sábado, 22 de maio de 2010
RPG - Reeducação Postural Global
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Patologias: SARCOIDOSES
O que é sarcoidose?
Sarcoidose é uma doença que afeta qualquer órgão do corpo, mas com maior freqüência envolve os pulmões, a pele e os gânglios linfáticos. O coração é afetado em 15% dos casos. Alterações do metabolismo do cálcio são frequentes.
Na sarcoidose ocorre um tipo especial de inflamação que resulta em pequenos nódulos, em forma de grãos (“granulomas”), que podem desaparecer ou caminhar para formação de cicatrizes (fibrose).

Quem pega sarcoidose?
Qualquer pessoa de qualquer idade pode desenvolver sarcoidose.
Como se pega sarcoidose?
Ninguém sabe. Em raros casos ocorrem outros casos em familiares. Os cientistas acreditam que a sarcoidose surge quando o sistema imunológico responde a alguma coisa do ambiente (bactérias, poeiras, substâncias químicas, etc.). A doença, porém não é contagiosa.
A sarcoidose pode resultar de algum tipo de trabalho?
Algumas doenças muito parecidas com a sarcoidose podem ocorre por exposições no local de trabalho. A sarcoidose também pode decorrer de alguns tipos de exposição.
Quais são os sintomas da sarcoidose?
Os sintomas da sarcoidose variam, dependendo de qual parte do corpo está afetada. Muitos pacientes têm a sarcoidose descoberta por acaso, após realizarem uma radiografia de tórax.
Os sintomas mais comuns envolvem os pulmões, a pele, os gânglios linfáticos e os olhos. Os pulmões são afetados em 90% dos casos. Pessoas que têm sarcoidose podem ter tosse, chiado ou falta de ar, mas muitas pessoas não têm nenhum sintoma.
Em 30 – 50% dos casos surgem problemas de pele, como nódulos e manchas.
Gânglios aumentados e às vezes dolorosos em geral surgem no pescoço e dentro do tórax, mas às vezes na virilha e axilas.
Os olhos podem ser afetados. Muitos doentes têm uveíte (inflamação nos olhos) durante meses ou anos antes que o diagnóstico de sarcoidose seja feito.
Ocasionalmente a sarcoidose afeta o coração, resultando em arritmias ou mesmo falência do coração.
Como a sarcoidose é diagnosticada?
Às vezes, o diagnóstico é feito apenas pela combinação de certos achados clínicos, mas na maioria dos casos o médico irá solicitar uma biópsia de algum local comprometido. Parte-se dos locais mais acessíveis, como lesões de pele e gânglios (“ínguas”), mas frequentemente uma biópsia de pulmão é necessária. Em geral a biopsia de pulmão através de broncoscopia é suficiente para o diagnóstico.
Uma vez feito o diagnóstico de sarcoidose o médico pede diversos exames para avaliar que órgãos estão comprometidos e em que gravidade. Em geral se dosa o cálcio no sangue e na urina e são pedidos testes de função pulmonar, eletrocardiograma, testes de funcionamento do fígado e o doente é encaminhado para um exame ocular detalhado, já que os olhos podem ser envolvidos sem sintomas.
A sarcoidose deve ser sempre tratada?
Nem sempre. Se a doença for leve, tratamento pode não ser necessário. O médico irá provavelmente tratar a sarcoidose se ela envolve os olhos, coração ou o sistema nervoso. No caso dos pulmões, o tratamento é reservado para doentes com sintomas ou com alteração da capacidade pulmonar ou se já existem sinais de fibrose na tomografia.
Quais são os objetivos do tratamento?
São três: 1) reduzir a inflamação que pode interferir no funcionamento dos órgãos comprometidos; 2) prevenir a formação de cicatrizes permanentes dos pulmões; e 3) diminuir quaisquer sintomas que você tenha.
Como é feito o tratamento?
Em geral medicamentos contendo corticosteróides, tais como prednisona, são usados para tratar a sarcoidose. A duração do tratamento depende da gravidade da doença e da resposta à medicação. Outros medicamentos são usados às vezes para tratar formas mais graves da doença, incluindo novos medicamentos.
O que os doentes com sarcoidose devem esperar?
Em muitas pessoas a sarcoidose regride espontaneamente. Em outras o tratamento faz a doença desaparecer para sempre. Em 1/3 dos casos a doença torna-se crônica, necessitando tratamento prolongado ou para sempre.
Sistema permite movimento de membro superior em tetraplégicos

Sistema permite movimento de membro superior em tetraplégicos
Na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, pesquisadores desenvolveram um sistema híbrido para membros superiores (braço, antebraço e mãos) que auxilia as atividades motoras de pessoas tetraplégicas. O equipamento permite que o paciente alcance objetos distantes do corpo por comandos de voz.
Renato Varoto, pesquisador da EESC, explica que o diferencial desse sistema foi a combinação de técnicas. “A mecânica, que inclui a órtese e que possibilita movimentos de flexão e extensão do cotovelo; e uma técnica não convencional, que é a estimulação elétrica neuromuscular, que possibilita os movimentos da mão.”
O sistema foi desenvolvido por Varoto durante sua tese de doutorado pela EESC, sob a orientação do professor Alberto Cliquet Júnior, do Departamento de Engenharia Elétrica da Escola. O protótipo é constituído de uma órtese dinâmica para cotovelo, que funciona como um exoesqueleto, eletrodos de superfície que vão nas mãos e uma luva que contém sensores para indicar ao paciente a força aplicada.
Esses equipamentos são as partes mecânicas e eletrônicas e são coordenados por voz. “Com o comando de voz, cinco palavras são gravadas de acordo com o gosto do paciente: uma para estender o braço, uma para flexão do cotovelo, uma para parar o movimento, uma para pegar o objeto e uma para soltar o objeto. Se for preciso, é possível controlar o nível de estimulação para o movimento da mão e a velocidade da órtese do cotovelo, cada uma com duas palavras”, descreve Varoto.
Segundo o pesquisador, o sistema é indicado para tetraplégicos que possuem movimentos somente do pescoço e do ombro. Desse modo, o comando de voz é essencial para que os tetraplégicos realizem os movimentos voluntariamente.
Testes Clínicos
O trabalho de Varoto foi testado em 15 pacientes do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em março e abril desta ano. O pesquisador ressalta que “o que chama a atenção é o auxílio que o sistema pode trazer aos tetraplégicos”.
Nos testes clínicos, os pacientes conseguiram exercer atividades que fazem alusão às atividades de beber água e se alimentar. “São atividades simples para nós, mas para os pacientes, que perderam quase todos os movimentos do corpo, traz uma grande satisfação a esperança de poder fazê-las”, diz Varoto.
O pesquisador pretende continuar as aplicações com os pacientes. O próximo passo é aplicar uma terapia assistida por robô. Nele, o paciente faz uma série de movimentos repetitivos com o sistema, só que, ao invés de ser um fisioterapeuta que o auxilia nas atividades, é um robô que exerce essa função.
O objetivo da terapia é tentar fazer o tetraplégico ganhar movimentos naturais com método artificial. Varoto explica como isso pode acontecer pelo conceito de neuroplasticidade. “Quando um paciente apresenta paralisia e começa a fazer movimentos repetitivos com a ajuda de aparelhos, ele pode reaprender, ainda que não totalmente, alguns movimentos. O que pode acontecer em termos biológicos é que há um rearranjo dos neurônios no sistema nervoso central.”
O pesquisador ressalva que ainda há alguns aspectos do sistema que precisam ser aperfeiçoados: “O sistema pode ser mais leve e pode melhorar esteticamente. Quanto mais atender as expectativas do paciente melhor”.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Dicas de Sites

Quer dicas para elaborar um excelente Currículum para Fisioterapeutas?
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Crises graves de asma em crianças

Crises graves de asma em crianças
Os pesquisadores notaram que um dos principais desencadeadores das crises de asma é o tabagismo passivo em relação as pessoas que fumam na casa: cerca de 38 % dos pacientes tinham relato de tabagismo passivo. Segundo os especialistas, além da fumaça do cigarro, poeira e contato com animais e plantas, além da presença de mofo, são indicados por diversos estudos como fatores de risco para crises de asma em crianças.
As crianças ficam internadas, em média, seis dias no hospital, com 8 % dos pacientes tendo passagens pela UTI pediátrica. Quanto ao tratamento administrado, quase um terço dos pacientes internados receberam penicilina cristalina, cerca de 20 % receberam beta-agonistaspor veia, e 47 % necessitou de oxigênio suplementar, com duração média de 1,8 dias. Além disso, quase 12 % já utilizavam corticoide inalado preventivamente.
A grande maioria (85 %) dos pacientes pediátricos com asma aguda grave residia em zona urbana.
Fonte: Cong. Bras. Alergia em Pediatria. 08 a 11 de abril 2010.
Pressão alta e problema na coluna são doenças crônicas mais citadas por brasileiros

Quase um terço da população (31,3%) afirma ter pelo menos uma doença crônica, segundo o Suplemento de Saúde da Pnad 2008 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) divulgado nesta quarta-feira (31). Desse total, as enfermidades mais citadas são a hipertensão (14%) e a dor na coluna (13,5%), seguidas de artrite ou reumatismo (5,5%), bronquite ou asma (5%), depressão (4,1%), doença cardíaca (4%) e diabetes (3,6%).
A pesquisa mostra que há mais mulheres (35,2%) com doenças crônicas do que homens (27,2%).
As regiões Sul e Sudeste são as que apresentam maior percentual de pessoas com pelo menos uma enfermidade crônica, com 35,8% e 34,2%, respectivamente. Em seguida, aparecem as regiões Centro-Oeste (30,8%), Nordeste (26,8%) e Norte (24,6%).
Conforme a idade aumenta, o número de doenças declaradas também se eleva. Até os 19 anos, o percentual de pessoas com três ou mais doenças é próximo de zero. Para a faixa de 50 a 64 anos, o percentual sobe para 17,1%. Entre os brasileiros com 65 anos ou mais, 28,3% afirmam sofrer de três ou mais enfermidades. Nessa faixa etária, no entanto, 20,9% dizem não ter qualquer doença crônica.
Quanto maior o rendimento domiciliar per capita, maior o percentual de pessoas que declaram ter ao menos uma doença. Entre aqueles com até um quarto de salário mínimo, 20,8% têm ao menos uma enfermidade. Entre aqueles com mais de 5 salários mínimos, o percentual sobe para 38,5%.
A existência de doenças crônicas não sofreu variação significativa em relação à pesquisa de 1998, quando 31,6% relatou ter ao menos uma enfermidade. Já em 2003, a proporção foi de 29,9%.
O suplemento da Pnad 2008 foi realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em parceria com o Ministério da Saúde. Foram pesquisadas 391 868 pessoas e 150 591 unidades domiciliares distribuídas por todas as Unidades da Federação.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Patologias: PNEUMOTÓRAX
O que é?
Pneumotórax espontâneo é um acúmulo súbito de ar no espaço pleural, o que causa colapso do pulmão na ausência de uma lesão traumática. O pneumotórax espontâneo é classificado em primário e secundário.

Pneumotórax espontâneo primário
Ocorre em indivíduos sem doença pulmonar conhecida; em geral acontece em homens magros e altos, com idade entre 20 e 40 anos de idade. A causa deste tipo de pneumotórax é o rompimento de pequenas bolhas localizadas na parte alta dos pulmões.
Quais são os sintomas?
O ar se acumula no espaço entre as pleuras, uma dupla capa que envolve os pulmões. O ar é irritante para a pleura, que tem muitos receptores de dor. O paciente se queixa de:
- dor torácica do lado afetado
- falta de ar
- tosse
- respiração rápida
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é feito pela radiografia de tórax.
Como se faz o tratamento?
O modo de tratamento varia com o tamanho e a evolução. O objetivo do tratamento é remover o ar do espaço pleural, permitindo a expansão do pulmão.
Um pneumotórax pequeno irá se resolver espontaneamente em 1 a 2 semanas. Pneumotórax maiores requerem ou aspiração por agulha ou um dreno de tórax.
Hospitalização em geral é necessária para a colocação de dreno e para avaliação da expansão do pulmão, o que pode demorar alguns dias. Válvulas colocadas no dreno podem permitir a continuação do tratamento em casa. Cirurgia pode ser necessária quando os episódios de pneumotórax se repetem, para colar as pleuras.
Pneumotórax secundário
Ocorre quando existe uma doença pulmonar, que leva a formação de bolhas, cistos ou abscessos, que se rompem para a pleura. A causa mais comum é o enfisema. Esta condição é mais grave em comparação ao pneumotórax primário; os sintomas são os mesmos. Nestes casos, mesmo um pneumotórax pequeno pode ter conseqüências sérias. Todos os pacientes são tratados com drenos de tórax.
Muitos pacientes com pneumotórax primário e secundário têm novos episódios. Se este for o seu caso, você deve ser submetido a uma cirurgia para colar as pleuras, o que evita as recaídas. Pacientes que tiveram pneumotórax devem parar de fumar e devem evitar altas altitudes, mergulhos, ou vôos em cabines não pressurizadas.
A PIRÂMIDE DA ATIVIDADE FÍSICA

Pesquisadores americanos criam esquema mostrando a ordem ideal para a realização das atividades físicas
Encorajar as pessoas a praticar uma atividade física é algo que exige criatividade. Uma equipe de professores da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, deu sua parcela de contribuição nesse sentido. Eles criaram uma pirâmide com a hierarquia das atividades físicas ideais para serem realizadas. A "Pirâmide das Minhas Atividades", como foi batizada, trabalha com proporções. Os degraus vão subindo conforme a quantidade de tempo recomendada para cada atividade, de modo que a inércia - que fica no topo - mereça um espaço mínimo na vida das pessoas.
Na base estão ações que devem ser realizadas com a maior freqüência possível, como caminhar, andar de bicicleta e fazer trabalhos domésticos. "Um pouquinho que seja de atividade física já é melhor do que nada", disse à ISTOÉ o americano Stephen Ball, especialista em fisiologia do exercício e um dos criadores do esquema. No segundo degrau vêm os exercícios aeróbicos. E, mais acima, o fortalecimento dos músculos e o alongamento. A pirâmide feita em Missouri não é a primeira do gênero, mas é a única que condensa as recomendações das Diretrizes de Atividades Físicas para os Americanos, divulgadas no ano passado pelo Departamento de Saúde do governo dos Estados Unidos com o objetivo de combater o sedentarismo.
Sua finalidade é passar a mensagem de que a atividade física deve ser um estilo de vida. "As pessoas podem começar pela base", recomenda Ball. Está assistindo à televisão? Esqueça o controle remoto e levante-se para mudar de canal. A casa necessita reparos? Faça você mesmo! Precisa fazer compras? Vá a pé e carregue as sacolas. Qualquer contração muscular eleva o gasto energético em relação ao repouso, melhorando o desempenho do corpo. "Dar no mínimo dez mil passos por dia, somando todos os deslocamentos da manhã até a noite, já traz benefício", avalia Stella Torreão, professora de educação física, do Rio de Janeiro.
A roteirista de televisão Claudia Thevenet, 38 anos, oscila entre as seções da pirâmide, procurando incorporar o máximo de atividades físicas ao seu cotidiano: "Sempre que posso vou aos lugares andando, e nunca uso elevador no meu prédio." Além disso, pratica uma hora e meia de natação ou corrida diariamente.
FitMed.com.br
Fonte: Portal Terra
segunda-feira, 17 de maio de 2010
BURSITE DA PATA DE GANSO
Uma bursa é uma pequena estrutura anatômica semelhante a um saco , que contém fluido sinovial em seu interior. Localiza-se entre o osso e um tendão ou músculo; e possibilita que o tendão deslize suavemente sobre o osso, diminuindo assim a fricção entre estas estruturas. A inflamação das bursas, ou bursite, é um distúrbio comum, podendo ser causada por sobrecarga mecânica ou movimentos repetitivos, especialmente em atletas com isquitibiais encurtados. Pode ser causada também por trauma direto.Bursite da pata de ganso (pes anserie), ou bursite anserina, é o nome que se dá à inflamação da bursa localizada na inserção comum dos tendões dos músculos grácil, semitendíneio e sartório na face medial do joelho. Anatomistas são famosos pela criatividade que nomeiam as partes do corpo. Neste caso, o local da inserção destes tendões se assemelham à uma “pata de ganso”, daí seu nome.
Sintomas
O paciente queixa-se de dor na parte medial do joelho (ele geralmente é capaz de apontar com o dedo, indicando ser uma dor bem localizada), mais exatamente 2-3 dedos abaixo da linha articular, aproximadamente na altura da tuberosidade anterior da tíbia. A palpação da inserção da pata de ganso é dolorosa e a dor piora com atividade física como subir e descer escadas.
TratamentoO objetivo final do tratamento de condições que envolvem stress mecânico de alguma estrutura é reduzir a sobrecarga sobre ela.
Em um primeiro momento, deve-se solicitar repouso ao paciente. Entenda-se por repouso redução ao máximo de sobrecarga mecânica, tais como prática de esportes, longas caminhadas, subir e descer escadas.
Aplicação de Gelo 2-3 vezes por dia durante 20 minutos e anti-inflamatórios também têm importância na fase aguda. Melhorar a flexibilidade por meio de alongamento dos músculos isquitibiais, tem se mostrado bastante eficaz.
Retirado do Excelente Blog http://fisioterapiahumberto.blogspot.com/
www.fitmed.com.br
domingo, 9 de maio de 2010
GINÁSTICA LABORAL
É a combinação de atividades físicas que tem como características comuns, melhorar, sob aspecto fisiológico a condição física do indivíduo para o seu trabalho, objetivando promover a saúde e a socialização dos trabalhadores, atuando na prevenção e terapêutica das possíveis doenças osteomusculares e ligamentares.
A Ginástica Laboral tem como principal objetivo, prevenir o aparecimento de lesões músculo esqueléticas e/ou ligamentares devido a situações de stress; diminuição dos acidentes de trabalho; aumento da produtividade e a melhora do bem-estar geral.
Existem vários formatos de Programa de Ginástica Laboral e ao se escolher um determinado tipo de programa dever ser levado em consideração a realidade de cada empresa , elaborando um plano de ação adaptado as condições disponíveis.
O Programa de Ginástica Laboral poderá ser aplicado em toda a empresa, iniciando nas áreas críticas de trabalho através de programa piloto.
- Aquecimento - antes do início das atividades de trabalho, aquecendo o corpo e preparando-o para exercer a atividade laboral
- Distensionamento - durante a jornada de trabalho, com o objetivo de distensionar e compensar a musculatura sobrecarregada pelo trabalho
- Relaxamento - após a jornada de trabalho, com o objetivo de relaxar a musculatura e diminuir as tensões musculares provocadas pelo trabalho.
- Micro pausas - Quando a carga de trabalho ultrapassa as tolerâncias do ser humano (trabalhador) as pausas ou micropausas passam a ser um mecanismo fisiológico de compensação e de prevenção da fadiga crônica, sendo importante a conscientização dos tipos de posturas compensatórias a serem exercitadas durantes esses períodos.
FREQUÊNCIA DAS ATIVIDADES
As atividades físicas laborais devem ser aplicadas todos os dias da semana, para o condicionamento ao hábito de compensar as posturas e esforços musculares e, para que os trabalhadores não sintam-se desmotivados por atividades em dias alternados.
Realizada a cada BIMESTRE sendo de vital importância para a administração, correções necessárias e sucesso do Programa de Ginástica Laboral.
sábado, 8 de maio de 2010
FISIOTERAPIA HOSPITALAR

O paciente seja ele clínico ou cirúrgico pode apresentar-se em diversas condições de saúde, com isso, conforme as necessidades apresentadas priorizam-se determinadas técnicas, visando maior efetividade nas condutas e utilização dos recursos disponíveis. Dessa maneira o fisioterapeuta participa ativamente na recuperação do paciente, com conseqüente redução no período de permanência de internação hospitalar.
O prolongado tempo de internação, posicionamento inadequado com falta de mobilização predispõe a modificações morfológicas dos músculos e tecidos conjuntivos. Em alguns casos encontramos: alterações no alinhamento biomecânico, comprometimento de resistência cardiovascular, que ocorrem em exigências funcionais para realização de movimentos coordenados. Evoluindo com contraturas articulares, diminuição do trofismo e força muscular, e aparecimento de úlceras de pressão. O fisioterapeuta atuando sobre os efeitos deletérios da hipo ou inatividade do paciente acamado no âmbito hospitalar contribui na redução da taxa de mortalidade, taxa de infecção, tempo de permanência na UTI e no hospital, índice de complicações no pós-operatório.
Perfil do Profissional Fisioterapeuta Hospitalar
Capacidade de elaborar o diagnóstico fisioterapêutico, interpretar laudos e exames propedêuticos e complementares detectando as alterações cinético-funcionais apresentadas.
Prescrever, baseado no que foi constatado na avaliação físico-funcional, as técnicas de tratamento fisioterapêuticas adequadas a cada caso.
Dar ordenação ao processo terapêutico, quantificando e qualificando as técnicas fisioterapêuticas indicadas.
Reavaliar sistematicamente o paciente, reajustando ou alterando as condutas terapêuticas, assim como decidir pela alta fisioterapêutica.
Emitir laudos, pareceres, atestados e relatórios.
Aplicar eletro-termo-foto-mecanoterapia como coadjuvantes em diversos tratamentos.
Atuar com orientações no pré-operatório (descrição da cirurgia, reconhecimento dos setores, esclarecimentos do procedimento) e pós-operatório (recebimento do paciente, monitorização, desmame, extubação, exercícios ativo-assistidos de coluna cervical, MMSS e MMII, exercícios respiratórios, compreendendo, técnicas reexpansivas, desobstrutivas e reeducativas) de cirurgia cardíaca.
Atuar com orientações no pré-parto, quanto à respiração adequada, exercícios com bola bobath e orientações no pós-parto, estimulando a respiração abdominal, tosse técnica, deambulação e posicionamento para amamentação.
Atuar em pediatria e neonatologia, berçário interno e externo, com ênfase em reabilitação respiratória, utilizando técnicas desobstrutivas, reexpansivas, reeducativas e proprioceptivas.
Atuar em UTI pediátrica, responder pela ventilação mecânica invasiva e não-invasiva, aplicar técnicas desobstrutivas, reexpansivas, reeducativas e proprioceptivas.
Atuar em UTI Adulto Geral, responder pela qualidade da aplicabilidade da ventilação mecânica invasiva e não-invasiva, aplicar técnicas desobstrutivas, reexpansivas e reeducativas.
Atuar na Clínica Neurológica, reabilitar pacientes acometidos por AVE (acidente vascular encefálico), politraumatizados, cuidados com traqueostomias, orientações aos familiares sobre mudança de decúbito, posicionamento no leito e cadeiras e estimular a independência funcional.
Atuar na Clínica Pneumológica, reabilitar pacientes portadores de DPBOC (doença bronco-pulmonar obstrutiva crônica), cuidados com drenos de tórax, utilizando técnicas desobstrutivas, reexpansivas, reeducativas e proprioceptivas.
Atuar na Clínica Cirúrgica e Ortopédica, reabilitar em pós-operatórios imediatos e tardios, seguindo protocolos fisioterapêuticos de acordo com a patologia e membro afetado, visar o bem estar do paciente e reduzir do tempo de internação.
Atuar junto aos pacientes da Clínica de Nefrologia, acompanhar os mesmos no ambiente intra-hospitalar e diretamente no setor de hemodiálise, aplicar técnicas desobstrutivas, reexpansivas, reeducativas e estimular a independência funcional.
Discutir casos clínicos e assuntos pertinentes à instituição e ao grupo de profissionais.
Fisioterapia no Setor de Cardiologia e Unidade Coronariana
A atuação do Fisioterapeuta na reabilitação cardíaca na fase hospitalar, evita complicações dos efeitos deletérios do repouso no leito, orienta quanto à prevenção dos fatores de risco. Nos pacientes cirúrgicos, cuida-se principalmente do sistema respiratório. O Fisioterapeuta também oferece suporte e cuidados com a ventilação mecânica. Nessa fase, o conhecimento da interação do coração com o pulmão e da manutenção da oferta de oxigênio adequada obriga o profissional a intensificar a atenção durante a ventilação, no desmame e na extubação.
A prevenção ainda é a maior arma contra as infecções nosocomiais pós-cirúrgicas, especialmente a pneumonia e é onde a fisioterapia exerce papel fundamental.
Fisioterapia no Setor Enfermaria Geral
O atendimento fisioterapêutico visa à reinserção bio-psico-social do paciente/cliente. Tem por objetivo desenvolver os movimentos e funções comprometidas depois de uma doença em tenha exigido a imobilização.
A fisioterapia nas enfermarias atinge as mais diferentes áreas com procedimentos, técnicas, metodologias e abordagens específicas que tem o objetivo de tratar, minimizar e prevenir as mais variadas disfunções.
Os Fisioterapeutas atuam com eficiência em todas as especialidades dentro do ambiente das enfermarias, seja com patologias pneumofuncionais, cardiológicas, neurológicas, ortopédicas, traumatológicas, ginecologia e obstetrícia, angiologia, oncologia, queimados, pediatria e neonatologia.
Em indivíduos sob atenção do Fisioterapeuta para recuperação funcional de lesões e/ou disfunções, ações preventivas mais complexas são desenvolvidas, como por exemplo, a prevenção de incapacidade respiratória numa vitima de um dado quadro neurológico.
Fisioterapia no Setor de Hemodiálise
A fisioterapia através de técnicas de relaxamento e do trabalho em grupo pode proporcionar uma melhora do bem estar geral desta população, através do acolhimento aos mesmos.
Associado a todas as manifestações e complicações dos pacientes que realizam hemodiálise, os mesmo geralmente são sedentários, favorecendo a perda da funcionalidade devido a inatividade física. Com isso, a fisioterapia para pacientes renais irá atuar nas complicações do tratamento dialítico através das condutas da cinesioterapia e massoterapia. Além do papel preventivo e educativo através da realização de orientações aos pacientes para minimizar as complicações secundárias.
A fisioterapia pode contribuir para a redução da incidência de cãibras, pois os alongamentos devolvem aos músculos seu comprimento e elasticidade normal; a massoterapia promove relaxamento muscular e diminui a Síndrome das pernas inquietas, além de promover uma melhor hidratação da pele, diminuindo as sensações de pruridos e as calcificações metastáticas na epiderme; a drenagem linfática favorece a diminuição de edemas e os exercícios de fortalecimento ajudam a devolver a tensão normal do músculo e auxiliam no retorno venoso, além de promovem o aumento da força muscular necessária para a realização de suas Atividades de Vida Diária (AVD’s).
Fisioterapia no Setor de Terapia Intensiva Adulto
A atuação fisioterapêutica em CTI Adulto caracteriza-se predominantemente pela aplicação de técnicas de remoção de secreção brônquica e de reexpansão pulmonar, mas a preocupação com a mobilização do paciente é tão importante quanto às técnicas de terapia respiratória.
A tomada de decisão sobre os procedimentos fisioterapêuticos é de responsabilidade do profissional fisioterapeuta de forma preponderante.
Os fisioterapeutas realizam procedimentos de assistência ventilatória, como, extubação, regulagem dos parâmetros ventilatórios e as etapas do desmame. Em relação à ventilação não invasiva (VNI), os fisioterapeutas têm total autonomia em sua indicação e aplicação e realizam esse procedimento com base em protocolo discutido com a equipe médica.
Fisioterapia no Setor de Terapia Intensiva Pediátrica e Neonatal
A Fisioterapia está cada dia mais integrada nos serviços de cuidados intensivos pediátricos e neonatais. O fisioterapeuta tornou-se um profissional de extrema importância atuando não só na reabilitação e prevenção de complicações com manobras específicas como também na assistência ventilatória em parceria com o médico e enfermagem.
É fundamental que o fisioterapeuta além da preocupação quanto à melhora da capacidade respiratória e motora, estimule os sistemas vestibular, auditivo, visual, táctil e proprioceptivo. Também oriente os pais em observar melhor seus filhos, chamando atenção nos gestos destas crianças, procurando resgatar movimentos adequados com maior eficiência, favorecendo maior movimentação e promovendo o desenvolvimento da percepção espacial, consciência corporal, exploração do ambiente e interação social. Objetivando a incorporação destas combinações a vida cotidiana, antes que os modelos anormais se fixem.
O tratamento é traçado a partir de uma avaliação minuciosa, incluindo condições clínicas atuais.
O atendimento fisioterapêutico é realizado sempre nos intervalos da alimentação, respeitando as rotinas médicas e da enfermagem, sempre priorizando os benefícios e necessidades da criança trabalhando em sintonia com a equipe multiprofissional.
Durante o atendimento são utilizadas as técnicas de assepsia sendo observadas as precauções universais de anti-sepsia comuns à toda equipe.
Se ocorrerem alterações no quadro clínico do paciente durante o atendimento, é comunicado imediatamente à equipe, para se adotar as providências necessárias.
As condutas fisioterapêuticas são anotadas na ficha de evolução diária de fisioterapia e fica no prontuário do paciente, para o acesso da equipe e registro em documentação.
Como membro de uma equipe multiprofissional, o fisioterapeuta está aberto a discussões com os demais profissionais atuantes na UTI, com o objetivo de beneficiar o paciente, bem como aos pais sempre que necessário ou solicitado.
Entorse de tornozelo - Princípios básicos
O que é? Entorse pode ser uma sobrecarga grave, estiramento ou laceração de tecidos moles como a cápsula articular, ligamentos, tendões ou músculos. Porém, esse termo é freqüentemente usado em referência específica à lesão de um ligamento, após o movimento de torção, recebendo a seguinte graduação:
• Grau I - ligamento preservado, dor leve ligamentar e edema local.
• Grau II - frouxidão ligamentar, dor intensa, edema difuso + hematoma



Como prevenir? As pessoas cujos tornozelos torcem com facilidade podem evitar as lesões subseqüentes utilizando estabilizadores, meias elásticas para os tornozelos e colocando palmilhas nos calçados para estabilizar o pé e o tornozelo. Além disso, fisioterapia para restabelecer o movimento, fortalecer os músculos que agem no tornozelo e melhorar o equilíbrio através de exercícios de propriocepção, treinos em terrenos irregulares (com supervisão de um profissional da área).
Qual o prazo de recuperação? Depende da gravidade da torção. Os ligamentos têm a vascularização regular e cicatrizam lentamente. O reparo é feito por tecido fibroso e colágeno. O prazo é:
• Grau I – uma a duas semanas de crioterapia (gelo), compressão, elevação, fortalecimento muscular e propriocepção.
• Grau II - imobilização de três a quatro semanas. Após faz-se: crioterapia, mais fortalecimento muscular e propriocepção.
• Grau III – pode ser conservador, mas já existe indicação cirúrgica com recuperação nos dois casos de oito a 12 semanas em média.


