vêm de um estudo com homens com uma dieta mediterrânea rica em azeite.
Eles apresentavam níveis elevados de osteocalcina, um marcador de formação óssea saudável.
Estudos laboratoriais prévios sugeriram que o azeite pode proteger contra a osteoporose.
A incidência da osteoporose também é sabidamente menor nos países mediterrâneos que no resto da Europa.
“Este é o primeiro estudo randomizado a demonstrar que o azeite preserva o osso em humanos, pelo menos conforme inferido pelos marcadores ósseos circulantes,” afirmou o líder do estudo Dr. Jose Manuel Fernandez-Real, do Hospital Dr. Josep Trueta em Girona, Espanha.
Os participantes do estudo foram 127 homens com idade entre 55 e 80 anos, todos os quais tinham pelo menos três fatores de risco cardiovascular ou o diagnóstico de diabetes tipo 2.
Eles passaram a ter uma de três dietas por dois anos: uma dieta mediterrânea com oleoginosas sortidas, uma dieta mediterrânea com azeite de oliva virgem e uma dieta regular com poucas gorduras.
Foram feitas medidas de osteocalcina, glicose sérica e colesterol.
Os cientistas observaram que apenas a dieta mediterrânea com azeite esteve associada a um aumento significante nos níveis de osteocalcina e de outros marcadores de formação óssea.
Os resultados estão para ser publicados no Endocrine Society's Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism.
A osteocalcina esteve associada com secreção preservada de insulina em homens que consumiam azeite, o que pode ajudar a prevenir o diabetes.

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Hepatites: a ordem é PREVENIR!


Fonte: Revista Vitta/ed.3

Hepatite é uma doença que compromete as funções do fígado e que, apesar da possibilidade de cura, é uma das principais causas dos transplantes de fígado e das complicações hepáticas, uma vez que cerca de 70 a 85% dos casos de contaminação evoluem para doença crônica. Para esclarecer suas dúvidas e, principalmente, indicar estratégias de prevenção, conversamos com Guilherme Felga, hepatologista do Hospital Israelita Albert Einsten (SP).

Quais são os tipos de hepatite?

As de maior relevância no Brasil são as hepatites A, B, C e D. A hepatite A, em geral, tem um curso benigno e sem repercussões mais graves.
Raramente evolui para casos com necessidade de transplante de fígado. A hepatite B pode requerer acompanhamento e tratamento devido ao risco de cirrose e câncer primário do fígado, mas não sempre. A hepatite D ou delta ocorre exclusivamente na região amazônica e afeta somente indivíduos que também portam a hepatite B, pois um vírus depende do outro para provocar a doença. Já a hepatite C é silenciosa, e afeta cerca de 1% de toda a população brasileira. Os portadores não tem qualquer manifestação ou mesmo cirrose e câncer primário do fígado.



Como ocorre a transmissão?

A hepatite A é transmitida pelo contato com água e alimentos contaminados por fezes de indivíduos que possuem a doença aguda. As hepatites B, C e D são transmitidas de modo muito semelhante ao do vírus HIV: pelo contato sexual, compartilhamento de seringas, material cirúrgico e transfusão com sangue contaminado. A hepatite B tem um alto risco de transmissão vertical, isso é, de mãe para filho no momento do parto.

Quais são os sintomas? Eles são os mesmos em todos os tipos?

Variam muito de doença para doença e de pessoa para pessoa. Nas hepatites agudas os indivíduos podem apresentar mal-estar generalizado, febre, dores pelo corpo, dor abdominal e icterícia, que é a coloração amarelada dos olhos e da pele. Nas hepatites crônicas o paciente pode não ter qualquer sintoma, mesmo em fases avançadas da doença, quando já há cirrose.

O que a pessoa deve fazer em caso de suspeita de hepatite?

Idealmente procurar um médico especializado para acompanhamento. O especialista nas doenças do fígado é o hepatologista, que em geral é um gastroenterologista especializado nas doenças hepáticas.

Hepatite tem cura?

Todas elas são curáveis, tanto as formas agudas como as crônicas. A hepatite aguda não demanda tratamento na maioria dos casos, com o indivíduo melhorando espontaneamente. Os sintomas, como febre, náuseas e vômitos podem ser medicados com antitérmicos e antieméticos. As hepatites crônicas B e C têm um tratamento mais complexo, com medicações variadas, que deve ser conduzido por um profissional especializado. Vale lembrar que nem todo mundo que tem hepatite B ou C precisa ser tratado, o que reforça a importância de se procurar um médico que conheça o assunto.

O que há de mais novo para o tratamento?

Felizmente a ciência tem nos brindado com muitas descobertas no campo das hepatites. No caso da hepatite B, temos hoje uma ampla gama de medicamentos que podem não apenas tratar a doença, mas reduzir o risco de cirrose e câncer. No caso da hepatite C, houve uma expressiva evolução no conhecimento a respeito do comportamento do vírus durante o tratamento, permitindo individualizar o combate de acordo com as características do paciente. Novas drogas começaram a ser testadas e provavelmente logo estarão disponíveis para uso na prática diária.


Como é a vida depois da hepatite?

Depende do tipo de doença. Nas formas agudas em que há cura, vida normal, sem restrições. Nas formas crônicas, depende do estágio da doença, da necessidade de tratamento e da presença de cirrose.

Quais são as principais estratégias de prevenção?

No caso da hepatite A, saneamento básico. Para as hepatites B e C, os cuidados são semelhantes àqueles tomados para prevenção de AIDS: uso de material descartável estéril, triagem nos bancos de sangue para a doação e uso de preservativos. Para filhos de mães infectadas pelo vírus da hepatite B e no caso de exposição à material contaminado de pessoas infectadas é feita uma combinação de anticorpos contra o vírus da hepatite B e vacinação. As hepatites A e B também podem ser prevenidas com vacinação, sendo a vacina para a hepatite B disponível na rede pública de todo o país.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Salto Alto e Hérnia de Disco - Uma relação íntima


O uso do salto alto e hérnia de disco

Em nome da vaidade, muitas mulheres não abrem mão do salto alto, e acabam pagando um alto preço por isso. A postura exigida para "manter-se no salto" pode levar a problemas na coluna como a hérnia de disco, segundo o fisioterapeuta Marcus Mazzuia. Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que a hérnia de disco atinge cerca de 5,4 milhões de pessoas no Brasil.

O especialista destaca que o uso do salto alto exige mudanças posturais ao pisar. Os pés ficam em posição de flexão plantar (ponta do pé), e, com a mudança do eixo de gravidade mais anteriorizado, a base de apoio diminui na região do calcanhar, centralizando a sustentação do peso na região dos dedos dos pés. "O salto alto é um veneno para a coluna feminina, pois provoca mudanças na angulação do cérvix do fêmur, que tende a pressionar a cartilagem do acetábulo e, com o tempo, desgastá-la causando deformidades, descontrole postural e mudanças na marcha", explica o fisioterapeuta.

Tratamento

Muitas mulheres acometidas pela doença têm dúvidas em relação ao melhor tipo de tratamento. Embora diversos estudos apontem a abordagem convencional - com fisioterapia, medicamentos e exercícios - como um dos melhores para o tratamento da hérnia de disco, indicando as cirurgias para apenas 5% dos casos, muitos profissionais da saúde têm indicado cirurgia na maioria das vezes.
Um estudo publicado na revista Archives of Physical Medicine and Rehabilitation avaliou 581 pacientes e os dividiu em três grupos: pacientes que foram recomendados para cirurgia (62); pacientes que foram recomendados para cirurgia, desde que os sintomas persistissem (74); e pacientes com lesões estruturais sugestivas de cirurgia (445). Após um ano de um programa de exercícios, a cirurgia foi evitada em 92 % dos pacientes do primeiro grupo, em 83% no segundo grupo e em 93 % no terceiro.
De acordo com o especialista, "o resultado do estudo citado é um indicativo importante para o investimento em tratamentos tradicionais e continuados". "Claro que isso só é possível se houver o comprometimento do paciente na manutenção do tratamento, ou seja, fazer exercícios como musculação, RPG e Pilates. E, no caso das mulheres, evitar o uso contínuo do salto alto", destacou.


Doença de Crohn e o Fator Emocional


Doença de Crohn e o Fator Emocional
Graças à íntima relação entre o corpo e a mente, o estresse emocional pode influenciar a evolução da Doença de Crohn (DC) e seus sintomas.
A DC não é causada pelo estresse emocional, mas alguns pesquisadores afirmam que situações de grande ansiedade são responsáveis por boa parte das crises. Outros especialistas afirmam que os sintomas emocionais provavelmente são manifestações associadas à própria doença em si. De qualquer forma, não é de surpreender que as pessoas portadoras da doença afirmem que o fator emocional é um indicador importante da sua qualidade de vida.
A compreensão e o suporte emocional adequados são essenciais para lidar com a DC. Apesar da psicoterapia não estar formalmente indicada para todos os casos, a maioria dos pacientes se beneficia da avaliação com um psicoterapeuta especializado em lidar com doenças crônicas de um modo geral.
As técnicas para gerenciar as manifestações da DC podem assumir várias formas. As crises de diarréia, cólicas e gases podem fazer com que as pessoas afetadas passem a sentir medo de estarem em lugares públicos. Nestes casos, um bom planejamento pode fazer toda a diferença. Por exemplo, você pode descobrir onde ficam os toaletes nos restaurantes, shoppings e cinemas antecipadamente, facilitando o acesso na eventualidade de uma crise. Alguns pacientes acham prudente carregar consigo roupas extras e um rolo de papel higiênico para as emergências.
A aceitação do diagnóstico de DC pode acarretar uma série de emoções, desde raiva até uma falsa sensação de alívio por finalmente saber o que está acontecendo. O mais importante é não se perder em sentimentos negativos, de autopiedade, culpa ou solidão.
Apesar da DC ser uma doença crônica com muitas complicações, ela não é considerada fatal e muitas pessoas acometidas são capazes de continuar levando uma vida produtiva e repleta de realizações, ainda que vez ou outra sejam necessárias hospitalizações para tratar crises mais severas.
Para lidar de modo positivo com o fator emocional, é essencial que você continue tentando levar sua vida do modo mais habitual possível. Alguns dias parecerão mais difíceis que outros, e a melhor receita para todos eles é exercer um papel ativo no seu tratamento.
Conversar com seu médico e buscar informações detalhadas sobre a doença são armas poderosas para vencer o medo do desconhecido. Além disso, você pode empregar algumas dicas valiosas para reduzir a carga emocional e lidar melhor com o estresse associado à DC:
- Durma: por mais contraditório que possa parecer, os cientistas já provaram que dormir ajuda a resolver problemas. Isso porque seu cérebro não pára e, durante o sono, ele se sente mais livre para procurar novas conexões neuronais - e em uma delas pode estar aquela solução que você tanto procurava!
- Alimente-se direito: tome bastante líquido e siga uma rotina alimentar baseada em frutas, vegetais, legumes e carnes brancas.
- Pratique exercícios regularmente: os exercícios melhoram a saúde física e mental.
- Tenha Hobbies: eles relaxam e distraem ao mesmo tempo em que estimulam e organizam seu mundo interior.
- Estimule sua mente: uma situação estressante não é uma ameaça, mas um desafio para o seu raciocínio. Considere seu cérebro como o músculo mais especializado do seu corpo. Não o deixe atrofiar por falta de estímulo!
- Processe suas emoções: ao sentir uma emoção forte que poderá repercutir sobre você de modo negativo, guarde-a para si por alguns segundos, minutos, horas ou mesmo dias, até ser capaz de fazer uma análise mais racional do que ocorreu.
- E acredite em algo: pessoas "espirituais" tendem a ser mais saudáveis que pessoas "não-espirituais". A prece e a meditação são ferramentas úteis para aliviar o estresse, e nos dão uma consciência mais serena sobre quem somos, quais são os nossos limites e o que realmente tem importância nessa vida.

Espondilite Anquilosante - Tratamento Fisioterápico


A fisioterapia é amplamente reconhecida como o aspecto mais importante do tratamento da espondilite anquilosante. Vários estudos já demonstraram que a terapia fisioterápica, em pacientes portadores de espondilite anquilosante, associa-se a melhor controle dos sintomas, a longo prazo, empregando apenas exercícios. Além disso, outros trabalhos mostraram o benefício significativo, também a curto prazo, de um amplo programa de fisioterapia domiciliar associado a medidas educativas. O programa de fisioterapia realizada em ambiente hospitalar também provou ser benéfico.
A reabilitação física desses pacientes deve ser dirigida aos aparelhos locomotor e respiratório. De grande importância é o tratamento fisioterápico do aparelho locomotor, que visa fundamentalmente a redução da dor e da rigidez articulares através de medidas como a eletroanalgesia e a termoterapia, além da importante prevenção de deformidades incapacitantes, por meio da cinesioterapia. A cinesioterapia do esqueleto axial (coluna vertebral) deve, por um lado, alongar os músculos torácicos e abdominais e, por outro lado, reforçar os músculos paravertebrais (que se localizam ao lado da coluna vertebral). Além disso, tem também o objetivo de manter ou recuperar a amplitude de movimentos da coluna vertebral, inclusive da coluna cervical quando envolvida, além dos quadris e ombros quando acometidos.
Para a reabilitação do aparelho respiratório empregam-se os exercícios respiratórios, que visam a conservação ou aumento da expansibilidade torácica. Os pacientes não devem fumar, visando prevenir a instalação de insuficiência respiratória obstrutiva com conseqüente diminuição da expansibilidade torácica.

A eletroestimulação com propriedades analgésicas tem sido utilizada há vários anos, no tratamento dos distúrbios da coluna vertebral. Existem várias modalidades da utilização da eletroterapia, como coadjuvante no tratamento das lesões da coluna, incluindo a espondilite anquilosante.
Uma forma de estimulação elétrica é aquela que produz calor, por meio de um processo de conversão da corrente elétrica, quando a energia entra em contato com os tecidos do organismo. Os principais exemplos são a diatermia por meio de ondas curtas e o ultra-som. Esses agentes têm a capacidade de penetrar profundamente nos tecidos (de 3 a 5 cm) promovendo aumento de sua temperatura e do metabolismo celular, melhorando o fluxo sangüíneo local, a propriedade elástica dos tecidos e aumentando o limiar para a dor. Dessa forma permite a realização de exercícios em um programa de reabilitação.
Outro conjunto de modalidades eletroanalgésicas, diz respeito à neuro-eletroestimulação transcutânea ou TENS (transcutaneous eletrical nerve stimulation), baseada na teoria da "comporta de dor", que sugere que a corrente elétrica é capaz de interferir nos mecanismos de transmissão dos sinais de dor, ao longo do sistema nervoso central, criando barreiras para a transmissão do impulso doloroso até o cérebro (ou seja, o cérebro acaba não recebendo os estímulos dolorosos e o paciente não sente dor). O TENS pode agir estimulando a liberação de endorfinas, substâncias endógenas, capazes de reduzir a dor. O uso desse tipo de eletroestimulação tem permitido a redução da utilização de medicamentos. Apesar do TENS promover redução temporária da dor, ele é um coadjuvante útil no tratamento das disfunções da coluna vertebral, facilitando a realização dos exercícios durante os programas de reabilitação.
Todos estes recursos da eletroterapia devem ser utilizados como coadjuvantes em um tratamento integrado, sendo aplicado por profissionais capacitados.
A cinesioterapia é o uso do movimento ou exercício como forma de tratamento. O recurso se autodenomina: "cinesio", e significa movimento. A cinesioterapia é uma técnica que se baseia nos conhecimentos de anatomia, fisiologia e biomecânica, a fim de proporcionar ao paciente um melhor e mais eficaz trabalho de prevenção, cura e reabilitação.
O exercício terapêutico tem como objetivo manter, corrigir e/ou recuperar uma determinada função, ou seja, restaurar a função normal de corpo ou manter o bem estar. Sua principal finalidade é a manutenção ou desenvolvimento do movimento livre para a sua função, e seus efeitos baseiam-se no desenvolvimento, melhora, restauração e manutenção da força, da resistência à fadiga, da mobilidade e flexibilidade, do relaxamento e da coordenação motora.
A fisioterapia busca alcançar, através de metodologias e técnicas próprias, baseadas na utilização terapêutica dos movimentos e dos fenômenos físicos, uma melhor qualidade de vida para o paciente, frente às disfunções que esse apresente. As metodologias e as técnicas da cinesioterapia são práticas próprias e exclusivas do profissional fisioterapeuta, sendo sua indicação e sua utilização prática terapêutica própria, privativa e exclusiva desse profissional.
Como a espondilite anquilosante, quando não tratada, causa flexão contínua ou fixa da coluna (o paciente se torna cada vez mais imóvel), deve-se permanecer o mais ereto possível. É pouco provável que a coluna se enrijeça totalmente, mas caso isso aconteça, o paciente deve fazer o possível para que a mesma permaneça o mais reta possível.
Muitas pessoas acreditam que o uso de cadeiras altas, com assento firme e encosto reto, são melhores para a postura da coluna. O assento da cadeira não deve ser muito longo, entre o encosto e a ponta, pois a pessoa terá dificuldades em posicionar a coluna lombar na base do fundo da cadeira. O paciente não deve permanecer muito tempo sentado em cadeiras baixas e macias, pois isso resulta em má postura e dor excessiva.
O colchão deve ser firme e sem depressões. Se estiver deformado, o paciente pode utilizar uma tábua adequada entre o colchão e o estrado da cama (como uma folha de compensado). É mais confortável deitar-se dessa forma do que em uma cama muito flexível. Após a resolução da fase ativa da doença, recomenda-se manter a cama rígida, evitando qualquer tendência de curvatura da coluna. Se o paciente estiver viajando ou em um hotel, pode colocar o colchão no chão e dormir sobre ele.
Os coletes e as cintas, utilizados com o objetivo de melhorar a postura, não apresentam nenhum valor no tratamento da espondilite anquilosante, podendo até mesmo piorar os sintomas. É melhor desenvolver a musculatura e permanecer em postura ereta por meios naturais e com a prática de fisioterapia. Ocasionalmente, algum tipo de cinta pode ser necessária, por exemplo, após uma lesão nas costas. Porém, essa decisão deve ser tomada por um Fisioterapeuta experiente no tratamento da doença.
Fonte: Bibliomed
 
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